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	<title>Arquivo para Redes - Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</title>
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	<description>Artigos e Tutoriais sobre Desenvolvimento de Software, Bancos de Dados SQL, Linux, Lógica de Programação, Inteligência Artificial, Hardware, Eletrônica, Arduino, Técnicas e Teorias de Estudo e Aprendizagem, Carreira em TI, Ciências Cognitivas, e muito mais!</description>
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		<title>O que é Bluetooth</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 14:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes Wireless]]></category>
		<category><![CDATA[Bluetooth]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Wireless]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é Bluetooth Seja para ouvir músicas, conectar seus fones de ouvido, transferir arquivos ou controlar dispositivos a distância, a tecnologia Bluetooth está presente em inúmeros dispositivos que usamos diariamente. Mas você sabe como essa tecnologia funciona? Quais são as vantagens e desvantagens de usarmos Bluetooth? É seguro? É disso que trataremos neste artigo. Bluetooth: Definição Bluetooth é um padrão de comunicação por radiofrequência (comunicações sem fio / redes wireless) criado como alternativa às conexões físicas de curto alcance (como cabos USB ou seriais) entre dispositivos variados como computadores, periféricos, celulares, fones, caixas de som, teclados, etc., usado para trocar dados entre dispositivos a curtas distâncias, geralmente até 10 metros (mas podendo chegar a 100 metros com versões mais potentes). Ele opera na faixa de ondas de rádio UHF nas bandas ISM (Industrial, Scientific and Medical), de 2,402 GHz a 2,48 GHz., a mesma usada por redes Wi-Fi e fornos de micro-ondas, mas com um esquema próprio chamado salto de frequência (frequency hopping) que evita interferência com essas redes.. Logotipo do Bluetooth Em sua essência, trata-se é uma tecnologia que utiliza transmissão sem fio de curto alcance para criar uma conexão wireless entre diferentes aparelhos eletrônicos. Tecnicamente, o Bluetooth [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>O que é Bluetooth</h1>
<p>Seja para ouvir músicas, conectar seus fones de ouvido, transferir arquivos ou controlar dispositivos a distância, a tecnologia Bluetooth está presente em inúmeros dispositivos que usamos diariamente. Mas você sabe como essa tecnologia funciona? Quais são as vantagens e desvantagens de usarmos Bluetooth? É seguro?</p>
<p>É disso que trataremos neste artigo.</p>
<h2><strong>Bluetooth: Definição</strong></h2>
<p>Bluetooth é um padrão de comunicação por <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/ondas-eletromagneticas/">radiofrequência</a> (comunicações sem fio / <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/qual-a-diferenca-entre-wireless-wi-fi-wimax-e-wlan/">redes wireless</a>) criado como alternativa às conexões físicas de curto alcance (como cabos USB ou seriais) entre dispositivos variados como computadores, periféricos, celulares, fones, caixas de som, teclados, etc., usado para trocar dados entre dispositivos a curtas distâncias, geralmente até 10 metros (mas podendo chegar a 100 metros com versões mais potentes).</p>
<p>Ele opera na faixa de ondas de rádio UHF nas bandas ISM (Industrial, Scientific and Medical), de 2,402 GHz a 2,48 GHz., a mesma usada por <a href="https://www.wi-fi.org/" target="_blank" rel="noopener">redes Wi-Fi</a> e fornos de micro-ondas, mas com um esquema próprio chamado salto de frequência (<em>frequency hopping</em>) que evita interferência com essas redes..</p>
<div id="attachment_20820" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20820" class="wp-image-20820 size-full" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bluetooth-logo.jpg" alt="Logotipo do Bluetooth" width="244" height="320" /><p id="caption-attachment-20820" class="wp-caption-text">Logotipo do Bluetooth</p></div>
<p>Em sua essência, trata-se é uma tecnologia que utiliza transmissão sem fio de curto alcance para criar uma conexão wireless entre diferentes aparelhos eletrônicos. Tecnicamente, o Bluetooth funciona transmitindo e recebendo ondas de rádio em uma frequência específica. Para que essa comunicação seja bem-sucedida, os dispositivos envolvidos precisam seguir um conjunto de regras e padrões, chamados <em>protocolos</em>.</p>
<p>É como se eles tivessem uma espécie de &#8216;acordo&#8217; sobre como a informação deve ser enviada e interpretada.</p>
<p>O Bluetooth foi padronizado pelo IEEE como padrão 802.15.1, mas não é mais mantido por essa organização; a tecnologia é atualmente gerenciada pelo SIG &#8211; Bluetooth Special Interest Group, grupo que possui mais de 35000 empresas associadas das áreas de tecnologia.</p>
<p>Website oficial da tecnologia: https://www.bluetooth.com/</p>
<h2>Origem do nome</h2>
<p>O nome &#8220;Bluetooth&#8221; tem uma origem curiosa e nada tecnológica a princípio.</p>
<p>Ele foi inspirado em um rei viking dinamarquês do século X chamado Harald &#8220;Bluetooth&#8221; Gormsson, ou Haroldo I da Dinamarca (911 &#8211; 985 d.C). O rei recebeu esse apelido por causa de um dente escurecido ou &#8220;azul&#8221;.</p>
<p>Mas por que um nome de rei viking para uma tecnologia de comunicação sem fio? Acontece que, durante a criação do padrão de comunicação sem fio, havia várias empresas trabalhando em tecnologias concorrentes. Em 1997, um engenheiro da Intel, Jim Kardach, estava em uma conversa informal com um colega da Ericsson, Sven Mattisson, sobre um nome provisório para o projeto.</p>
<p>Kardach estava lendo o romance histórico sobre vikings <em>A History of the Vikings</em>, de Gwyn Jones, que mencionava o Rei Harald Bluetooth, conhecido por sua habilidade de unir tribos dinamarquesas em um único reino. A analogia era que essa nova tecnologia sem fio também tinha o potencial de unificar diferentes protocolos de comunicação, como o faziam os diversos cabos para conectar dispositivos.</p>
<div id="attachment_20851" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20851" class="wp-image-20851 size-full" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/livro-a-history-of-the-vikings-gwyn-jones.jpg" alt="Livro &quot;A History of the Vikings&quot;, de Gwin Jones." width="294" height="451" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/livro-a-history-of-the-vikings-gwyn-jones.jpg 294w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/livro-a-history-of-the-vikings-gwyn-jones-274x420.jpg 274w" sizes="auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px" /><p id="caption-attachment-20851" class="wp-caption-text">Livro &#8220;A History of the Vikings&#8221;, de Gwin Jones.</p></div>
<p>&#8220;Bluetooth&#8221; era, portanto, um codinome temporário, com a expectativa de que um nome comercial mais definitivo seria escolhido antes do lançamento da tecnologia. No entanto, nenhuma alternativa conseguiu ser definida a tempo, e o nome &#8220;Bluetooth&#8221; acabou se consolidando e se tornando o nome oficial que conhecemos hoje.</p>
<p>O símbolo do Bluetooth é a união de duas runas (caracteres vikings) que remetem às iniciais de Harald Bluetooth (H: ᚼ e B: ᛒ).</p>
<h2>Emparelhamento</h2>
<p>O emparelhamento é o processo de criação de um vínculo seguro entre dois dispositivos que desejam se comunicar via Bluetooth. Ele estabelece a confiança mútua, trocando chaves criptográficas (ver mais adiante no artigo sobre criptografia) que permitem conexões futuras sem repetir o mesmo processo toda vez.</p>
<p>Os objetivos do emparelhamento são garantir que ninguém no meio da conexão possa espionar ou interferir, evitar conexões indesejadas (como por exemplo ataques do tipo <em data-start="1093" data-end="1106">Bluejacking</em> ou <em data-start="1110" data-end="1124">Bluesnarfing</em>), além de permitir que os dispositivos se reconheçam automaticamente no futuro, sem intervenção do usuário, o que simplifica o processo de conexão e comunicação entre eles.</p>
<p>Durante o emparelhamento ocorrem os seguintes processos, em sequência:</p>
<ul>
<li class="" data-start="345" data-end="465"><strong>Descoberta</strong>: um dispositivo (como um fone ou caixa de som) fica visível e o outro (como o celular) o encontra.</li>
<li class="" data-start="466" data-end="581"><strong>Negociação</strong>: ambos os dispositivos trocam informações de capacidade (versão do Bluetooth, perfis suportados).</li>
<li class="" data-start="582" data-end="690"><strong>Troca de chaves</strong>: um método de pareamento é usado para gerar e compartilhar uma chave de link (sem senha, com PIN, código, QR Code, etc.). O nível de segurança da conexão varia de acordo com o método empregado.</li>
<li class="" data-start="691" data-end="819"><strong>Armazenamento</strong>: a chave é guardada nos dois dispositivos. Nas próximas conexões, não será necessário emparelhar novamente.</li>
<li class="" data-start="820" data-end="920"><strong>Conexão segura</strong>: a chave é usada para autenticar e, se necessário, criptografar a comunicação.</li>
</ul>
<p>Também existe o processo de <strong><em>desemparelhament</em>o</strong>, ou <em><strong>despareamento</strong></em>, que consiste em romper o vínculo entre os dispositivos conectados (basicamente, desconectá-los). Para tal, é necessário remover o dispositivo emparelhado na lista do Bluetooth. Isso apaga a chave armazenada e o processo de emparelhamento precisará ser repetido se quisermos conectar novamente os dispositivos.</p>
<h2><strong>Principais características</strong></h2>
<p>Na tabela a seguir resumo as principais características técnicas do Bluetooth, incluindo sua faixa de frequência de operação, alcance e velocidade, consumo e outras mais genéricas:</p>
<table style="width: 83.9355%; height: 279px;">
<thead>
<tr style="height: 24px;">
<th style="height: 24px; width: 23.2036%;">Característica</th>
<th style="height: 24px; width: 149.102%;">Detalhes</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Faixa de operação</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">2,4 GHz (banda ISM — uso livre)</td>
</tr>
<tr style="height: 135px;">
<td style="height: 135px; width: 23.2036%;"><strong>Alcance</strong></td>
<td style="vertical-align: top; height: 135px; width: 149.102%;">
<p>Depende da classe:<br />
&#8211; Classe 1: Alcance de até 100 metros<br />
&#8211; Classe 2: Até 10 metros<br />
&#8211; Classe 3: Até 1 metro<br />
&#8211; Classe 4: Até 0,5 metro.</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Velocidade</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Varia com a versão (de 721 kbps até 2 Mbps ou mais)</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Topologia</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Redes <em>piconet</em> (um mestre e vários escravos) e <em>scatternet</em> (rede maior)</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Baixo consumo</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Ideal para dispositivos móveis e <em>wearables</em></td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Versões</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Vão da 1.0 até a atual 5.4 (Bluetooth LE Audio incluído)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Classes Bluetooth</h2>
<p>A eficácia da comunicação via Bluetooth, especialmente em termos de potência e alcance, é categorizada em diferentes classes.</p>
<p>Abaixo temos uma tabela com as classes de Bluetooth, suas potências máximas e alcances aproximados.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<th style="width: 11.6763%; text-align: center;"><strong>Classe Bluetooth</strong></th>
<th style="width: 17.6866%; text-align: center;"><strong>Potência máxima (mW)</strong></th>
<th style="width: 19.4242%; text-align: center;"><strong>Alcance da Transmissão (m)</strong></th>
<th style="width: 51.2129%; text-align: center;"><strong>Aplicações Típicas</strong></th>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 1</td>
<td style="width: 17.6866%;">100 mW (20 dBm)</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 100 metros</td>
<td style="width: 51.2129%;">Aplicações industriais, redes de longo alcance.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 2</td>
<td style="width: 17.6866%;">2,5 mW (4 dBm)</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 10 metros</td>
<td style="width: 51.2129%;">A maioria dos dispositivos de consumo, como smartphones, fones de ouvido e caixas de som.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 3</td>
<td style="width: 17.6866%;">1 mW (0 dBm)</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 1 metro</td>
<td style="width: 51.2129%;">Dispositivos de baixo consumo de energia, como sensores e alguns acessórios.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 4</td>
<td style="width: 17.6866%;">0,5 mW</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 0,5 metro</td>
<td style="width: 51.2129%;">Aplicações que exigem proximidade extrema e baixo consumo; é menos comum.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O alcance listado na tabela acima é um valor aproximado em condições ideais. Obstáculos como paredes, interferências de outros dispositivos sem fio (que também operam na faixa de 2.4 GHz, como Wi-Fi e fornos de micro-ondas) e o design das antenas podem afetar significativamente o desempenho e a distância real de uma conexão Bluetooth.</p>
<p>Além disso, como era de se esperar, para que a conexão atinja o alcance máximo de uma determinada classe, ambos os dispositivos envolvidos na comunicação devem suportar a mesma classe de potência.</p>
<h2>Para que serve o Bluetooth? <strong>Aplicações comuns</strong></h2>
<p>Entre as principais aplicações da tecnologia temos as seguintes, todas bastante comuns:</p>
<ul>
<li>Áudio sem fio: fones de ouvido, caixas de som, viva-voz.</li>
<li>Periféricos: mouses, teclados, controles de videogame.</li>
<li>Transferência de arquivos: entre celulares, computadores, impressoras.</li>
<li>Automação e IoT: casas inteligentes, sensores, dispositivos médicos, controles remotos.</li>
<li>BLE (Bluetooth Low Energy): Esta variante é usada em pulseiras fitness, etiquetas de rastreamento, e outros dispositivos que priorizam<strong> eficiência energética.</strong></li>
</ul>
<p>Você provavelmente já usou uma ou mais delas no seu dia-a-dia, e talvez utilize algumas delas com bastante frequência.</p>
<div id="attachment_20841" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20841" class="wp-image-20841 size-full" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth.webp" alt="fones de ouvido Bluetooth" width="600" height="600" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth.webp 600w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth-420x420.webp 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth-170x170.webp 170w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-20841" class="wp-caption-text">Par de fones de ouvido Bluetooth, tipo &#8220;earbuds&#8221;</p></div>
<h2><strong>Bluetooth x Wi-Fi</strong></h2>
<p>Ambos o Bluetooth e Wi-Fi compartilham a mesma faixa de frequência de operação, e são ambas tecnologias de comunicação wireless. Porém, elas tem aplicações bem distintas e seu funcionamento, como é de se esperar, também é diferente. </p>
<p>Na tabela a seguir temos um pequeno comparativo entre características selecionadas da tecnologia Bluetooth versus redes Wi-Fi comuns:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Bluetooth</th>
<th>Wi-Fi</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Uso típico</strong></td>
<td>Comunicação entre dois dispositivos</td>
<td>Acesso à internet / rede local</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alcance</strong></td>
<td>Curto</td>
<td>Médio a longo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Velocidade</strong></td>
<td>Mais lenta (até 2 Mbps no LE)</td>
<td>Muito mais rápida (100+ Mbps)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Consumo</strong></td>
<td>Muito baixo</td>
<td>Alto (em comparação)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><strong>Origem do nome &#8220;Bluetooth&#8221;</strong></h2>
<p>O nome &#8220;Bluetooth&#8221; vem de Harald &#8220;Bluetooth&#8221; Gormsson, ou ainda &#8220;Harald Dente Azul&#8221;, um rei viking do século X que unificou a Dinamarca e a Noruega. A tecnologia recebeu esse nome com a esperança de que ela unificasse os diversos protocolos de comunicação sem fio existentes na época.</p>
<h2>Os Perfis Bluetooth</h2>
<p>O Bluetooth utiliza diferentes &#8216;perfis&#8217; para realizar tarefas específicas. Alguns exemplos de perfis e suas funções estão listados a seguir:</p>
<ul>
<li>Perfil A2DP: Transmissão de áudio de alta qualidade (como em fones de ouvido e caixas de som).</li>
<li>Perfil OPP: Usado na transferência de arquivos entre dispositivos, como entre celulares.</li>
<li>Perfil HID: Empregado na conexão de periféricos como na conexão de teclados e mouses sem fio a um PC.</li>
</ul>
<p>Para cada tipo de tarefa, o Bluetooth utiliza um &#8216;perfil&#8217; específico. Podemos pensar neles como sendo diferentes &#8216;dialetos&#8217; dentro da mesma língua Bluetooth. Por exemplo, o perfil A2DP é otimizado para a transmissão de áudio, enquanto o perfil OPP facilita a troca de arquivos, e o HID permite conectar teclados e mouses sem fio, entre outros dispositivos em redes PAN.</p>
<h2>Evolução das Versões do Bluetooth</h2>
<p>Ao longo do tempo, o Bluetooth passou por diversas evoluções, cada uma trazendo melhorias significativas. A seguir temos um resumo da evolução das diversas versões da tecnologia que evoluíram ao longo do tempo, com foco nas principais melhorias e inovações técnicas de cada uma. A evolução pode ser dividida em duas linhas principais:</p>
<ul>
<li>Bluetooth Classic (voltado para áudio, transferência de dados e periféricos).</li>
<li>Bluetooth Low Energy (BLE), introduzido a partir da versão 4.0, com foco em consumo reduzido de energia.</li>
</ul>
<p>Vejamos agora a evolução do Bluetooth versão por versão, desde o lançamento da versão Bluetooth 1.0 em 1999.</p>
<h3><strong>Bluetooth 1.0 e 1.1 (1999–2001)</strong></h3>
<ul>
<li>Primeiras versões.</li>
<li>Velocidade: até 721 kbps.</li>
<li>Conexões instáveis, difícil interoperabilidade.</li>
<li>Muito limitado: apenas o começo.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 1.2 (2003)</strong></h3>
<ul>
<li>Introduziu Adaptive Frequency Hopping (AFH): evita interferência com Wi-Fi.</li>
<li>Conexão mais rápida (tempo de descoberta reduzido).</li>
<li>Ainda limitado a 721 kbps de taxa de dados.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 2.0 + EDR (2004)</strong></h3>
<ul>
<li>EDR = Enhanced Data Rate.</li>
<li>Velocidade aumentada para até 3 Mbps.</li>
<li>Menor consumo de energia por bit transmitido.</li>
<li>Tornou-se base para fones de ouvido sem fio mais estáveis.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 2.1 + EDR (2007)</strong></h3>
<ul>
<li>Secure Simple Pairing (SSP): pareamento mais fácil e seguro.</li>
<li>Melhoria na segurança da conexão.&lt;</li>
<li>Uso mais fácil com celulares e periféricos.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 3.0 + HS (High Speed) (2009)</strong></h3>
<ul>
<li>Usa Wi-Fi para transmissão rápida de arquivos, mantendo controle via Bluetooth.</li>
<li>Teoricamente até 24 Mbps, mas exigia hardware compatível.</li>
<li>Pouco adotado na prática por causa da complexidade.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 4.0 (2010)</strong> – <em>Marco importante</em></h3>
<ul>
<li>Introduz o Bluetooth Low Energy (BLE).</li>
<li>BLE = ultrabaixo consumo, ideal para sensores, relógios, pulseiras fitness.</li>
<li>Dois modos separados: Classic (para áudio) e BLE (para dados simples e esporádicos).</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 4.1 (2013)</strong></h3>
<ul>
<li>Melhor integração com LTE (evita interferência).</li>
<li>Dispositivos podem ser simultaneamente cliente e servidor (ex: um smartwatch pode receber dados do celular e enviar para outro sensor).</li>
<li>Re-conexão automática melhorada.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 4.2 (2014)</strong></h3>
<ul>
<li>Mais segurança (privacidade de endereço MAC).</li>
<li>Suporte a IPv6/6LoWPAN para IoT.</li>
<li>Transferência de dados BLE mais rápida (até 2,6x mais que 4.0).</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.0 (2016)</strong></h3>
<ul>
<li>Grande salto para BLE:
<ul>
<li>Velocidade: até 2 Mbps.</li>
<li>Alcance: até 4x maior.</li>
<li>Capacidade de broadcast: 8x mais dados em modo de transmissão sem conexão.</li>
</ul>
</li>
<li>Áudio ainda com a versão Classic.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.1 (2019)</strong></h3>
<ul>
<li>Direcionamento de localização (Angle of Arrival / Departure).</li>
<li>Melhor navegação indoor e rastreamento de objetos.</li>
<li>Aumenta precisão de localização em BLE (até cm).</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.2 (2020)</strong></h3>
<ul>
<li>Introduz o LE Audio com o novo codec LC3:
<ul>
<li>Melhor qualidade de som com menor bitrate.</li>
<li>Transmissão para vários dispositivos simultaneamente.</li>
<li>Suporte a assistência auditiva nativamente.</li>
</ul>
</li>
<li>Isochronous Channels: permite sincronização precisa de áudio via BLE.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.3 (2021)</strong></h3>
<ul>
<li>Otimizações de consumo.</li>
<li>Conexões mais estáveis.</li>
<li>Mais controle sobre permissões e notificações de conexão.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.4 (2023)</strong></h3>
<ul>
<li>Introdução de Periodic Advertising with Responses (PAwR).</li>
<li>Foco em IoT em larga escala: etiquetas de supermercado, sensores industriais.</li>
<li>Expansão do suporte para Broadcast com baixa energia.</li>
</ul>
<h3><strong>Resumo das principais melhorias ao longo das versões</strong></h3>
<table style="width: 88.2209%;">
<thead>
<tr>
<th style="width: 22.7488%;">Versão</th>
<th style="width: 194.03%;">Destaques principais</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">1.0–1.2</td>
<td style="width: 194.03%;">Primeira geração, lenta, pouco confiável</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">2.0–2.1</td>
<td style="width: 194.03%;">Aumento da velocidade, mais fácil de parear</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">3.0</td>
<td style="width: 194.03%;">Transferência rápida via Wi-Fi (pouco usada)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">4.0</td>
<td style="width: 194.03%;">Introdução do BLE (baixo consumo)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">4.1–4.2</td>
<td style="width: 194.03%;">Melhorias em BLE, segurança e integração com IoT</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.0</td>
<td style="width: 194.03%;">BLE mais rápido e com maior alcance</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.1</td>
<td style="width: 194.03%;">Localização precisa</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.2</td>
<td style="width: 194.03%;">Áudio BLE com LE Audio e codec LC3</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.3–5.4</td>
<td style="width: 194.03%;">Eficiência, estabilidade e foco em IoT de massa</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Bluetooth Low Energy (BLE)</h2>
<p>O Bluetooth Low Energy (BLE), ou Bluetooth de Baixa Energia, é uma versão do protocolo projetada para dispositivos que precisam operar por longos períodos com consumo muito baixo de bateria. É bastante utilizado em smartwatches, pulseiras fitness, sensores e outros dispositivos IoT (Internet das Coisas).</p>
<h2>Diferenças entre Bluetooth Classic e BLE</h2>
<p>Na tabela a seguir temos um comparativo que mostra as diferenças entre o Bluetooth Classic e Bluetooth Low Energy (BLE) — dois modos de funcionamento distintos dentro da especificação Bluetooth, cada um com propósitos e características técnicas diferentes.</p>
<p>Muitos dispositivos modernos suportam ambos os modos, alternando conforme necessário. Por exemplo, um smartwatch pode usar BLE para notificações, mas Bluetooth Classic para atender chamadas se tiver um alto-falante embutido.</p>
<h3>Tabela comparativa entre Bluetooth Classic e Bluetooth BLE</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th><strong>Bluetooth Classic</strong></th>
<th><strong>Bluetooth Low Energy (BLE)</strong></th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Objetivo</strong></td>
<td>Transmissão contínua de dados (áudio, arquivos)</td>
<td>Comunicação esporádica com consumo mínimo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Uso típico</strong></td>
<td>Fones de ouvido, caixas de som, teclados, carros</td>
<td>Pulseiras fitness, sensores IoT, balanças, rastreadores</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Consumo de energia</strong></td>
<td>Moderado a alto</td>
<td>Muito baixo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Velocidade de dados</strong></td>
<td>Até 3 Mbps (2.1 + EDR)</td>
<td>125 kbps a 2 Mbps (dependendo da versão)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Latência</strong></td>
<td>Baixa (estável e contínua)</td>
<td>Pode ser muito baixa, mas depende da aplicação</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Conexão contínua</strong></td>
<td>Sim – ideal para streaming</td>
<td>Opcional – conecta só quando precisa</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Parâmetros de conexão</strong></td>
<td>Mais lentos, conexões mantidas por mais tempo</td>
<td>Conexão e desligamento rápidos</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Topologia</strong></td>
<td>Um mestre, vários escravos (piconet)</td>
<td>Pode ser estrela, broadcast ou mesh</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Áudio</strong></td>
<td>Suporta (A2DP, HFP, etc.)</td>
<td>Não suportava — agora sim com LE Audio (5.2+)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Perfis suportados</strong></td>
<td>A2DP, AVRCP, HFP, SPP, etc.</td>
<td>GATT (Generic Attribute Profile)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Emparelhamento</strong></td>
<td>Clássico, com PIN ou SSP</td>
<td>Simples, mais seguro, criptografado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>Exemplos de aplicações do Bluetooth Clássico e BLE</strong></h3>
<h4><strong>Bluetooth Classic</strong></h4>
<ul>
<li>Ideal para uso contínuo e com fluxo de dados constante.</li>
<li>Ex: Um fone Bluetooth precisa de áudio contínuo, com pouca latência. Ele usa perfis como A2DP (para música) e HFP (para chamadas).</li>
<li>Também usado em transmissão de arquivos, modems Bluetooth, impressoras, etc.</li>
</ul>
<h4><strong>BLE (Bluetooth Low Energy)</strong></h4>
<ul>
<li>Ideal para transmissão ocasional de pequenos dados, com foco em eficiência energética.</li>
<li>Ex: Um sensor de batimentos cardíacos envia uma pequena leitura a cada segundo — não precisa ficar conectado o tempo todo.</li>
<li>BLE é a base de IoT, dispositivos médicos, rastreadores, beacons e agora também áudio com o Bluetooth LE Audio (5.2+).</li>
</ul>
<h3><strong>E o LE Audio?</strong></h3>
<p>Introduzido na versão 5.2 do protocolo, o LE Audio é a forma de transmitir áudio usando BLE. Essa técnica usa o codec LC3, que oferece melhor qualidade com menor bitrate, mais eficiência, e recurso de transmissão para múltiplos dispositivos simultaneamente. Até então, áudio via Bluetooth só era possível usando Bluetooth Classic com o perfil A2DP.</p>
<p>Com o Bluetooth LE Audio, passamos a ter, em teoria, áudio com qualidade superior e menor consumo de energia, agora usando BLE. Sendo assim, podemos dizer que o LE Audio é o futuro do áudio Bluetooth, substituindo gradualmente o padrão Classic.</p>
<h3><strong>Principais vantagens do LE Audio</strong></h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Recurso</th>
<th>Benefício prático</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Menor consumo de energia</strong></td>
<td>Aumenta a duração da bateria de fones, aparelhos auditivos, etc.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Qualidade superior</strong></td>
<td>Mesmo em baixas taxas de bits, a qualidade é melhor</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Transmissão para vários dispositivos</strong></td>
<td>Um único smartphone pode enviar áudio para vários fones ao mesmo tempo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Áudio compartilhado (broadcast)</strong></td>
<td>Em locais públicos (aeroportos, cinemas), será possível ouvir o som ambiente no seu fone</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Melhor suporte a acessibilidade</strong></td>
<td>LE Audio foi projetado para funcionar com aparelhos auditivos Bluetooth</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Conexão mais rápida e estável</strong></td>
<td>O BLE tem tempos de descoberta menores e reconexão automática</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><strong>O codec LC3 (Low Complexity Communication Codec)</strong></h2>
<p>O<strong> LC3 </strong>é o codec padrão do LE Audio — substitui os antigos codecs como o SBC e o mSBC, oferecendo as seguintes:</p>
<table style="width: 68.2054%; height: 120px;">
<thead>
<tr style="height: 24px;">
<th style="height: 24px;">Característica</th>
<th style="height: 24px;">Detalhes</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Alta qualidade mesmo em baixa taxa de bits</strong></td>
<td style="height: 24px;">Ex: 96 kbps no LC3 soa melhor que 320 kbps no SBC</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Mais eficiente</strong></td>
<td style="height: 24px;">Usa menos processamento para mesma ou melhor qualidade</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Robustez</strong></td>
<td style="height: 24px;">Funciona melhor em ambientes com interferência (menos travamentos de som)</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Flexível</strong></td>
<td style="height: 24px;">Pode ser ajustado para priorizar qualidade ou latência</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Podemos comparar a qualidade do áudio entre os codecs SBC e LC3, obtendo no geral as seguintes classificações, em taxas de bits distintas (bitrates):</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Bitrate (kbps)</th>
<th>Qualidade SBC</th>
<th>Qualidade LC3</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>320</td>
<td>Boa</td>
<td>Excelente</td>
</tr>
<tr>
<td>160</td>
<td>Fraca</td>
<td>Boa</td>
</tr>
<tr>
<td>96</td>
<td>Ruim</td>
<td>Aceitável</td>
</tr>
<tr>
<td>48</td>
<td>Inaudível / Cortes</td>
<td>Melhor que SBC a 160!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além do mais, o LE Audio possui recursos como o Multi-Stream Audio, que permite transmitir vários fluxos de áudio simultaneamente, de forma sincronizada. Por exemplo, u<span style="font-size: 16px;">ma caixa de som TWS (True Wireless Stereo) pode receber </span>dois fluxos separados<span style="font-size: 16px;"> (um para cada lado), melhorando sincronização, latência e qualidade.</span></p>
<p>Outro recurso interessante é o Broadcast Audio (Auracast<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />), que permite transmitir áudio abertamente para qualquer fone compatível que esteja por perto. Por exemplo, em um museu, poderíamos ouvir uma narração oficial sobre as obras em exposição conectando seu fone a um canal Auracast transmitido no ambiente.</p>
<h2 data-pm-slice="1 1 []">Segurança em conexões Bluetooth: o básico</h2>
<p>A segurança em conexões Bluetooth é um tema importante, pois o protocolo foi originalmente projetado para conveniência e mobilidade, e nem sempre teve foco prioritário em proteção contra ataques e segurança do usuário. Felizmente, com a evolução das versões, a segurança melhorou bastante. </p>
<p>Vejamos, de forma resumida, como é a segurança em uma conexão via Bluetooth.</p>
<h3><strong>Camadas de segurança</strong></h3>
<p>A segurança do Bluetooth atua em três camadas principais:</p>
<h4><strong>1. Autenticação</strong></h4>
<p>A <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/criptografia-paradigmas-e-tecnicas-de-autenticacao/">Autenticação</a> é o processo de verificar a identidade de um dispositivo antes de permitir uma conexão Bluetooth. Ela evita que dispositivos não autorizados se façam passar por legítimos.</p>
<h4 data-start="512" data-end="536"><strong data-start="519" data-end="536">Como funciona</strong></h4>
<ul data-start="537" data-end="875">
<li class="" data-start="537" data-end="608">Quando dois dispositivos tentam se conectar, ocorre o<strong> pareamento.</strong></li>
<li class="" data-start="609" data-end="734">Durante o pareamento, eles trocam chaves criptográficas que servem como uma “identidade secreta” para futuras conexões.</li>
<li class="" data-start="735" data-end="875">As versões mais recentes usam ECDH (Elliptic Curve Diffie-Hellman), que protege contra ataques de interceptação (<em data-start="854" data-end="873">man-in-the-middle</em>).</li>
</ul>
<p data-start="877" data-end="936"><strong data-start="884" data-end="936">Métodos de pareamento (exemplos de autenticação)</strong></p>
<div class="_tableContainer_16hzy_1">
<div class="_tableWrapper_16hzy_14 group flex w-fit flex-col-reverse" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="937" data-end="1654">
<thead data-start="937" data-end="1038">
<tr data-start="937" data-end="1038">
<th data-start="937" data-end="961" data-col-size="sm">Método</th>
<th data-start="961" data-end="1020" data-col-size="md">Como funciona</th>
<th data-start="1020" data-end="1038" data-col-size="sm">Segurança</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1142" data-end="1654">
<tr data-start="1142" data-end="1244">
<td data-start="1142" data-end="1167" data-col-size="sm"><strong data-start="1144" data-end="1158">Just Works</strong></td>
<td data-start="1167" data-end="1226" data-col-size="md">Sem verificação de identidade (para dispositivos simples)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1226" data-end="1244">Baixa</td>
</tr>
<tr data-start="1245" data-end="1346">
<td data-start="1245" data-end="1270" data-col-size="sm"><strong data-start="1247" data-end="1259">PIN Code</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1270" data-end="1328">Um código de 4 a 6 dígitos é usado para parear</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1328" data-end="1346">Média</td>
</tr>
<tr data-start="1347" data-end="1450">
<td data-start="1347" data-end="1372" data-col-size="sm"><strong data-start="1349" data-end="1366">Passkey Entry</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1372" data-end="1436">Um dos dispositivos mostra um código que o outro deve digitar</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1436" data-end="1450">Boa</td>
</tr>
<tr data-start="1451" data-end="1552">
<td data-start="1451" data-end="1476" data-col-size="sm"><strong data-start="1453" data-end="1475">Numeric Comparison</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1476" data-end="1534">Ambos exibem o mesmo código e o usuário confirma</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1534" data-end="1552">Alta</td>
</tr>
<tr data-start="1553" data-end="1654">
<td data-start="1553" data-end="1578" data-col-size="sm"><strong data-start="1555" data-end="1576">Out of Band (OOB)</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1578" data-end="1636">Usa NFC ou QR Code para emparelhar</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1636" data-end="1654">Muito alta</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h4><strong>2. Autorização</strong></h4>
<p class="" data-start="1703" data-end="1800">A Autorização define o que um dispositivo pode ou não fazer após estar autenticado e conectado.</p>
<h4 data-start="1802" data-end="1826"><strong data-start="1809" data-end="1826">Como funciona</strong></h4>
<p class="" data-start="1827" data-end="1944">Mesmo após a autenticação, o dispositivo precisa de permissão explícita para executar certas ações — por exemplo:</p>
<ul data-start="1945" data-end="2062">
<li class="" data-start="1945" data-end="1987">Acessar contatos, arquivos ou mensagens.</li>
<li class="" data-start="1988" data-end="2025">Controlar funções de áudio (AVRCP).</li>
<li class="" data-start="2026" data-end="2062">Ler sensores ou ativar microfones.</li>
</ul>
<p class="" data-start="2064" data-end="2113">A autorização também depende do perfil Bluetooth em uso:</p>
<ul data-start="2114" data-end="2426">
<li class="" data-start="2114" data-end="2223">Um dispositivo pareado para música (A2DP) não deve automaticamente ter acesso aos seus contatos (PBAP).</li>
<li class="" data-start="2224" data-end="2426">No BLE, usa-se o modelo GATT (Generic Attribute Profile), que permite definir níveis de acesso diferentes por serviço (ex: um app pode ler a frequência cardíaca, mas não acessar outro sensor).</li>
</ul>
<p data-start="2428" data-end="2456">Além disso, é feito um  controle granular: dispositivos modernos pedem confirmação para cada tipo de acesso — especialmente no Android/iOS, onde permissões são separadas (localização, contatos, microfone, etc.).</p>
<h4><strong>3. Criptografia</strong></h4>
<p class="" data-start="2674" data-end="2785">Já a camada de <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/introducao-a-criptografia/">criptografia</a> garante que os <strong data-start="2702" data-end="2759">dados transmitidos não possam ser lidos por terceiros</strong>, mesmo que sejam interceptados em trânsito.</p>
<h4><strong>Funcionamento</strong></h4>
<ul data-start="2812" data-end="3133">
<li class="" data-start="2812" data-end="2914">Após o pareamento, os dispositivos usam <strong data-start="2854" data-end="2886">chaves de sessão temporárias</strong> para criptografar os dados.</li>
<li class="" data-start="2915" data-end="3002">Na versão Classic, a criptografia usa o algoritmo <strong data-start="2970" data-end="2976">E0</strong> (considerado fraco hoje).</li>
<li class="" data-start="3003" data-end="3133">No BLE, usa-se <strong data-start="3020" data-end="3085">AES-CCM (Advanced Encryption Standard – Counter with CBC-MAC)</strong>, com chaves de <strong data-start="3101" data-end="3113">128 bits</strong>, muito mais seguro.</li>
</ul>
<p class="" data-start="3166" data-end="3290">As chaves de criptografia podem ser <strong data-start="3202" data-end="3230">renovadas periodicamente</strong> para evitar que sejam comprometidas durante sessões longas.</p>
<p data-start="3292" data-end="3320"><strong data-start="3299" data-end="3320">O que é protegido</strong></p>
<ul data-start="3321" data-end="3503">
<li class="" data-start="3321" data-end="3370">Dados do usuário (música, mensagens, arquivos).</li>
<li class="" data-start="3371" data-end="3411">Comandos de controle (ex: play/pause).</li>
<li class="" data-start="3412" data-end="3503">Metadados da conexão (às vezes, até endereço MAC é randomizado para evitar rastreamento).</li>
</ul>
<h4><strong>Criptografia usada</strong></h4>
<p>O Bluetooth usa o algoritmo <strong>E0</strong> para criptografia no Classic (considerado fraco atualmente). Já no BLE, usa o padrão de criptografia <strong>AES-CCM com chave de 128 bits</strong>, que é bem mais seguro.</p>
<p>O pareamento pode usar o algoritmo <strong>Elliptic Curve Diffie-Hellman (ECDH)</strong> nas versões mais recentes para gerar chaves temporárias seguras.</p>
<h2><strong>Boas práticas de segurança</strong></h2>
<p>Seguir algumas práticas é importante para diminuir riscos associados ao usar conexões via Bluetooth, e as mais simples incluem as seguinte dicas:</p>
<ul>
<li>Desative o Bluetooth quando não estiver usando.</li>
<li>Mantenha o dispositivo oculto (não visível).</li>
<li>Evite parear em locais públicos.</li>
<li>Remova dispositivos desconhecidos da lista de pareados.</li>
<li>Atualize o firmware e o sistema operacional de seu dispositivo regularmente.</li>
<li>Procure usar pareamento autenticado (e nunca aceite conexões sem verificar o código).</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A tecnologia Bluetooth permite que dispositivos se comuniquem entre si em curtas distâncias, eliminado a necessidade de fios e cabos, o que simplifica bastante o uso de equipamentos como caixas de som, fones de ouvido, teclados, mouses e outros dispositivos conectados a PCs, celulares, tablets e outros.</p>
<p>Tomando os devidos cuidados, a experiência de uso desses equipamentos é sensivelmente melhorada com o uso dessa tecnologia de comunicação sem fios. Nos próximos artigos, vamos explorar mais a fundo o funcionamento técnico da tecnologia, incluindo temas como Codecs Bluetooth, recomendação de equipamentos, segurança e ataques wireless, e muitos outros.</p>
<h2>Perguntas Frequentes sobre Bluetooth</h2>
<h4>1. O que é Bluetooth e para que serve?</h4>
<p>Bluetooth é um padrão de comunicação sem fio de curto alcance, operando na faixa de 2,4 GHz, que permite a troca de dados entre dispositivos próximos, como celulares, fones de ouvido e laptops. Ele foi projetado para eliminar cabos e facilitar conexões de curto alcance em redes pessoais (PANs).</p>
<h4>2. Qual o alcance típico do Bluetooth?</h4>
<p>Na maioria dos casos, o Bluetooth tem alcance de cerca de 10 metros, embora alguns dispositivos de classe 1 possam atingir até 100 m ou mais, dependendo da potência e sensibilidade envolvidos.</p>
<h4>3. Quem define os padrões do Bluetooth?</h4>
<p>O desenvolvimento e padronização do Bluetooth são conduzidos pelo <strong>Bluetooth Special Interest Group (SIG)</strong>, que congrega mais de 35.000 empresas de telecomunicações e eletrônicos.</p>
<h4>4. Qual a diferença entre Bluetooth Classic e Bluetooth Low Energy (BLE)?</h4>
<p>O padrão Bluetooth Classic (BR/EDR) é voltado para streaming de dados e áudio, com consumo moderado de energia.</p>
<p>Já o BLE, introduzido na versão 4.0, prioriza baixo consumo, ideal para sensores e dispositivos IoT, mantendo compatibilidade com os 2,4 GHz.</p>
<h4>5. Como o Bluetooth gerencia conexões entre dispositivos?</h4>
<p>Utiliza uma arquitetura mestre-escravo em pequenas redes chamadas <em>piconets</em>. Um dispositivo mestre pode controlar até sete escravos, trocando rapidamente pacotes de dados entre eles.</p>
<h4>6. O Bluetooth oferece segurança nas conexões?</h4>
<p>Sim. Modelos modernos como o <em>Secure Simple Pairing</em> (desde a versão 2.1) proporcionam conexão protegida com criptografia e autenticação, incluindo mecanismos como comparação numérica e PIN para evitar ataques do tipo &#8220;man-in-the-middle&#8221;.</p>
<h4>7. Quais são os usos mais comuns do Bluetooth?</h4>
<p>Entre os usos típicos do Bluetooth estão:</p>
<ul>
<li>Conexão de fones de ouvido, caixas de som e sistemas automotivos.</li>
<li>Transmissão de dados entre dispositivos como sensores, teclados, mouses, blocos IoT e gadgets.</li>
<li>Comunicação ponto a ponto em redes pessoais.</li>
</ul>
<h4>8. Bluetooth causa problemas de saúde?</h4>
<p>O Bluetooth utiliza radiação de não ionizante e níveis de potência muito baixos (até 100 mW). Até o momento, não há evidências conclusivas de risco à saúde.</p>
<h4>9. O que significa &#8220;scatternet&#8221;?</h4>
<p>Uma <em>scatternet</em> é a combinação de múltiplas <em>piconets</em> interconectadas. Nestes casos, um dispositivo pode atuar como escravo em uma rede e mestre em outra, permitindo interconectividade entre diversos dispositivos Bluetooth</p>
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<ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Qual a diferença entre IP Privado e IP Público?</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/qual-a-diferenca-entre-ip-privado-e-ip-publico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 11:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Endereço IP]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diferença entre IP Privado e IP Público Um endereço IP, (Internet Protocol / Protocolo de Internet), é um identificador numérico atribuído a cada dispositivo conectado a uma rede de computadores que utiliza a pilha de protocolos TCP/IP para comunicação. Funcionando como uma espécie de &#8220;documento de identificação&#8221; de um dispositivo na rede (local ou remota), um endereço IP permite que os dispositivos se comuniquem entre si, possibilitando a transmissão de dados, como páginas da web, e-mails, arquivos, mensagens instantâneas e outros tipos de informações pela rede. Os endereços IP são compostos por uma sequência de números separados por pontos e podem ser classificados como públicos ou privados, dependendo da sua finalidade e alcance na rede. Os endereços IP privados são designados para uso dentro de redes locais, como residências, escritórios ou ambientes institucionais. Por outro lado, os endereços IP públicos são atribuídos para permitir a comunicação entre dispositivos em escala global, através da Internet pública. Esta distinção fundamental entre endereços IP privados e públicos é de suma importância para arquitetos de rede, engenheiros de sistemas e profissionais de TI, pois influencia diretamente a configuração e o gerenciamento de redes de computadores em ambientes diversos. Neste artigo explico de forma simples [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/qual-a-diferenca-entre-ip-privado-e-ip-publico/">Qual a diferença entre IP Privado e IP Público?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Diferença entre IP Privado e IP Público</h2>
<p>Um <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-um-endereco-ip/">endereço IP</a>, (Internet Protocol / Protocolo de Internet), é um identificador numérico atribuído a cada dispositivo conectado a uma rede de computadores que utiliza a pilha de protocolos TCP/IP para comunicação.</p>
<p>Funcionando como uma espécie de &#8220;documento de identificação&#8221; de um dispositivo na rede (local ou remota), um endereço IP permite que os dispositivos se comuniquem entre si, possibilitando a transmissão de dados, como páginas da web, e-mails, arquivos, mensagens instantâneas e outros tipos de informações pela rede.</p>
<p>Os endereços IP são compostos por uma sequência de números separados por pontos e podem ser classificados como <strong>públicos</strong> ou <strong>privados</strong>, dependendo da sua finalidade e alcance na rede.</p>
<p>Os <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/como-descobrir-seu-endereco-ip-no-windows-linux-android-e-ios/">endereços IP privados</a> são designados para uso dentro de redes locais, como residências, escritórios ou ambientes institucionais. Por outro lado, os endereços IP públicos são atribuídos para permitir a comunicação entre dispositivos em escala global, através da Internet pública.</p>
<p>Esta distinção fundamental entre endereços IP privados e públicos é de suma importância para arquitetos de rede, engenheiros de sistemas e profissionais de TI, pois influencia diretamente a configuração e o gerenciamento de redes de computadores em ambientes diversos.</p>
<p>Neste artigo explico de forma simples mas completa as características, aplicações e implicações práticas associadas aos endereços IP privados e públicos, e como identificar cada categoria de endereçamento.</p>
<h3>1. Endereço IP Privado</h3>
<p>Endereços IP Privados são endereços que não necessitam de nenhum órgão emissor para distribuí-los. Esses endereços estão disponíveis para serem utilizados sem nenhuma restrição específica.</p>
<p>Porém os endereços privados não podem ser usados para troca de dados pela rede pública (Internet), somente para uso privado.</p>
<ul>
<li>Um endereço IP privado é usado dentro de uma rede local privada (<a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/qual-a-diferenca-entre-lan-man-e-wan-em-redes-de-dados/">LAN</a>), como em uma casa, escritório ou empresa. Esses endereços são reservados para redes locais e não são roteados pela Internet pública.</li>
<li>Esses endereços são usados para identificar dispositivos dentro da mesma rede local e não são acessíveis diretamente da Internet (ou seja, não são visíveis fora da rede interna).</li>
</ul>
<p>Exemplos de <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-mascara-de-sub-rede/">faixas de endereços IP</a> privados são:</p>
<ul>
<li>192.168.0.0 &#8211; 192.168.255.255 (endereços classe C)</li>
<li>172.16.0.0 &#8211; 172.31.255.255 (endereços classe B)</li>
<li>10.0.0.0 &#8211; 10.255.255.255 (endereços classe A)</li>
</ul>
<h3>2. Endereço IP Público</h3>
<p>Já os Endereços Públicos são endereços fornecidos por órgãos controladores dos serviços de Internet a clientes que necessitem se conectar. Ou seja, para que você possa navegar pela Internet é preciso que você receba um endereço IP público (este é fornecido pelo seu Provedor Internet).</p>
<p>Portanto:</p>
<ul>
<li>Um endereço IP público é aquele que é acessível pela Internet e pode ser usado para identificar um dispositivo conectado à Internet de forma única.</li>
<li>Esses endereços são atribuídos pelo provedor de serviços de Internet (ISP &#8211; Internet Service Provider, como a Vivo ou a TIM no Brasil) e são roteados pela Internet pública, permitindo a comunicação entre dispositivos em diferentes redes.</li>
</ul>
<p>Exemplos de endereços IP públicos são: <strong>31.13.85.174</strong> (IP do site do Instagram). e <strong>8.8.8.8</strong> (DNS do Google).</p>
<p>Na figura a seguir temos uma rede (doméstica ou corporativa) na qual são mostrados o IP público utilizado, que é o endereço 185.249.86.63, atribuído pelo provedor de serviços contratado, e também os IPs privados usados na rede interna: 192.168.1.120, 192.168.1.121 e 192.168.1.122, dos hosts, mais o endereço 192.168.1.120, do <em>gateway</em> padrão (interface interna do <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-o-que-e-um-roteador-basico/">roteador</a>), que também é privado:</p>
<div id="attachment_20172" style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20172" class="wp-image-20172" title="IP Público e IP Privado em uma rede de computadores" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/07/ip-publico-ip-privado-NAT-gateway-boson-1024x545.jpg" alt="IP Público e IP Privado em uma rede de computadores" width="801" height="426" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/07/ip-publico-ip-privado-NAT-gateway-boson-1024x545.jpg 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/07/ip-publico-ip-privado-NAT-gateway-boson-420x223.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/07/ip-publico-ip-privado-NAT-gateway-boson-768x409.jpg 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/07/ip-publico-ip-privado-NAT-gateway-boson.jpg 1032w" sizes="auto, (max-width: 801px) 100vw, 801px" /><p id="caption-attachment-20172" class="wp-caption-text">IP Público e IPs Privados em uma rede de computadores</p></div>
<h3>NAT</h3>
<p>Mas&#8230; se os endereços privados não podem ser utilizados para comunicação através da rede pública, como é possível acessar os serviços disponíveis na Internet, se os computadores e outros dispositivos na minha rede interna somente possuem endereços IP privados?</p>
<p>Imagine, por exemplo, que uma empresa possua 50 computadores e o administrador de rede escolheu a rede 192.168.10.0 para endereçá-los.</p>
<p>Cada uma dessas máquinas possuirá um endereço privado. Isto permitirá a comunicação interna, porém esses endereços não são válidos na rede publica.</p>
<p>Para resolver este problema deve-se configurar um servidor ou o roteador de forma que este realize o serviço de <strong>NAT</strong> (<em>Network Address Translation</em>, ou Tradução de Endereços de Rede).</p>
<p>E o que é o NAT? O NAT é um serviço (de software) que permite que redes privadas e públicas troquem dados entre si. Para isto é necessário possuir pelo menos um endereço público conectado à rede externa, o qual será compartilhado entre todos os dispositivos da rede interna.</p>
<p>Assim, com apenas um único endereço público será possível conectar os 50 hosts à Internet.</p>
<h3>Exemplo de aplicação</h3>
<p>Suponha uma rede doméstica com vários dispositivos, como smartphones, laptops e Smart TVs, todos conectados a um roteador Wi-Fi. Cada um desses dispositivos terá um endereço IP privado, como por exemplo 192.168.0.2, 192.168.0.3, etc. Esses endereços são usados apenas dentro dessa rede doméstica e <em>não podem ser acessados diretamente da Internet</em>.</p>
<p>No entanto, o roteador em si terá um endereço IP público (seu endereço WAN), fornecido pelo provedor de serviços (ISP), que permite que a rede doméstica se comunique com outros dispositivos na Internet. Esse endereço IP público é o que sites, servidores e outros dispositivos na Internet usarão para se comunicar com os dispositivos na rede interna, quando necessário.</p>
<p>Com o serviço de NAT ativado no roteador, esse endereço público será usado pelos dispositivos na rede doméstica interna, de forma compartilhada. Para que isto funcione, cada dispositivo deverá ter uma opção de Gateway Padrão configurada &#8211; que nada mais é que o endereço IP da interface interna do roteador (LAN).</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>A distinção entre endereços IP privados e públicos é fundamental para a arquitetura de redes. Endereços IP privados são usados em redes locais, permitindo a comunicação interna entre dispositivos, mas não podem ser roteados na Internet pública.</p>
<p>Exemplos de faixas de endereços IP privados incluem 192.168.0.0 &#8211; 192.168.255.255, 172.16.0.0 &#8211; 172.31.255.255, e 10.0.0.0 &#8211; 10.255.255.255.</p>
<p>Em contraste, os endereços IP públicos são fornecidos por provedores de serviços de Internet e são utilizados para a comunicação global na Internet, como os endereços usados como exemplo 31.13.85.174 do Instagram ou o 8.8.8.8 do Google DNS.</p>
<p>Para resolver a limitação de comunicação direta dos endereços IP privados com a Internet pública, utiliza-se o Network Address Translation (NAT). O NAT permite que múltiplos dispositivos em uma rede local compartilhem um único endereço IP público para acessar a Internet, compartilhando a conectividade e otimizando o uso dos endereços IP.</p>
<p>No exemplo prático de uma rede doméstica, dispositivos como smartphones e laptops utilizam endereços IP privados para comunicação interna, enquanto o roteador utiliza um endereço IP público fornecido pelo provedor de serviços para acessar a Internet. O roteador, com o serviço NAT ativado, traduz os endereços privados para o público, garantindo que todos os dispositivos na rede interna possam acessar recursos na Internet de forma eficiente.</p>
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		<title>Como descobrir seu endereço IP no Windows, Linux, Android e iOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 12:12:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Android]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[iPhone]]></category>
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		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como descobrir seu endereço IP no Windows, Linux, Android e iOS Uma tarefa bastante comum e importante, realizada com frequência é a consulta aos endereços de rede usados pelos dispositivos &#8211; o endereço IP &#8211; quer seja para realizar manutenção de redes e conexões com falha quer seja para realizar configurações e inventário de redes, locais ou remotas. Porém, cada dispositivo pode empregar um sistema operacional distinto, e o modo de realizar a consulto do IP pode variar bastante de um sistema para outro. Por exemplo, um PC desktop convencional pode usar o sistema operacional Windows, ao passo que um servidor por empregar Linux, e um smartphone pode rodar Android ou iOS, dependendo do aparelho considerado. Como descobrir o IP em cada um desses sistemas &#8211; ou em outros? É disso que se trata esse artigo. Vou mostrar como descobrir o endereço IP em diversos sistemas operacionais diferentes: Linux, Windows, Androis, iOS e macOS, com os procedimentos necessários a cada um deles.  Como descobrir o endereço IP no Windows Para consultar o IP de uma máquina Windows abra o Prompt de Comandos do sistema digitando cmd na caixa de pesquisa e pressionando Enter. No prompt aberto, execute o comando ipconfig: C:\&#62;ipconfig [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Como descobrir seu endereço IP no Windows, Linux, Android e iOS</h2>
<p>Uma tarefa bastante comum e importante, realizada com frequência é a consulta aos endereços de rede usados pelos dispositivos &#8211; o endereço IP &#8211; quer seja para realizar manutenção de redes e conexões com falha quer seja para realizar configurações e inventário de redes, locais ou remotas.</p>
<p>Porém, cada dispositivo pode empregar um sistema operacional distinto, e o modo de realizar a consulto do IP pode variar bastante de um sistema para outro. Por exemplo, um PC desktop convencional pode usar o sistema operacional Windows, ao passo que um servidor por empregar Linux, e um smartphone pode rodar Android ou iOS, dependendo do aparelho considerado.</p>
<p>Como descobrir o IP em cada um desses sistemas &#8211; ou em outros? É disso que se trata esse artigo. Vou mostrar como descobrir o endereço IP em diversos sistemas operacionais diferentes: Linux, Windows, Androis, iOS e macOS, com os procedimentos necessários a cada um deles. </p>
<h3>Como descobrir o endereço IP no Windows</h3>
<p>Para consultar o IP de uma máquina Windows abra o Prompt de Comandos do sistema digitando <strong>cmd</strong> na caixa de pesquisa e pressionando Enter. No prompt aberto, execute o comando ipconfig:</p>
<pre><strong>C:\&gt;ipconfig</strong></pre>
<p>As linhas &#8220;Endereço IPv6 de link local&#8221; e &#8220;Endereço IPv4&#8221; mostram, respectivamente, os endereços IPv6 e IPv4 de suas interfaces de rede (adaptadores Ethernet), incluindo placas de rede sem fio (adaptadores Wi-Fi), se houver alguma na máquina.</p>
<p>Informações adicionais como a máscara de sub-rede e o gateway padrão também são exibidas com esse comando.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20038 size-full" title="Endereço IP no Windows via prompt de comandos" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cmd.jpg" alt="Endereço IP no Windows via prompt de comandos" width="662" height="125" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cmd.jpg 662w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cmd-420x79.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px" /></p>
<p>No exemplo acima, meu endereço IPv4 é 192.168.1.109, com máscara de sub-rede 255.255.255.0 e gateway padrão (<a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-o-que-e-um-roteador-basico/">roteador</a>) 192.168.1.1. Também é mostrado o endereço IPv6 atribuído á interface de rede.</p>
<p>Esse mesmo comando também funciona no terminal do Windows PowerShell, exibindo exatamente as mesmas informações.</p>
<h4>Forma gráfica</h4>
<p>Em vez de usar comandos do prompt, também podemos verificar os endereços IP no Windows por meio de sua interface gráfica.</p>
<p>Para isso, clique no ícone de rede na barra de notificações:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-18052" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rede-windows-01.jpg" alt="Ícone de rede no windows 10" width="439" height="154" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rede-windows-01.jpg 439w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rede-windows-01-420x147.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 439px) 100vw, 439px" /></p>
<p>Será aberto um menu suspenso com as opções de conexão de rede disponíveis, com e sem fio, incluindo as redes às quais a máquina está conectada no momento (no meu caso, &#8220;Rede 3 &#8211; Conectado&#8221;):</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20039 size-full" title="Endereço IP na rede cabeada do Windows" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-01.jpg" alt="Endereço IP na rede cabeada do Windows" width="353" height="620" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-01.jpg 353w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-01-239x420.jpg 239w" sizes="auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px" /></p>
<p>Clique na rede cujo endereço IP deseja consultar. Será aberta a janela de Configurações do sistema, exibindo as redes conectadas:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20040" title="Como descobrir endereço IP no Windows gráfico" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-02-1024x269.jpg" alt="Como descobrir endereço IP no Windows gráfico" width="749" height="197" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-02-1024x269.jpg 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-02-420x110.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-02-768x202.jpg 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-02.jpg 1027w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></p>
<p>Clique na rede desejada novamente. Na janela seguinte, role a tela até chegar na seção &#8220;Propriedades&#8221;, onde você encontrará as configurações de rede da interface selecionada, incluindo os endereços IP:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20041 size-full" title="Descobrir o endereço IP de um computador com Windows" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-03.jpg" alt="Descobrir o endereço IP de um computador com Windows" width="472" height="505" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-03.jpg 472w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ip-windows-cabeada-03-393x420.jpg 393w" sizes="auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px" /></p>
<p>O endereço IPv4 é encontrado na linha respectiva, assim como o endereço IPv6. Outras configurações de rede podem ser mostradas, como fabricante da interface de rede, versão do driver de dispositivos, endereços dos servidores DNS, velocidade da conexão e <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-um-endereco-mac-mac-address/">endereço MAC (endereço físico)</a>.</p>
<h3>Como descobrir o endereço IP no Linux</h3>
<p>Já para consultar o endereço IP no Linux, abra o Terminal (linha de comandos) de sua distribuição e digite o seguinte comando:</p>
<pre><strong>$ ip addr show</strong></pre>
<p>Serão exibidas várias informações no terminal, incluindo os endereços IP da máquina, como mostra a figura a seguir:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19972" title="Como consultar o endereço IP no Linux" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/ip-linux-boson-1024x293.jpg" alt="Como consultar o endereço IP no Linux" width="800" height="229" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/ip-linux-boson-1024x293.jpg 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/ip-linux-boson-420x120.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/ip-linux-boson-768x220.jpg 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/ip-linux-boson.jpg 1324w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>No meu exemplo, o endereço IPv4 aparece na linha iniciada por &#8220;<strong>inet</strong>&#8221; e o IPv6 na linha &#8220;<strong>inet6</strong>&#8220;. Serão exibidos endereços para cada interface de rede, sendo a interface<strong> lo</strong> a <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-uma-interface-de-loopback/">interface de loopback</a>, e (no meu exemplo) a interface <strong>enp0s3</strong> é a placa de rede propriamente dita.</p>
<h4>Forma gráfica</h4>
<p>Descobrir o IP de uma máquina no Linux usando a interface gráfica é um procedimento que pode variar de uma distribuição para outra, dependendo de qual interface está sendo utilizada (Gnome, Mate, Xfce, etc.).</p>
<p>No exemplo mostrado nas telas a seguir, uso a distribuição <a href="https://linuxmint.com/" target="_blank" rel="noopener">Linux Mint</a> com a interface Cinnamon:</p>
<p>1. No canto inferior esquerdo da tela, clique no ícone de rede e então na opção Configurações de rede:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19973 size-full" title="Endereço IP na interface gráfica do Linux" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-01.jpg" alt="Endereço IP na interface gráfica do Linux" width="530" height="290" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-01.jpg 530w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-01-420x230.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></p>
<p>2.  Será aberta a tela de configurações de rede. Na guia <em>Wired</em> são exibidas essas configurações, incluindo os endereços IP utilizados (tanto <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/estrutura-de-um-pacote-ip-redes-de-computadores/">IPv4</a> quanto IPv6). O mesmo vale para interfaces de rede sem fio, que aparecerão na guia apropriada:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19974" title="Endereço IP na interface gráfica do Linux" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-02.jpg" alt="Configurações de rede no Linux" width="649" height="331" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-02.jpg 810w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-02-420x214.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-linux-gui-02-768x392.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /></p>
<h3>Como descobrir o endereço IP no Android</h3>
<p>Para descobrir o endereço IP que um dispositivo Android está usando, como um smartphone ou tablet,  siga o seguinte procedimento:</p>
<p>1. No seu aparelho Android arraste a tela para baixo e toque em Configurações (ícone da engrenagem):<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19963" title="Como consultar configurações de rede no Android" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/abrir-rede-android-IP.jpg" alt="Como consultar configurações de rede no Android" width="250" height="462" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/abrir-rede-android-IP.jpg 293w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/abrir-rede-android-IP-227x420.jpg 227w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>2. Na tela de Configurações, toque em Conexões:<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19956" title="Conexões de IP no Android" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/conexoes-ip-android.jpg" alt="Conexões de IP no Android" width="250" height="502" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/conexoes-ip-android.jpg 316w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/conexoes-ip-android-209x420.jpg 209w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>3. Toque em Wi-Fi para abrir a conexão para a qual deseja consultar o endereço IP:<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19958" title="Conexão Wi-Fi em smartphone Android" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/wi-fi-android-rede.jpg" alt="Conexão Wi-Fi em smartphone Android" width="250" height="421" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/wi-fi-android-rede.jpg 379w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/wi-fi-android-rede-249x420.jpg 249w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>4. Toque em Configurações da conexão (engrenagem do lado direito do nome da rede conectada):<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19960" title="Configurações de Conexão Wi-Fi no Android" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/configuracao-conexao-wifi-android.jpg" alt="Configurações de Conexão Wi-Fi no Android" width="250" height="341" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/configuracao-conexao-wifi-android.jpg 462w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/configuracao-conexao-wifi-android-308x420.jpg 308w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>5. Seu endereço IP irá aparecer na linha correspondente:<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19961" title="Consultar endereço IP no android" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-android.jpg" alt="Consultar endereço IP no android" width="250" height="425" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-android.jpg 372w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/endereco-ip-android-247x420.jpg 247w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>6 Para ver mais configurações da rede, expanda a seção Avançado, tocando na seta para baixo. Você poderá ver suas definições de IP (DHCP / Fixo), servidor Proxy e <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-um-endereco-mac-mac-address/">endereço MAC</a>, entre outras coisas:<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19962" title="Configurações avançadas de rede no Android" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/config-avancada-ip-android-rede.jpg" alt="Configurações avançadas de rede no Android" width="250" height="474" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/config-avancada-ip-android-rede.jpg 293w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/config-avancada-ip-android-rede-222x420.jpg 222w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<h3>Como descobrir o endereço IP no iPhone ou iPad (iOS)</h3>
<p>Para descobrir o endereço IP que um dispositivo iOS está usando, como um iPhone ou iPad,  siga o seguinte procedimento (usei um iPad como exemplo):</p>
<p>1. Na tela inicial do dispositivo toque em Ajustes:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20007" title="Como descobrir o endereço IP no iPhone e iPad" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-01.jpg" alt="Como descobrir o endereço IP no iPhone e iPad" width="450" height="590" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-01.jpg 571w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-01-320x420.jpg 320w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>2. Abra a opção Wi-Fi da rede à qual o dispositivo está conectado:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20008" title="Como descobrir o endereço IP no iPhone e iPad" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-02.jpg" alt="Como descobrir o endereço IP no iPhone e iPad" width="450" height="533" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-02.jpg 639w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-02-355x420.jpg 355w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>3. Será exibido o endereço IP na seção correspondente, juntamente ocm outras informações gerais, como a máscara de sub-rede e o gateway padrão (endereço do roteador da rede).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20009" title="Como descobrir o endereço IP no iPhone e iPad" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-03.jpg" alt="Como descobrir o endereço IP no iOS do iPhone e iPad" width="450" height="520" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-03.jpg 657w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ipad-03-364x420.jpg 364w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Como descobrir seu endereço IP externo (na Internet)</h3>
<p>Para descobrir qual o IP externo de sua rede, ou seja, o IP que você está utilizando para navegar na Internet (do seu modem / roteador), basta acessar um serviço de verificação de iP na Internet, como os seguintes:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.meuip.com.br/" target="_blank" rel="noopener">MeuIP</a></li>
<li><a href="https://www.whatismyip.com/" target="_blank" rel="noopener">WhatIsMyIP</a></li>
</ul>
<p>Ao entrar em um desses websites (ou outros, pois existem vários com esse serviço, basta dar uma pesquisada em um mecanismo de busca), seu IP externo é obtido e exibido na tela, de forma direta e simples.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Neste tutorial vimos os principais métodos para consultar e descobrir endereços de rede (IP) em diversos sistemas operacionais, tanto por meio de comandos executados em um prompt quanto usando aplicações de interface gráfica.</p>
<p>Em um próximo tutorial veremos os procedimentos para alterar o endereçamento IP de um dispositivo, por meio do emprego de IP fixo e comandos / aplicações específicas.</p>
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		<item>
		<title>Qual a diferença entre IP Estático e IP Dinâmico?</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/qual-a-diferenca-entre-ip-estatico-e-ip-dinamico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 17:50:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Endereço IP]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diferença entre IP Estático e IP Dinâmico Os endereços IP são compostos por quatro bytes ou octetos. Cada octeto pode representar um número decimal de 0 a 255 (números de oito bits). Portanto um endereço IP é formado por quatro números, cada um no intervalo entre 0 e 255. Por exemplo, o endereço 192.168.0.1 é um endereço comumente usado em roteadores domésticos, sendo composto dos octetos (em decimal) 192, 168, 0 e 1. Esse endereço (ou outro similar) vem configurado de fábrica no equipamento, e pode ser alterado manualmente pelo usuário. Já as máquinas conectadas a esse roteador não possuem, geralmente, endereços configurados manualmente. A configuração é automática &#8211; ou mais precisamente, dinâmica. Desta forma, basta conectar o equipamento à rede e ele automaticamente obtém um endereço IP a partir de um servidor de IPs na rede &#8211; chamado de Servidor DHCP. Desta forma, temos dois tipos de endereços IP disponíveis em uma rede &#8211; ou melhor, duas formas distintas de atribuição de IPs aos equipamentos: IPs atribuídos de forma manual, ou estática, e IPs atribuídos de forma automática, ou dinâmicos. Sendo assim, a diferença entre endereços IP estáticos e dinâmicos diz respeito à forma como os endereços são atribuídos [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Diferença entre IP Estático e IP Dinâmico</h2>
<p>Os <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-um-endereco-ip/">endereços IP</a> são compostos por quatro bytes ou octetos. Cada octeto pode representar um número decimal de 0 a 255 (números de oito bits). Portanto um endereço IP é formado por quatro números, cada um no intervalo entre 0 e 255.</p>
<p>Por exemplo, o endereço 192.168.0.1 é um endereço comumente usado em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-o-que-e-um-roteador-basico/">roteadores</a> domésticos, sendo composto dos octetos (em decimal) 192, 168, 0 e 1. Esse endereço (ou outro similar) vem configurado de fábrica no equipamento, e pode ser alterado manualmente pelo usuário.</p>
<p>Já as máquinas conectadas a esse roteador não possuem, geralmente, endereços configurados manualmente. A configuração é automática &#8211; ou mais precisamente, dinâmica. Desta forma, basta conectar o equipamento à rede e ele automaticamente obtém um endereço IP a partir de um servidor de IPs na rede &#8211; chamado de <strong>Servidor DHCP</strong>.</p>
<p>Desta forma, temos dois tipos de endereços IP disponíveis em uma rede &#8211; ou melhor, duas formas distintas de atribuição de IPs aos equipamentos: IPs atribuídos de forma manual, ou estática, e IPs atribuídos de forma automática, ou dinâmicos.</p>
<p>Sendo assim, a diferença entre endereços IP estáticos e dinâmicos diz respeito à forma como os endereços são atribuídos e se eles permanecem constantes ou se mudam com o tempo. Vejamos as diferenças entre esses dois tipos de IPs e suas aplicações.</p>
<h3>1. Endereço IP Estático</h3>
<p>Um endereço IP estático é aquele que é configurado manualmente em um dispositivo; eventualmente, pode ser atribuído por um servidor DHCP (<em>Dynamic Host Configuration Protocol</em>) para permanecer constante. Esse endereço IP não muda, a menos que seja reconfigurado manualmente.</p>
<p>Nesse caso, cada computador deve ter o seu IP programado manualmente, de acordo com a faixa de IPs reservada para a rede &#8211; em redes locais são geralmente IPs privados, e na Internet, IPs públicos.</p>
<p>Ao configurarmos um IP estático, temos que informar também a <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-mascara-de-sub-rede/">máscara de sub-rede</a> a ser usada, e devemos tomar cuidado para não atribuir IPs iguais para máquinas diferentes.</p>
<p>Os IPs estáticos podem ser usados em redes que não possuem DHCP, e também nos casos em que queremos ter certeza absoluta de que o IP não mudará de um dia para outro.</p>
<p>Ou seja, os usamos em equipamentos cujo endereço deve permanecer constante por um período longo de tempo (talvez anos), como em roteadores, servidores de rede, endereços de websites, impressoras de rede, entre outros.</p>
<h3>2. Endereço IP Dinâmico</h3>
<p>Todos os equipamentos de uma rede baseada em TCP/IP precisam ter um endereço IP. Esses endereços não são aleatórios, existindo regras que os definem. O método mais comum para a definição desses endereços é o uso de um servidor DHCP.</p>
<p>Um servidor DHCP é um computador ou um equipamento de rede capaz de distribuir endereços IP para os demais computadores, como um Servidor DHCP Dedicado (Linux / Windows Server) ou um DHCP embutido em um roteador, extremamente comum em redes domésticas e corporativas.</p>
<p>O DHCP é um protocolo de serviço TCP/IP que permite executar configuração dinâmica (automática) de hosts em uma rede, sendo um sucessor dos antigos protocolos RARP e BOOTP. Ele permite conceder endereços IP, máscaras de sub-rede, gateway padrão, servidores DNS e dezenas de outras configurações aos hosts.</p>
<p>Um endereço IP dinâmico é um endereço que é atribuído automaticamente por um servidor DHCP a um dispositivo sempre que ele se conecta à rede. São comuns em redes residenciais e comerciais, pois permitem uma alocação eficiente de <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-um-endereco-ip-privado/">endereços IP privados</a> sem a necessidade de configurar manualmente cada dispositivo, o que pode ser extremamente trabalhoso, dependendo da quantidade de equipamentos a configurar (PCs, impressoras, smartphones, notebooks, etc.).</p>
<p>Endereços IP de máquinas cliente conectadas à Internet (como nossos PCs convencionais) também costumam usar endereçamento dinâmico, com IP atribuído pelo servidor DHCP de nosso provedor de serviços.</p>
<p>Uma característica interessante dos endereços dinâmicos é que esses endereços IP podem mudar cada vez que o dispositivo se reconecta à rede ou periodicamente conforme determinado pelo servidor DHCP &#8211; daí o nome dinâmicos.</p>
<h3>O que é melhor, usar endereço IP estático ou dinâmico?</h3>
<p>Isso depende da situação. Para configuração de endereços em estações, dispositivos móveis e computadores em geral em uma rede doméstica ou corporativa, recomenda-se o emprego de endereçamento IP dinâmico, devido à facilidade e rapidez na atribuição dos endereços aos equipamentos.</p>
<p>Já para a configuração de endereços em servidores de rede, devem-se usar endereços IP estáticos, para garantir o acesso ininterrupto a essas máquinas, e também websites devem usar endereços estáticos, pelo mesmo motivo.</p>
<h3>Conclusão: qual a diferença entre IP dinâmico e IP estático?</h3>
<p>Resumindo, a diferença entre endereços IP estáticos e dinâmicos é essencialmente sobre como esses endereços são atribuídos e se eles permanecem constantes ou mudam com o tempo. Os endereços IP estáticos são configurados manualmente e permanecem fixos, enquanto os endereços IP dinâmicos são atribuídos automaticamente por um servidor DHCP e podem mudar periodicamente.</p>
<p>Os endereços IP estáticos são ideais para dispositivos que exigem acessibilidade constante e não devem mudar, como servidores de rede e websites. Por outro lado, os endereços IP dinâmicos são mais práticos para computadores e dispositivos que se conectam ocasionalmente à rede, como laptops e smartphones, devido à sua atribuição automática e flexibilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é o Bluetooth</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/o-que-e-o-bluetooth/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Feb 2024 11:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Bluetooth]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
		<category><![CDATA[Wireless]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bluetooth Você alguma vez já parou para pensar como é incrível poder conectar dispositivos eletrônicos entre si sem precisar de fios? Já usou algum sistema assim? Tenho certeza que sim. É aí que entra o Bluetooth! Essa tecnologia maneira permite que haja comunicação entre aparelhos eletrônicos que estejam bem próximos, sem aquela bagunça de cabos espalhados por todo lugar. E o mais interessante é que o alcance não é muito longo, geralmente até uns 10 metros, mas pode variar dependendo de onde estivermos e dos aparelhos que estivermos usando. Por conta disso, nesse artigo trago uma breve introdução ao Bluetooth, falando um pouco sobre como essa tecnologia incrível funciona, onde é aplicada, suas vantagens e desvantagens. O que é o Bluetooth? Bluetooth é uma tecnologia de redes sem fio (wireless) que permite a comunicação de curto alcance entre dispositivos eletrônicos. Essa tecnologia foi desenvolvida com o propósito de facilitar a transferência de dados e o estabelecimento de conexões entre dispositivos próximos, sem a necessidade de cabos físicos, constituindo assim uma rede do tipo PAN &#8211; Personal Area Network. Trata-se de uma tecnologia de comunicação de curto alcance, geralmente com um alcance operacional de até 10 metros. No entanto, o alcance [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Bluetooth</h2>
<p>Você alguma vez já parou para pensar como é incrível poder conectar dispositivos eletrônicos entre si sem precisar de fios? Já usou algum sistema assim? Tenho certeza que sim.</p>
<p>É aí que entra o Bluetooth! Essa tecnologia maneira permite que haja comunicação entre aparelhos eletrônicos que estejam bem próximos, sem aquela bagunça de cabos espalhados por todo lugar.</p>
<p>E o mais interessante é que o alcance não é muito longo, geralmente até uns 10 metros, mas pode variar dependendo de onde estivermos e dos aparelhos que estivermos usando.</p>
<p>Por conta disso, nesse artigo trago uma breve introdução ao Bluetooth, falando um pouco sobre como essa tecnologia incrível funciona, onde é aplicada, suas vantagens e desvantagens.</p>
<h2>O que é o Bluetooth?</h2>
<p><strong>Bluetooth</strong> é uma tecnologia de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/qual-a-diferenca-entre-wireless-wi-fi-wimax-e-wlan/">redes sem fio (wireless)</a> que permite a comunicação de curto alcance entre dispositivos eletrônicos. Essa tecnologia foi desenvolvida com o propósito de facilitar a transferência de dados e o estabelecimento de conexões entre dispositivos próximos, sem a necessidade de cabos físicos, constituindo assim uma rede do tipo <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/escopos-de-redes-curso-de-redes-de-computadores/">PAN &#8211; Personal Area Network</a>.</p>
<p>Trata-se de uma tecnologia de comunicação de curto alcance, geralmente com um alcance operacional de até 10 metros. No entanto, o alcance pode variar dependendo das condições ambientais e dos dispositivos envolvidos.</p>
<p>Operando na faixa de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/ondas-eletromagneticas/">frequência de rádio</a> de ondas curtas, geralmente em torno de 2.4 GHz, similar às redes wireless e outros equipamentos que usem ondas eletromagnéticas, permite que os dispositivos se comuniquem entre si de maneira bidirecional, compartilhando dados e informações.</p>
<p>A tecnologia é amplamente utilizada para conectar dispositivos dos mais diversos tipos, tais como smartphones, tablets, laptops, fones de ouvido sem fio, alto-falantes, teclados, mouses, impressoras, smartwatches e muitos outros dispositivos eletrônicos.</p>
<p>Assim, temos uma maneira conveniente de transmitir áudio, transferir arquivos, compartilhar informações de contato, controlar dispositivos e realizar várias outras tarefas, dispensando a necessidade dos antigos e incômodos cabos físicos.</p>
<div id="attachment_19929" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19929" class="size-full wp-image-19929" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/bluetooth_logo_icon.png" alt="Tecnologia Bluetooth" width="256" height="128" /><p id="caption-attachment-19929" class="wp-caption-text">Tecnologia Bluetooth</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Quais são as versões existentes do Bluetooth?</h3>
<p>Várias versões do Bluetooth foram desenvolvidas ao longo do tempo, cada uma com melhorias e recursos adicionais em relação à versão anterior. A seguir listo as principais versões desenvolvidas até o momento (da escrita deste artigo):</p>
<ul>
<li>Bluetooth 1.x: Primeira versão do Bluetooth, lançada em 1999. Ela oferecia velocidades de transferência de dados de até 1 Mbps.</li>
<li>Bluetooth 2.x: A versão 2.0 foi lançada em 2004 e trouxe melhorias significativas em relação à versão anterior. Introduziu o Enhanced Data Rate (EDR), que melhorou a velocidade de transferência de dados para até 3 Mbps.</li>
<li>Bluetooth 3.x: Lançada em 2009. Ela apresentou a tecnologia High-Speed ​​Bluetooth (HS), que permitia a transferência de dados a velocidades mais altas, de até 24 Mbps. Também introduziu o conceito de &#8220;Unidade de Coexistência&#8221;, que permitia o uso simultâneo de Bluetooth e Wi-Fi em um dispositivo.</li>
<li>Bluetooth 4.x: A versão 4.0  trouxe duas importantes adições ao padrão: Bluetooth Low Energy (BLE), também conhecido como Bluetooth Smart, e a tecnologia Bluetooth de alta velocidade (Bluetooth High Speed). Essa versão foi lançada em 2010 e possui quatro subversões: Bluetooth 4.0, 4.1, 4.2 e 4.3.</li>
<li>Bluetooth 5: A versão 5.0 foi lançada em 2016 e trouxe melhorias significativas em relação à versão anterior. Ela oferece maior velocidade de transferência de dados, alcance estendido e melhor eficiência energética. Também introduziu recursos como a capacidade de transmitir áudio em duas direções simultaneamente.</li>
<li>Bluetooth 5.1: Lançada em 2019, a versão 5.1 trouxe recursos aprimorados de localização e direcionamento, permitindo que os dispositivos determinem a direção e a distância de outros dispositivos Bluetooth com maior precisão.</li>
<li>Bluetooth 5.2: A versão 5.2 foi lançada em 2020. Ela trouxe melhorias nas áreas de áudio, detecção de interferência, segurança e privacidade. Também introduziu o recurso de compartilhamento de áudio com várias fontes (Multi-Stream Audio), permitindo que vários dispositivos transmitam áudio simultaneamente para um único fone de ouvido ou alto-falante Bluetooth.</li>
</ul>
<p>Observe que nem todos os dispositivos são compatíveis com as versões mais recentes do Bluetooth. A compatibilidade depende tanto do hardware do dispositivo quanto do suporte do fabricante para as versões mais recentes em seus produtos.</p>
<p>Uma versão mais recente do Bluetooth, chamada <strong>Bluetooth Low Energy</strong> (Bluetooth LE, BLE ou Bluetooth Smart), foi desenvolvida para aplicações que requerem menor consumo de energia, como dispositivos wearable (vestíveis) e sensores IoT (Internet das Coisas).</p>
<h3>O que é o BLE?</h3>
<p>BLE é a sigla para <strong><em>Bluetooth Low Energy</em></strong>, também conhecido como Bluetooth Smart. É uma versão do padrão Bluetooth que foi desenvolvida para fornecer uma conectividade sem fio de baixo consumo de energia, especialmente para dispositivos que exigem uma vida útil prolongada da bateria.</p>
<p>O Bluetooth Low Energy foi introduzido na especificação Bluetooth 4.0 e oferece uma maneira eficiente de transmitir pequenas quantidades de dados a uma taxa de transferência menor em comparação com o Bluetooth clássico. Ele foi projetado para aplicações em dispositivos wearable (vestíveis), sensores IoT (Internet das Coisas) e outros dispositivos de baixa potência.</p>
<p>A principal característica do BLE é o consumo extremamente baixo de energia. Isso permite que os dispositivos sejam alimentados por baterias de pequena capacidade ou até mesmo por baterias de botão, durando meses ou até anos sem a necessidade de substituição da bateria.</p>
<p>Isso é particularmente importante para dispositivos que precisam operar por longos períodos sem intervenção do usuário, como monitores de fitness, dispositivos médicos, sensores ambientais e outros dispositivos de monitoramento remoto.</p>
<p>Outra característica do BLE é a conectividade simplificada e rápida. Ele suporta uma topologia de rede chamada &#8220;estrela&#8221;, em que um dispositivo central (como um smartphone) pode se comunicar com vários dispositivos periféricos (como sensores) simultaneamente. Além disso, o emparelhamento e a conexão entre dispositivos BLE são geralmente mais rápidos e fáceis de configurar do que o Bluetooth clássico.</p>
<p>O BLE é amplamente adotado em uma variedade de setores, incluindo saúde, fitness, automotivo, doméstico, industrial e de IoT. Ele permite a criação de redes de dispositivos inteligentes interconectados, onde os dados podem ser coletados, monitorados e controlados de forma eficiente e econômica.</p>
<p>É importante destacar que o BLE não substitui completamente o Bluetooth clássico, mas é uma opção complementar para casos de uso específicos que requerem baixo consumo de energia e transferência de dados em menor escala.</p>
<div id="attachment_19932" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19932" class="wp-image-19932" title="Uma das aplicações mais comuns do bluetooth é em fones de ouvido sem fio." src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/fones-bluetooth-min.png" alt="Uma das aplicações mais comuns do bluetooth é em fones de ouvido sem fio." width="450" height="450" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/fones-bluetooth-min.png 800w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/fones-bluetooth-min-170x170.png 170w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/fones-bluetooth-min-420x420.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/fones-bluetooth-min-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-19932" class="wp-caption-text">Uma das aplicações mais comuns do bluetooth é em fones de ouvido sem fio.</p></div>
<h3>O que é Pareamento Bluetooth?</h3>
<p>As conexões Bluetooth são estabelecidas por meio de um processo chamado &#8220;emparelhamento&#8221; ou &#8220;pareamento&#8221;.  O pareamento é o processo de estabelecer uma conexão segura e criptografada entre dois dispositivos compatíveis com Bluetooth. Esse processo é necessário para que os dispositivos possam se comunicar e trocar dados de forma segura.</p>
<p>Durante o pareamento Bluetooth, os dispositivos trocam informações de segurança, como chaves de criptografia, para garantir que a comunicação entre eles seja protegida contra acesso não autorizado. O pareamento cria uma associação confiável entre os dispositivos, permitindo que se reconheçam e se conectem automaticamente no futuro, sem a necessidade de repetir o processo de pareamento.</p>
<p>Para que o pareamento funcione corretamente, os dispositivos precisam estar próximos um do outro e ter a função Bluetooth ativada. Ao emparelhar dois dispositivos, é necessário que eles troquem chaves de segurança para garantir a privacidade e a segurança da comunicação.</p>
<h4>Como ocorre o pareamento</h4>
<p>O pareamento Bluetooth geralmente ocorre seguindo os seguintes passos:</p>
<ol>
<li>Ativar o Bluetooth nos dispositivos: Certifique-se de que o Bluetooth esteja ativado nos dispositivos que você deseja parear.</li>
<li>Colocar os dispositivos em modo de pareamento: Em alguns dispositivos, é necessário colocá-los em um modo específico de pareamento para que fiquem visíveis para outros dispositivos.</li>
<li>Iniciar o processo de pareamento: Em um dos dispositivos, inicie o processo de pareamento. Isso geralmente envolve procurar por dispositivos Bluetooth disponíveis na área.</li>
<li>Selecionar o dispositivo para parear: Selecione o dispositivo desejado na lista de dispositivos disponíveis para pareamento.</li>
<li>Confirmar o pareamento: Em alguns casos, pode ser necessário inserir um código de pareamento ou confirmar um código exibido em ambos os dispositivos para estabelecer a conexão. Isso é feito para garantir que a conexão seja feita apenas com o dispositivo correto.</li>
<li>Conexão estabelecida: Após o pareamento bem-sucedido, os dispositivos estão conectados e prontos para trocar dados.</li>
</ol>
<p>É importante ressaltar que o processo de pareamento pode variar ligeiramente entre diferentes dispositivos e sistemas operacionais. Alguns dispositivos também suportam métodos de pareamento simplificados, como o uso de NFC (Near Field Communication) ou códigos QR, para facilitar o processo de conexão.</p>
<p>Uma vez que os dispositivos tenham sido pareados, eles geralmente se reconectarão de forma automática quando estiverem próximos um do outro e com o Bluetooth ativado. Assim os dispositivos podem ser facilmente conectados, sem a necessidade de repetir o processo de pareamento toda vez que desejarmos conectá-los.</p>
<h3>Quais dispositivos podem usar bluetooth?</h3>
<p>Uma grande variedade de dispositivos eletrônicos usa a tecnologia Bluetooth atualmente. A seguir temos alguns exemplos comuns de dispositivos que costumam ter conectividade Bluetooth:</p>
<ul>
<li><strong>Smartphones e tablets</strong>: A maioria dos smartphones e tablets modernos é equipada com Bluetooth, permitindo a conexão com outros dispositivos compatíveis, como fones de ouvido sem fio, alto-falantes, teclados, mouses e smartwatches.</li>
<li><strong>Fones de ouvido sem fio</strong>: Fones de ouvido Bluetooth estão se tornando cada vez mais populares, oferecendo a conveniência de ouvir música e fazer chamadas sem fios. Eles podem se conectar a smartphones, tablets, laptops e outros dispositivos compatíveis.</li>
<li><strong>Alto-falantes sem fio</strong>: Alto-falantes que permitem transmitir áudio sem fio a partir de um dispositivo conectado, como um smartphone ou tablet. Eles são portáteis e oferecem a liberdade de desfrutar de música em qualquer lugar da casa.</li>
<li><strong>Teclados e mouses wireless</strong>: Muitos teclados e mouses são projetados para conexão sem fios, eliminando a necessidade de cabos e facilitando o uso em computadores, tablets e até mesmo em Smart TVs.</li>
<li><strong>Smartwatches e dispositivos vestíveis</strong>: Smartwatches e dispositivos vestíveis, como pulseiras de atividade física, geralmente usam o Bluetooth para se conectar a smartphones e tablets, permitindo a sincronização de dados, notificações e controle remoto de aplicativos.</li>
<li><strong>Veículos</strong>: Muitos carros modernos possuem conectividade Bluetooth integrada, permitindo que você faça chamadas mãos-livres, reproduza música e acesse recursos do smartphone diretamente no sistema de entretenimento do veículo.</li>
<li><strong>Dispositivos de áudio</strong>: Muitos sistemas de áudio, como receivers, soundbars e sistemas estéreo domésticos, têm a capacidade de se conectar a dispositivos via Bluet<strong>ooth, permitindo a reprodução de música sem fio.</strong></li>
<li><strong>Dispositivos de saúde</strong>: Alguns dispositivos de saúde, como monitores cardíacos, medidores de glicose e balanças, podem usar o Bluetooth para se conectar a smartphones e aplicativos correspondentes, permitindo o monitoramento e o compartilhamento de dados de saúde.</li>
</ul>
<div id="attachment_19931" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19931" class="wp-image-19931" title="Conjunto de caixas de som Bluetooth, uma aplicação bastante popular da tecnologia." src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/caixas-som-bluetooth-min.png" alt="" width="500" height="409" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/caixas-som-bluetooth-min.png 564w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/caixas-som-bluetooth-min-420x343.png 420w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-19931" class="wp-caption-text">Conjunto de caixas de som Bluetooth, uma aplicação bastante popular da tecnologia.</p></div>
<p>A lista de dispositivos compatíveis com Bluetooth aumentae à medida que a tecnologia é adotada em novos produtos e setores. O Bluetooth oferece uma maneira conveniente e versátil de conectar dispositivos sem fio, tornando a comunicação e a transferência de dados mais fáceis e acessíveis.</p>
<h3>De onde vem o nome <em>Bluetooth</em>?</h3>
<p>O nome &#8220;<em>Bluetooth</em>&#8221; tem origem na história nórdica e está relacionado a um rei dinamarquês chamado <strong>Harald Blåtand</strong>, que viveu no século X. A palavra &#8220;<strong>Blåtand</strong>&#8221; significa &#8220;dente azul&#8221; em dinamarquês, e o apelido foi dado a ele devido ao fato de que ele tinha um dente que parecia ser de cor azulada.</p>
<p>O nome &#8220;Bluetooth&#8221; foi escolhido para a tecnologia de comunicação sem fio de curto alcance em homenagem a Harald Blåtand, pois ele era conhecido por unir tribos nórdicas em uma Dinamarca unificada. Da mesma forma, a tecnologia Bluetooth foi desenvolvida para unir dispositivos eletrônicos, permitindo que se comuniquem e compartilhem dados.</p>
<p>O nome foi proposto em 1997 pelo engenheiro da empresa de telecomunicações sueca Ericsson, Jim Kardach, como uma alternativa ao termo &#8220;<em>short-link</em>&#8221; (link curto) que era usado internamente para se referir à tecnologia. A ideia de usar o nome &#8220;Bluetooth&#8221; foi aceita e, desde então, se tornou o nome oficial da tecnologia.</p>
<p>Além do nome, também o logotipo é inspirado na história de Harald Blåtand. O logotipo é uma combinação das letras em <a href="https://diariodonaturalista.com.br/como-aprender-a-ler-e-escrever-runas/">alfabeto rúnico</a> antigo para &#8220;H&#8221; e &#8220;B&#8221;, que são as iniciais de seu nome.</p>
<div id="attachment_19928" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19928" class="wp-image-19928 size-medium" title="Logotipo da tecnologia Bluetooth" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo-bluetooth-330x420.jpg" alt="Logotipo da tecnologia Bluetooth" width="330" height="420" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo-bluetooth-330x420.jpg 330w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo-bluetooth.jpg 402w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" /><p id="caption-attachment-19928" class="wp-caption-text">Logotipo da tecnologia Bluetooth</p></div>
<p>Portanto, o nome Bluetooth é uma homenagem a um rei nórdico histórico e foi escolhido para transmitir a ideia de unir dispositivos eletrônicos por meio de comunicação sem fio.</p>
<h3>Vantagens e desvantagens</h3>
<p>Como toda tecnologia, o bluetooth também possui suas vantagens e algumas desvantagens de uso. Vejamos algumas delas.</p>
<h4>Vantagens do Bluetooth</h4>
<p>O Bluetooth oferece uma série de vantagens para a conectividade sem fio entre dispositivos. Algumas de suas principais vantagens são:</p>
<ul>
<li><strong>Conexão sem fio</strong>: Obviamente a principal vantagem é a capacidade de estabelecer conexões sem fio entre dispositivos. Isso elimina a necessidade de cabos e permite uma maior mobilidade e conveniência na interação entre dispositivos.</li>
<li><strong>Adoção ampla</strong>: O Bluetooth é uma tecnologia amplamente adotada e suportada pela maioria dos dispositivos eletrônicos modernos. Isso significa que é provável que você encontre a funcionalidade Bluetooth em uma ampla variedade de dispositivos, desde smartphones e tablets até fones de ouvido e sistemas de áudio.</li>
<li><strong>Baixo consumo de energia</strong>: Projetado para ter um consumo de energia eficiente, especialmente em sua versão BLE. Isso permite que os dispositivos Bluetooth operem por períodos prolongados sem exigir substituição frequente da bateria.</li>
<li><strong>Conexão simples e rápida</strong>: O processo de pareamento é geralmente simples e rápido. Com alguns toques, você pode conectar dois dispositivos Bluetooth e iniciar a comunicação entre eles. Além disso, uma vez que os dispositivos estão pareados, eles geralmente se reconectam automaticamente quando estão próximos um do outro.</li>
<li><strong>Suporte a múltiplos dispositivos</strong>: O Bluetooth permite que um dispositivo se conecte a vários outros dispositivos ao mesmo tempo. Isso é útil para cenários em que você deseja conectar seu smartphone a um fone de ouvido, um alto-falante e um smartwatch, por exemplo.</li>
<li><strong>Compatibilidade com diferentes tipos de dados:</strong> O Bluetooth suporta a transferência de vários tipos de dados, como áudio, imagens, arquivos e dados de sensores. Isso torna possível usá-lo em uma ampla gama de aplicativos, desde transmissão de áudio até troca de dados entre dispositivos IoT.</li>
<li><strong>Alcance adequado para uso pessoal:</strong> Possui um alcance típico de cerca de 10 metros, o que é adequado para a maioria dos casos de uso pessoal. Ele permite a comunicação entre dispositivos em um ambiente próximo, sem interferir em dispositivos em outros espaços próximos.</li>
</ul>
<p>Essas são algumas das principais vantagens do Bluetooth. No entanto, é importante observar que o Bluetooth também tem suas limitações, como velocidades de transferência de dados mais baixas em comparação com outras tecnologias sem fio, como o Wi-Fi, entre outras &#8211; que veremos logo a seguir.</p>
<h4>Desvantagens</h4>
<p>Embora o Bluetooth ofereça várias vantagens, também possui algumas limitações e desvantagens. A seguir listo algumas das principais desvantagens do bluetooth:</p>
<ul>
<li><strong>Alcance limitado</strong>: O alcance do Bluetooth é geralmente limitado a cerca de 10 metros. Isso significa que os dispositivos Bluetooth precisam estar relativamente próximos uns dos outros para manter uma conexão estável. Se houver obstáculos físicos, como paredes, o alcance efetivo pode ser ainda menor.</li>
<li><strong>Baixa velocidade de transferência de dados</strong>: Comparado a outras tecnologias sem fio, como Wi-Fi, o Bluetooth tende a ter velocidades de transferência de dados mais baixas. Isso pode ser um problema ao transmitir arquivos grandes ou ao realizar tarefas que exigem uma taxa de transferência de dados mais alta.</li>
<li><strong>Interferência</strong>: A tecnologia opera na faixa de frequência de rádio de 2,4 GHz, que é compartilhada com outros dispositivos e tecnologias, como redes Wi-Fi, fornos de micro-ondas e telefones sem fio. Isso pode causar interferências e afetar a qualidade da conexão Bluetooth, resultando em quedas de sinal ou conexões instáveis.</li>
<li><strong>Consumo de energia</strong>: Embora seja projetado para ser eficiente em termos de consumo de energia, ainda pode haver um impacto na vida útil da bateria, especialmente em dispositivos menores e mais compactos. O uso constante do Bluetooth pode drenar a energia da bateria mais rapidamente, embora as versões mais recentes, como o BLE, tenham melhorado nesse aspecto.</li>
<li><strong>Incompatibilidade entre versões</strong>: Nem todos os dispositivos são compatíveis com todas as versões do Bluetooth. Algumas funcionalidades e recursos específicos podem não ser suportados em versões mais antigas. Isso pode resultar em incompatibilidade ao tentar conectar dispositivos de gerações diferentes.</li>
<li><strong>Vulnerabilidades de segurança</strong>: Embora o Bluetooth tenha recursos de segurança, como criptografia, as vulnerabilidades de segurança ainda podem existir. Como qualquer tecnologia sem fio, o Bluetooth pode ser vulnerável a ataques cibernéticos, como o sequestro de conexões ou a interceptação de dados.</li>
</ul>
<p>É importante notar que muitas dessas desvantagens podem ser mitigadas com o avanço contínuo da tecnologia Bluetooth. Novas versões e melhorias estão constantemente sendo desenvolvidas para abordar essas limitações. No entanto, ao usar o Bluetooth, é importante estar ciente de suas limitações e tomar medidas para garantir a segurança e a qualidade da conexão.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Em resumo, o Bluetooth é uma tecnologia sem fio que permite a comunicação entre dispositivos eletrônicos próximos, facilitando a transferência de dados, o compartilhamento de informações e o controle de dispositivos, sem a necessidade do emprego de fios e cabos para conectar os dispositivos.</p>
<p>Caracterizada por sua capacidade de comunicação de curto alcance, geralmente com um alcance operacional de até 10 metros, o desempenho do Bluetooth pode variar conforme as condições ambientais e os dispositivos envolvidos.</p>
<p>Essa tecnologia apresenta-se como um meio versátil e muito prático para a interconexão de dispositivos dos mais variados tipos e nas mais variadas situações.</p>
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		<title>Formato do Cabeçalho IPv6</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2020 16:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolos]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Formato do Cabeçalho IPv6 O cabeçalho de um pacote IPv6 é uma versão simplificada do cabeçalho do pacote IPv4. Alguns campos foram eliminados, por serem desnecessários ou raramente usados, ao passo que alguns outros campos são acrescentados, por exemplo de modo a fornecer suporte melhorado a tráfego em tempo real. Estrutura do Pacote IPv6 A seguir temos a estrutura de um pacote IPv6: Estrutura de um pacote IPv6 Note que existem três divisões principais em um pacote IPv6: seu cabeçalho, os cabeçalhos de extensão e o PDU (Protocol Data Unit) da camada superior; juntas, as extensões mais a PDU constituem o payload do pacote. O PDU da camada superior corresponde ao cabeçalho do protocolo da camada superior (camada de transporte) com seus dados (payload), como por exemplo uma mensagem UDP ou um segmento TCP. Já o payload de um pacote IPv6 é constituído pelo PDU da camada superior acrescido dos cabeçalhos de extensão, até um tamanho máximo padrão de 65535 bytes. Caso seja necessário enviar um payload maior do que esse tamanho, existe a possibilidade de se empregar um Payload Jumbo no cabeçalho de extensão Hop-by-Hop Options (Opções Salto-a-Salto). Cabeçalho de um pacote IPv6 Um cabeçalho IPv6 possui um tamanho [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O Formato do Cabeçalho IPv6</h2>
<p>O cabeçalho de um pacote IPv6 é uma versão simplificada do cabeçalho do pacote IPv4. Alguns campos foram eliminados, por serem desnecessários ou raramente usados, ao passo que alguns outros campos são acrescentados, por exemplo de modo a fornecer suporte melhorado a tráfego em tempo real.</p>
<h3>Estrutura do Pacote IPv6</h3>
<p>A seguir temos a estrutura de um pacote IPv6:</p>
<div id="attachment_16891" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16891" class="wp-image-16891" title="Estrutura de um pacote IPv6" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/estrutura-pacote-IPv6.jpg" alt="Estrutura de um pacote IPv6" width="799" height="210" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/estrutura-pacote-IPv6.jpg 867w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/estrutura-pacote-IPv6-420x110.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/estrutura-pacote-IPv6-768x202.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /><p id="caption-attachment-16891" class="wp-caption-text">Estrutura de um pacote IPv6</p></div>
<p>Note que existem três divisões principais em um pacote IPv6: seu cabeçalho, os cabeçalhos de extensão e o PDU (Protocol Data Unit) da camada superior; juntas, as extensões mais a PDU constituem o <em>payload</em> do pacote.</p>
<p>O PDU da camada superior corresponde ao cabeçalho do protocolo da camada superior (camada de transporte) com seus dados (payload), como por exemplo uma mensagem UDP ou um segmento TCP.</p>
<p>Já o payload de um pacote IPv6 é constituído pelo PDU da camada superior acrescido dos cabeçalhos de extensão, até um tamanho máximo padrão de 65535 bytes. Caso seja necessário enviar um payload maior do que esse tamanho, existe a possibilidade de se empregar um Payload Jumbo no cabeçalho de extensão Hop-by-Hop Options (Opções Salto-a-Salto).</p>
<h2>Cabeçalho de um pacote IPv6</h2>
<p>Um cabeçalho IPv6 possui um tamanho fixo de 40 bytes (320 bits), dos quais 32 bytes (256 bits) correspondem aos endereços IPv6 de origem e destino do pacote, com os demais campos ocupando os 64 bits restantes.</p>
<p>O cabeçalho IPv6, juntamente com os cabeçalhos de extensão, substituem o cabeçalho IPv4 e suas opções de cabeçalho. Os cabeçalhos de extensão IPv6 não possuem tamanho máximo (ao contrário do IPv4), e podem ser expandidos para acomodar quaisquer dados que sejam necessários para a comunicação usando o protocolo IPv6.</p>
<p>A ilustração a seguir mostra a estrutura de campos de um pacote IPv6:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16803" title="Campos de um cabeçalho IPv6" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/05/IPv6-header-protocolos-redes.jpg" alt="Campos de um cabeçalho IPv6" width="701" height="458" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/05/IPv6-header-protocolos-redes.jpg 959w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/05/IPv6-header-protocolos-redes-420x275.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/05/IPv6-header-protocolos-redes-768x502.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 701px) 100vw, 701px" /></p>
<p>A seguir, descrevemos cada um dos campos encontrados em um pacote IPv6.</p>
<h3>Campos do Pacotes IPv6</h3>
<ul>
<li><strong>Versão</strong>: Indica a versão do protocolo IP em uso. Para o protocolo IPv6, o valor 6 é utilizado neste campo. Tamanho: 4 bits.</li>
<li><strong>Classe de Tráfego</strong>: Indica a classe ou prioridade do pacote IPv6, sendo um campo similar ao campo de serviços de um pacote IPv4. Este campo auxilia os roteadores a manipular tráfego baseado na prioridade do pacote. Quando ocorre congestionamento em um roteador, pacotes com menor prioridade são descartados. Tamanho: 8 bits.</li>
<li><strong>Rótulo de Fluxo</strong>: Empregado pela origem para rotular os pacotes que pertencem ao mesmo fluxo de dados, de modo a requisitar manipulação especial por roteadores IPv6 intermediários. Exemplos desse tratamento especial são o uso de QoS não padrão ou serviços de tempo real. Tamanho: 20 bits</li>
<li><strong>Tamanho do Conteúdo</strong>: Valor que indica o tamanho total da carga (payload), informando aos roteadores a quantidade de informação que um pacote contém, incluindo dados e cabeçalhos de extensão (se houver algum). Tamanho: 16 bits.</li>
<li><strong>Próximo Cabeçalho</strong>: Indica o tipo de cabeçalho de extensão (se houver) imediatamente após o cabeçalho IP básico. Pode indicar os protocolos contidos no pacote da camada superior, TCP ou UDP. Tamanho: 8 bits.</li>
<li><strong>Limite de Saltos</strong>: Similar ao campo TTL de um pacote IPv4, medido em saltos, que indica o número máximo de nós IPv6 intermediários que o pacote pode atravessar (ser roteado). Seu valor é decrementado de 1 a cada nó que o pacote atravessa. Caso esse valor chegar a 0 antes de atingir seu destino, o pacote é descartado. Tamanho: 8 bits.</li>
<li><strong>Endereço IP de Origem</strong>: Endereço IP do remetente original do pacote. Tamanho: 128 bits.</li>
<li><strong>Endereço IP de Destino</strong>: Endereço IP do destinatário final do pacote (no geral). Tamanho: 128 bits.</li>
<li><strong>Cabeçalhos de Extensão</strong>: Algumas vezes, informações adicionais precisam ser transportadas juntamente com o pacote. Estas informações, em um pacote IPv4, estariam no campo de Opções. Para tal, é empregado o campo de Cabeçalho de Extensão.<br />
Um pacote IPv6 pode conter zero ou mais cabeçalhos de extensão, que devem aparecer em uma ordem recomendada. Vamos tratar mais a fundo das extensões IPv6 na próxima lição.</li>
<li><strong>Dados</strong>: <em><strong>Payload</strong></em> do pacote (provenientes da camada de nível superior).</li>
</ul>
<h3>Diferenças entre os cabeçalhos IPv4 e IPv6</h3>
<p>A tabela a seguir mostra uma comparação básica entre os campos constituintes do cabeçalho de um pacote IPv4 e de um pacote IPv6:</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%; height: 277px;" border="1">
<thead>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px; text-align: center;"><strong>Campo no cabeçalho IPv4</strong></td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px; text-align: center;"><strong>Campo no cabeçalho IPv6</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Versão</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Igual, mas com números diferentes para versão</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Comprimento do Cabeçalho IP</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Campo removido no IPv6 &#8211; o cabeçalho IPv6 possui tamanho fixo de 40 bytes.</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Tipo de Serviço</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Substituído pelo campo Classe de Tráfego</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Tamanho Total</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Tamanho do Conteúdo (Payload Length), que mostra apenas o tamanho do payload.</td>
</tr>
<tr style="height: 47px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 47px;">Identificação, Flags de Fragmentação, Offset de Fragmento</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 47px;">Removidos no IPv6. As informações sobre fragmentação estão em um cabeçalho de extensão.</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">TTL (Time to Live)</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Substituído pelo campo Limite de Salto</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Protocolo</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Substituído pelo campo Próximo Cabeçalho</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Checksum do Cabeçalho</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Removido no IPv6. Verificações de erro são realizadas na camada de link de dados.</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Endereço de Origem</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Igual, mas contendo um endereço de 128 bits.</td>
</tr>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 40.4643%; height: 23px;">Endereço de Destino</td>
<td style="width: 59.5357%; height: 23px;">Igual, mas contendo um endereço de 128 bits.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 40.4643%;">Opções</td>
<td style="width: 59.5357%;">Removido no IPv6. As opções IPv4 foram substituídas pelos cabeçalhos de extensão.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No próximo artigo vamos nos aprofundar nos cabeçalhos de extensão, mostrando os principais tipos de extensões que podem ser usadas no envio de mensagens usando o protocolo IPv6.</p>
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<ul>
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<li>Lógica de Programação com Português Estruturado: <a href="https://bit.ly/3QKPn22" target="_blank" rel="noopener">https://bit.ly/3QKPn22</a></li>
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</ul>
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		<item>
		<title>O que é RTS/CTS em Redes Sem Fio</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/o-que-e-rts-cts-em-redes-sem-fio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2020 14:27:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes Wireless]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
		<category><![CDATA[Wi-Fi]]></category>
		<category><![CDATA[Wireless]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nós Ocultos e RTS/CTS em Redes Wireless Para que uma estação cliente possa se conectar a uma rede WLAN BSS (como uma rede Wi-Fi), ela deve ser capaz de se comunicar com um Access Point (Ponto de Acesso). Porém, é possível que a estação consiga se comunicar com o AP, mas que não consiga ouvir e nem ser ouvida (detectada) por outros clientes na mesma rede. Isso pode ser um problema, pois as estações realizam um processo de prevenção de colisões quando ela percebe outra estação transmitindo, por exemplo. Se a estação não for capaz de ouvir as demais, ou não puder ser ouvida, muito provavelmente haverá colisões na rede, pois ela transmitirá pacotes sem esperar que o meio esteja livre. Imagine uma rede sem fios (wireless) contendo diversas estações conectadas &#8211; smartphones, tablets, e outros dispositivos espalhados por uma determinada área. Se esta área for relativamente grande, dispositivos distantes entre si podem não se enxergar, apesar de enxergarem o access point e conseguirem, assim, conectar-se à rede. Porém, pelo fato de algumas estações não enxergarem as demais, elas podem tentar enviar quadros de dados enquanto o meio está sendo usado para transmissão por outra estação. Isso pode ocasionar a [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Nós Ocultos e RTS/CTS em Redes Wireless</h2>
<p>Para que uma estação cliente possa se conectar a uma rede <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/arquiteturas-de-redes-locais-sem-fio-wi-fi/" target="_blank" rel="noopener">WLAN BSS</a> (como uma rede Wi-Fi), ela deve ser capaz de se comunicar com um <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/access-point/" target="_blank" rel="noopener">Access Point</a> (Ponto de Acesso). Porém, é possível que a estação consiga se comunicar com o AP, mas que não consiga ouvir e nem ser ouvida (detectada) por outros clientes na mesma rede. Isso pode ser um problema, pois as estações realizam um processo de prevenção de colisões quando ela percebe outra estação transmitindo, por exemplo.</p>
<p>Se a estação não for capaz de ouvir as demais, ou não puder ser ouvida, muito provavelmente haverá colisões na rede, pois ela transmitirá pacotes sem esperar que o meio esteja livre.</p>
<p>Imagine uma rede sem fios (wireless) contendo diversas estações conectadas &#8211; smartphones, tablets, e outros dispositivos espalhados por uma determinada área. Se esta área for relativamente grande, dispositivos distantes entre si podem não se enxergar, apesar de enxergarem o access point e conseguirem, assim, conectar-se à rede.</p>
<p>Porém, pelo fato de algumas estações não enxergarem as demais, elas podem tentar enviar quadros de dados enquanto o meio está sendo usado para transmissão por outra estação. Isso pode ocasionar a ocorrência de colisões na rede, diminuindo drasticamente sua performance. Este problema possui um nome técnico: Problema do Nó Oculto (ou Estação Oculta).</p>
<p>Se a rede Wi-Fi estiver com problemas devido ao alto número de colisões ocasionado por este problema, uma das soluções possíveis consiste em empregar um mecanismo denominado RTS/CTS, que pode diminuir o impacto dos nós ocultos, forçando uma espera para a transmissão de dados, reservando o meio de transmissão antes que um quadro de dados seja transmitido &#8211; isso se tanto o access point quanto as interfaces de rede das estações possuírem esse recurso, o que não costuma ocorrer em dispositivos de baixo custo.</p>
<p>Assim,&nbsp;a função RTS/CTS tem por objetivo principal minimizar as colisões entre estações ocultas, que ocorre quando um AP e os usuários da rede estão em um local onde há muitas retransmissões de quadros na rede wireless.</p>
<div id="attachment_16871" style="width: 759px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16871" class="wp-image-16871" title="Nó Oculto em Redes Wireless" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-oculto-rts-cts-wireless.jpg" alt="Nó Oculto em Redes Wireless" width="749" height="458" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-oculto-rts-cts-wireless.jpg 859w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-oculto-rts-cts-wireless-420x257.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-oculto-rts-cts-wireless-768x469.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /><p id="caption-attachment-16871" class="wp-caption-text">As estações A e B enxergam o Access Point central, porém não se enxergam mutuamente &#8211; são nós ocultos uma para a outra.</p></div>
<h3>O que é RTS/CTS (Request to Send / Clear to Send)</h3>
<p>Muitos roteadores wireless e access points de melhor qualidade possuem funções avançadas de configuração, e entre elas há uma função opcional para gerenciar como os pacotes de dados são manipulados na rede. O padrão 802.11 define a função RTS (Request to Send), um processo simples que controla o acesso das estações ao meio de transmissão, usada em conjunto com a função CTS (Clear to Send), formando assim o mecanismo RTS/CTS.</p>
<p>Basicamente, esse mecanismo funciona com uma estação anunciando ao access point que deseja transmitir dados, com o AP avisando a todos na rede que devem esperar essa transmissão ocorrer, e com a estação realizando sua transmissão de quadros. Note que esse mecanismo, por padrão, é desabilitado nos equipamentos, pois pode causar overhead e lentidão na rede se não for usado na situação adequada.</p>
<p>Tecnicamente, isso ocorre da seguinte forma:</p>
<ul>
<li>Uma estação com o RTS/CTS habilitado deseja transmitir dados para algum outro host na rede (ou na Internet).</li>
<li>Essa estação envia um quadro RTS ao Access Point (ou a outra estação diretamente).</li>
<li>Esse quadro RTS é usado para a distribuição de NAV*, notificando todas as outras estações que elas devem esperar até que quadros CTS, de dados e ACK tenham sido transmitidos.</li>
<li>O AP então envia um quadro CTS, também usado para distribuição de NAV. Se alguma estação não tiver escutado o quadro RTS, escutará o quadro CTS, pois todas as estações são membros do mesmo BSS (Basic Service Set).</li>
<li>As estações que recebem os quadros RTS ou CTS ajustam seu NAV para o valor fornecido.</li>
<li>Os dados da estação transmissora são enviados até a transmissão se completar.</li>
<li>AP envia quadro ACK para confirmar fim da transmissão e liberar as demais estações.</li>
</ul>
<p>*NAV (Network Allocation Vector / Vetor de Alocação de Rede) se refere a um mecanismo de temporização (timer) que mantém uma espécie de &#8220;previsão&#8221; do tráfego no meio de transmissão, baseado na informação de duração vista em uma transmissão de quadro prévia. Este valor é empregado para determinar a disponibilidade do meio.</p>
<p>Com estas funções é possível otimizar a performance da rede sem fio local. Ao ativar o mecanismo RTS/CTS em uma estação, ela deixa de enviar quadros de dados até que uma conexão RTS/CTS seja estabelecida com outra estação. Então, a estação inicia o processo enviando um quadro RTS. O AP (Access Point) irá transmitir um quadro para a rede CTS após receber o RTS da estação, e esse quadro CTS possui um valor de tempo que é empregado para alertar as outras estações na rede que devem esperar a liberação do meio, enquanto a estação que enviou o quadro RTS transmite seus dados.</p>
<p>Também é comum ativar o mecanismo RTS/CTS em uma rede Wi-Fi para ajudar a realizar diagnósticos de problemas na rede, ou ainda quando pacotes de tamanho muito grande devem trafegar em uma rede sem fio que está congestionada.</p>
<h3>Quadros RTS e CTS</h3>
<p>Um quadro RTS (20 bytes) é formado por cinco campos:</p>
<ol>
<li>Frame Control:&nbsp;Tipo do quadro, entre outras coisas. 1011 para quadro RTS</li>
<li>Duration:&nbsp;Tempo estimado para a transmissão do quadro de dados, incluindo tempo para os quadros CTS e ACK e SIFS (<em>Short Interframe Space</em>, em ms)</li>
<li>RA (Receiver Address):&nbsp;Endereço MAC do AP (BSSID)</li>
<li>TA (Transmitter Address):&nbsp;MAC Address da estação transmissora</li>
<li>FCS: Frame Check Sequence &#8211; Verificação de erros.</li>
</ol>
<div id="attachment_16873" style="width: 865px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16873" class="wp-image-16873" title="Quadro RTS em redes sem fio" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-RTS-redes-wireless-boson-1024x91.jpg" alt="Quadro RTS em redes sem fio" width="855" height="76" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-RTS-redes-wireless-boson-1024x91.jpg 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-RTS-redes-wireless-boson-420x37.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-RTS-redes-wireless-boson-768x68.jpg 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-RTS-redes-wireless-boson.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /><p id="caption-attachment-16873" class="wp-caption-text">Formato do Quadro RTS</p></div>
<p>Já um quadro CTS (14 bytes) possui quatro campos:</p>
<ol>
<li>Frame Control:&nbsp;Tipo do quadro, entre outras coisas. 1100 para quadro CTS</li>
<li>Duration:&nbsp;Duração do RTS, menos o SIFS e tempo de transmissão do quadro CTS.</li>
<li>RA (Receiver Address):&nbsp;TA do quadro RTS se torna o RA aqui.</li>
<li>FCS:&nbsp;Frame Check Sequence &#8211; Verificação de erros.</li>
</ol>
<div id="attachment_16874" style="width: 757px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16874" class="wp-image-16874" title="Quadro CTS em redes wireless" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless.jpg" alt="Quadro CTS em redes wireless" width="747" height="82" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless.jpg 929w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless-420x46.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless-768x84.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /><p id="caption-attachment-16874" class="wp-caption-text">Formato do Quadro CTS</p></div>
<p>E um quadro ACK (14 bytes) contém quatro campos, de forma análoga ao quadro CTS:</p>
<ol>
<li>Frame Control:&nbsp;Tipo do quadro, entre outras coisas</li>
<li>Duration:&nbsp;Duração sempre ajustada em 0 segundos.</li>
<li>RA (Receiver Address): Igual ao do quadro CTS.</li>
<li>FCS:&nbsp;Frame Check Sequence &#8211; Verificação de erros.</li>
</ol>
<p>Transmitido pelo AP para o cliente, confirmando a recepção do quadro de dados</p>
<div id="attachment_16874" style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16874" class="wp-image-16874" title="Formato do Quadro ACK em redes sem fio" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless.jpg" alt="Quadro CTS em redes wireless" width="750" height="82" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless.jpg 929w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless-420x46.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/quadro-CTS-redes-wireless-768x84.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p id="caption-attachment-16874" class="wp-caption-text">Formato do Quadro ACK</p></div>
<h3>Configuração do RTS/CTS</h3>
<p>Existem, basicamente, três modos possíveis de configuração do mecanismo RTS/CTS:</p>
<ol>
<li>Desligado (é o padrão)</li>
<li>Ligado</li>
<li>Ligado, com Threshold (limite)</li>
</ol>
<p>No modo Ligado com Threshold (<em><strong>RTS Threshold</strong></em>), é possível controlar quais pacotes, acima de um certo tamanho determinado por um limite (threshold), são anunciados pelo mecanismo para envio pelas estações. Como as colisões costumam afetar mais pacotes de tamanho grande do que pequenos, podemos ajustar um limite para que o RTS/CTS opere apenas quando uma estação quer enviar pacotes acima de um certo tamanho. Desta forma, é possível otimizar o throughput da rede WLAN ao mesmo tempo em que diminuem os problemas com nós ocultos.</p>
<h3>Dicas</h3>
<ul>
<li>Se você acredita que uma rede sem fio apresenta uma performance muito baixa por conta de excesso de usuários conectados, por interferência eletromagnética ou colisões de pacotes, você pode diminuir o limite RTS até conseguir uma melhora na performance da rede.</li>
<li>Monitore a rede para verificar se ocorrem colisões. Caso haja muitas colisões, e se os usuários estiverem fisicamente distantes (vários metros), ative o mecanismo RTS/CTS.</li>
<li>Porém, se a rede estiver com baixa performance por outro motivo que não o dos nós ocultos, ativar o mecanismo RTS/CTS provavelmente irá diminuir ainda mais essa performance, pois está sendo adicionada mais uma etapa para a transmissão de dados na LAN.</li>
<li>O valor padrão recomendado para o limite RTS (RTS Threshold) é de cerca de 500. Valores mais baixos significam que os pacotes RTS são transmitidos com mais frequência, o que pode ser útil para melhorar a performance da rede quando ocorrem muitas colisões, sobrecarga de tráfego ou interferência eletromagnética. Porém maior latência pode ser introduzida na rede.</li>
<li>Sempre ajuste o RTS em pequenos valores, e teste para ver se obteve o efeito desejado.</li>
</ul>
<h3>Problemas com RTS/CTS</h3>
<p>O emprego do RTS/CTS pode acarretar um problema, denominado Problema do Nó Exposto, no qual uma estação wireless nas proximidades, porém conectada a um outro access point, escuta a transmissão de quadros RTS e CTS e para de transmitir quadros pelo tempo especificado no RTS &#8211; mesmo não fazendo parte da rede em questão.</p>
<p>Isso pode ocorrer quando ambas as redes em questão estão usando o mesmo canal de transmissão wireless, causando assim o que chamamos de Interferência Co-Canal (ou interferência de canal), que é uma forma de crosstalk.</p>
<div id="attachment_16872" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16872" class="wp-image-16872" title="Problema do nó exposto em redes wireless" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-exposto-rts-cts-wireless-1024x490.jpg" alt="Problema do nó exposto em redes wireless" width="800" height="383" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-exposto-rts-cts-wireless-1024x490.jpg 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-exposto-rts-cts-wireless-420x201.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-exposto-rts-cts-wireless-768x367.jpg 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/07/no-exposto-rts-cts-wireless.jpg 1114w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-16872" class="wp-caption-text">As estações A e B enxergam ambos os access points, pertencentes a duas redes distintas. Se em uma das redes forem enviados quadros RTS ou CTS, a estação da outra rede pode parar de transmitir.</p></div>
<h3>Ajuste relacionado</h3>
<p><em><strong>Fragmentation Threshold</strong></em>: Nível de Fragmentação, usado para especificar o tamanho máximo de um quadro de dados antes que ele deva ser fragmentado em múltiplo pacotes. O valor padrão do nível de fragmentação é de 2346 bytes. Estudaremos essa configuração em nosso próximo artigo.</p>
<h3>Referências</h3>
<ul>
<li>Coleman, D. D.; Westcott, D. A. <em><strong>CWNA Study Guide</strong></em>. Ed. Wiley, 2006</li>
<li>Akin, D.; Nicholas, R. <em><strong>CWNA Self Study Guide</strong></em>. Ed. McGraw-Hill Publishing, 2003</li>
<li>Labiod, H.; Afifi, H.; De Santis, C. <em><strong>Wi-Fi<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, Bluetooth<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, ZigBee<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> and WiMax<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</strong></em> Ed. Springer. 1ª Edição. 2007</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Introdução ao Cabeamento Estruturado de Redes</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/introducao-ao-cabeamento-estruturado-de-redes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 13:45:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Cabeamento Estruturado]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cabeamento Estruturado de Redes Um sistema de Cabeamento estruturado é o conjunto que envolve componentes e arquitetura para cabeamento de dados para comunicações, regido por normas e padrões específicos, e adotado de forma voluntária pelos fabricantes de equipamentos e empresas. É um sistema que deve possibilitar mudanças, manutenções e implementações, de forma rápida, segura, controlada e planejada em redes. Deve seguir requisitos mínimos relacionados a distâncias, arquitetura de interligação, padrões de pinagem e transmissão e interconectividade. Também deve permitir o tráfego de qualquer tipo de sinal elétrico para telecomunicações, como áudio, vídeo, redes de dados, telefonia, sensores e alarmes, controles de segurança e ambientais. Desta forma, podemos construir uma infraestrutura de cabeamento de telecomunicações (telefonia e dados) que consista em elementos padronizados, ou seja, o que chamamos de rede estruturada de dados. Podemos dizer portanto que o cabeamento estruturado é uma infraestrutura de cabeamento bem-organizada. Rack e cabos em um sistema de cabeamento estruturado Um sistema de cabeamento estruturado é instalado em sistemas de piso ou sistema aéreos de canaletas e dutos (aparente ou embutidos). Vantagens do Cabeamento Estruturado Uma infraestrutura de cabeamento estruturada bem planejada e instalada fornece uma série de benefícios, tais como: Performance melhorada e previsível Simplifica a [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/introducao-ao-cabeamento-estruturado-de-redes/">Introdução ao Cabeamento Estruturado de Redes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Cabeamento Estruturado de Redes</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um sistema de <em><strong>Cabeamento estruturado</strong></em> é o conjunto que envolve componentes e arquitetura para cabeamento de dados para comunicações, regido por normas e padrões específicos, e adotado de forma voluntária pelos fabricantes de equipamentos e empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um sistema que deve possibilitar mudanças, manutenções e implementações, de forma rápida, segura, controlada e planejada em redes. Deve seguir requisitos mínimos relacionados a distâncias, arquitetura de interligação, padrões de pinagem e transmissão e interconectividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também deve permitir o tráfego de qualquer tipo de sinal elétrico para telecomunicações, como áudio, vídeo, redes de dados, telefonia, sensores e alarmes, controles de segurança e ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, podemos construir uma infraestrutura de cabeamento de telecomunicações (telefonia e dados) que consista em elementos padronizados, ou seja, o que chamamos de <em><strong>rede estruturada de dados</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos dizer portanto que o cabeamento estruturado é uma infraestrutura de cabeamento <em>bem-organizada</em>.</span></p>
<div id="attachment_16543" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16543" class="wp-image-16543 size-full" title="Rack e cabos em um sistema de cabeamento estruturado de redes" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rack-cabeamento-estruturado.jpg" alt="Rack e cabos em um sistema de cabeamento estruturado de redes" width="512" height="460" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rack-cabeamento-estruturado.jpg 512w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rack-cabeamento-estruturado-420x377.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><p id="caption-attachment-16543" class="wp-caption-text">Rack e cabos em um sistema de cabeamento estruturado</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um sistema de cabeamento estruturado é instalado em sistemas de piso ou sistema aéreos de canaletas e dutos (aparente ou embutidos).</span></p>
<h3>Vantagens do Cabeamento Estruturado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma infraestrutura de cabeamento estruturada bem planejada e instalada fornece uma série de benefícios, tais como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Performance melhorada e previsível</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Simplifica a instalação e a manutenção da infraestrutura de comunicações, principalmente quando a quantidade de equipamentos for grande</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Flexibilidade para acomodar alterações de layout, quantidade e tipo de dispositivos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Fornece redundância de caminhos de comunicação</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Permite que sejam usados equipamentos de diferentes fabricantes com total interoperabilidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Aumento da disponibilidade da rede e elementos associados &#8211; como o Data Center.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Diminui o tempo necessário para encontrar problemas de conectividade.</span></li>
</ul>
<p>Entre outros.</p>
<h3>Breve Histórico do Cabeamento Estruturado</h3>
<p>Alguns dos eventos-chave na história do cabeamento estruturado de redes estão descritos a seguir:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">No início, os sistemas de rede eram fechados</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em julho 1991, a EIA desenvolveu a norma TIA/EIA 568</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Normas complementares foram criadas posteriormente: 569 / 606 / 607</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em 1995 a norma 568 foi atualizada para TIA/EIA 568-A</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">2001: publicada a norma TIA/EIA 568-B (B.1, B.2, B.3)</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">2009: publicada a norma ANSI/TIA 568-C </span><span style="font-weight: 400;">(C.0, C.1, C.2, C.3, C.4)</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">2015: publicada a norma ANSI/TIA 568-D</span></li>
<li style="font-weight: 400;">No Brasil: ABNT NBR 14565:2000, atualizada para 14565:2007 e posteriormente, 14565:2019</li>
</ul>
<h3>Subsistemas do Cabeamento Estruturado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um sistema de cabeamento estruturado completo é composto por seis subsistemas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Entrada de Facilidades</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Sala de Equipamentos</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cabeamento Backbone (vertical)</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cabeamento Horizontal</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Sala(s) de Telecomunicações</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Área de Trabalho</span></li>
</ul>
<div id="attachment_16537" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16537" class="wp-image-16537" title="Subsistemas de um sistema de cabeamento estruturado" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cabeamento-Estruturado-Arquitetura.png" alt="Subsistemas de um sistema de cabeamento estruturado" width="800" height="500" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cabeamento-Estruturado-Arquitetura.png 960w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cabeamento-Estruturado-Arquitetura-420x263.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cabeamento-Estruturado-Arquitetura-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-16537" class="wp-caption-text">Subsistemas de um sistema de Cabeamento Estruturado</p></div>
<p>A seguir temos uma breve descrição de cada um desses subsistemas de cabeamento.</p>
<h4>Entrada de Facilidades (Entrance Facility)</h4>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Espaço reservado para receber os cabos de entrada das operadoras de serviço (telefonia, TV a cabo, etc.) e outros serviços externos, onde estes serão conectados à rede interna.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Inclui hardware de conexão e equipamentos de proteção</span></li>
</ul>
<h4>Sala de Equipamentos (Equipment Room)</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Espaço dentro do edifício que acomoda terminações e equipamentos de Telecomunicações. É onde são feitas as conexões entre os cabeamentos que vão para a Sala de Telecomunicações.</span></li>
<li>Geralmente abriga equipamentos como switches core, roteadores, servidores, DVR e hardware de conexão.</li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Inclui Main, Intermediate e Horizontal Cross-Connects</span></li>
</ul>
<h4>Cabeamento Vertical (Backbone / Vertical Cabling)</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Interliga as Salas de Telecomunicações instaladas nos andares de um edifício comercial, ou vários edifícios a uma Sala de Equipamentos</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Também chamado de Cabeamento Primário.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Pode empregar cabeamento metálico de par trançado ou fibra óptica.</span></li>
</ul>
<h4>Sala de Telecomunicações (Telecommunications Room)</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Espaço reservado que contém o ponto de transição entre o cabeamento vertical e o cabeamento horizontal, podendo abrigar equipamentos ativos como <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-o-que-e-um-switch/">switches</a> e também equipamentos passivos patch panels.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Pode ser um Armário de Telecomunicações em vez de uma sala, dependendo do tamanho da estrutura.</span></li>
</ul>
<h4>Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling)</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Também conhecido como Cabeamento Secundário, é responsável pela interligação entre a Área de Trabalho e a Sala de Telecomunicações ou Armário de Telecomunicações em um mesmo andar.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Pode incluir cabos metálicos de par trançado e também fibra óptica.</span></li>
</ul>
<h4>Área de Trabalho (Work Area)</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Área interna que possui pontos de telecomunicação e energia elétrica para a conexão dos equipamentos dos usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cada área de trabalho deve possuir duas tomadas de conexão (telecomunicações).</span></li>
</ul>
<h3>Elementos constituintes de um sistema de Cabeamento Estruturado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um sistema de cabeamento estruturado é constituído de um conjunto de elementos que podem incluir, entre outros:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cabos metálicos e de </span><span style="font-weight: 400;">fibra óptica</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Patch Panels e hardware de conexão</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Dutos, Canaletas, Trilhos</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Painéis e Tomadas</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Racks de piso e de parede</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Patch Cords</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Conectores RJ-45 e outros</span></li>
</ul>
<h3>Tipos de Cabos empregados</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais tipos de cabos empregados em sistemas de cabling são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Par trançado de cobre cat. 5e / 6 / 6A</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Fibras Ópticas Monomodo e Multimodo</span></li>
</ul>
<p>Para aplicações especiais também podem ser empregados cabos como Coaxial ou de Telefonia.</p>
<h3>Normatização</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversos órgãos e comitês específicos tratam da normatização das características e performance na transmissão dos sinais, tecnologias e técnicas de instalação e manutenção. Listamos alguns deles a seguir.</span></p>
<h4>Órgãos Padronizadores</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">ISO</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">ANSI</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">ITU-T (antigo CCITT)</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">EIA</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">TIA</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">CEI</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">ABNT</span></li>
</ul>
<h3>Normas de Cabeamento Esturturado</h3>
<p>Os órgão apresentados anteriormente são responsáveis por criar, manter e atualizar as normas de cabeamento estruturado. Algumas das principais normas estão presentes na lista a seguir:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">TIA/EIA-568-A</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">TIA/EIA-568-B</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">ANSI/TIA-568-C</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">ANSI/TIA-568-D</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">EIA/TIA-569-B</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">EIA/TIA-606</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">EIA/TIA-607</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">TIA-942</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">NBR-14565 (2000, 2007, 2019)</span></li>
</ul>
<p>Vamos estudar essas normas com detalhes nos próximos artigos e tutoriais sobre cabeamento estruturado de redes.</p>
<h3>Referências</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Meyers, M. </span><b><i>CompTIA Network+ All-In-One Exam Guide</i></b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">6ª Ed, 2015. McGraw-Hill Education. </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Woodward, B. </span><b><i>Cabling: The Complete Guide to Copper and Fiber-Optic Networking</i></b><span style="font-weight: 400;">. 5ª Ed, 2014. Editora Sybex. </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Barnett, D.; Groth, D.; McBee, J. </span><b><i>Cabling: The Complete Guide to Network Wiring</i></b><span style="font-weight: 400;">. 3ª Ed, 2004. Editora Sybex. </span></li>
<li style="font-weight: 400;">Tanenbaum, A.; Wetherall, D. <b><i>Computer Networks</i></b>. 5ª Ed. Prentice Hall, 2011</li>
</ul>
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<ul>
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			</item>
		<item>
		<title>12 diferenças entre os protocolos TCP e UDP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2020 13:25:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolos]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>12 diferenças entre os protocolos TCP e UDP A camada de transporte da pilha TCP/IP, intermediária entre as camadas de Aplicação e Internet, é responsável por funções de comunicação entre processos de computadores diferentes. Desta forma, as aplicações podem enviar e receber dados entre si. Na pilha TCP/IP, os dois principais protocolos da camada de transporte são o protocolo TCP (Transmission Control Protocol)  e o protocolo UDP (User Datagram Protocol). Vamos neste artigo mostrar as diferenças (e semelhanças) entre esses dois protocolos, para que seja possível saber quando se deve utilizar um ou o outro. Qual a diferença entre os protocolos TCP e UDP? Vamos resumir na tabela a seguir as diferenças entre as características e funcionalidades dos protocolos UDP e TCP: Característica TCP UDP Significado Transmission Control Protocol User Datagram Protocol Camada TCP/IP Transporte Transporte Conexão Orientado a conexão &#8211; Os dispositivos envolvidos precisam estabelecer uma conexão antes de transmitir dados (com handshake) Não orientado a conexão &#8211; Os dispositivos envolvidos não precisam estabelecer uma conexão antes de transmitir dados (sem handshake) Aplicação Para aplicações que requeiram alta confiabilidade, com tempo de transmissão não muito crítico, como envio de e-mails e download de arquivos Para aplicações que necessitem de [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>12 diferenças entre os protocolos TCP e UDP</h2>
<p>A <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-camada-de-transporte-da-pilha-tcpip/">camada de transporte da pilha TCP/IP</a>, intermediária entre as camadas de Aplicação e Internet, é responsável por funções de comunicação entre processos de computadores diferentes. Desta forma, as aplicações podem enviar e receber dados entre si.</p>
<p>Na pilha TCP/IP, os dois principais protocolos da camada de transporte são o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-protocolo-tcp-transmission-control-protocol/">protocolo TCP (Transmission Control Protocol)</a>  e o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-protocolo-udp-user-datagram-protocol/">protocolo UDP (User Datagram Protocol)</a>. Vamos neste artigo mostrar as diferenças (e semelhanças) entre esses dois protocolos, para que seja possível saber quando se deve utilizar um ou o outro.</p>
<h3>Qual a diferença entre os protocolos TCP e UDP?</h3>
<p>Vamos resumir na tabela a seguir as diferenças entre as características e funcionalidades dos protocolos UDP e TCP:</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%; height: 46px;" border="1">
<thead>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 33.3333%; text-align: center; height: 23px;"><strong>Característica</strong></td>
<td style="width: 33.3333%; text-align: center; height: 23px;"><strong>TCP</strong></td>
<td style="width: 33.3333%; text-align: center; height: 23px;"><strong>UDP</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr style="height: 23px;">
<td style="width: 33.3333%; height: 23px;">Significado</td>
<td style="width: 33.3333%; height: 23px;">Transmission Control Protocol</td>
<td style="width: 33.3333%; height: 23px;">User Datagram Protocol</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Camada TCP/IP</td>
<td style="width: 33.3333%;">Transporte</td>
<td style="width: 33.3333%;">Transporte</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Conexão</td>
<td style="width: 33.3333%;">Orientado a conexão &#8211; Os dispositivos envolvidos precisam estabelecer uma conexão antes de transmitir dados (com handshake)</td>
<td style="width: 33.3333%;">Não orientado a conexão &#8211; Os dispositivos envolvidos não precisam estabelecer uma conexão antes de transmitir dados (sem handshake)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Aplicação</td>
<td style="width: 33.3333%;">Para aplicações que requeiram alta confiabilidade, com tempo de transmissão não muito crítico, como envio de e-mails e download de arquivos</td>
<td style="width: 33.3333%;">Para aplicações que necessitem de transmissão de dados rápida e eficiente, como streaming de vídeo e jogos online</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Ordenação de dados</td>
<td style="width: 33.3333%;">Os pacotes de dados são organizados em uma ordem especificada</td>
<td style="width: 33.3333%;">Não há ordem específica para os pacotes de dados. Se for necessária, a ordem deve ser gerenciada pela camada de aplicação</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Confiabilidade</td>
<td style="width: 33.3333%;">Confiável, pois garante a entrega dos dados ao destino</td>
<td style="width: 33.3333%;">Não confiável, pois a entrega de dados ao destino não pode ser garantida</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Verificação de Erros</td>
<td style="width: 33.3333%;">Possui mecanismos de verificação de erros sofisticados e recuperação de erros</td>
<td style="width: 33.3333%;">Mecanismo de verificação de erros básico, com checksum apenas, sem recuperação de erros</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Velocidade</td>
<td style="width: 33.3333%;">Mais lento que o UDP</td>
<td style="width: 33.3333%;">Mais rápido que o TCP, mais simples e eficiente</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Retransmissão de pacotes</td>
<td style="width: 33.3333%;">Pacotes perdidos podem ser retransmitidos</td>
<td style="width: 33.3333%;">Pacotes perdidos não são retransmitidos</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Tamanho do cabeçalho</td>
<td style="width: 33.3333%;">Cabeçalho de tamanho variável, de 20 a 80 bytes (padrão 20)</td>
<td style="width: 33.3333%;">Cabeçalho de tamanho fixo: 8 bytes</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Suporta broadcasting?</td>
<td style="width: 33.3333%;">Não suporta broadcasting de dados</td>
<td style="width: 33.3333%;">Suporta broadcasting de dados</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Protocolos que o empregam</td>
<td style="width: 33.3333%;">O TCP é usado por protocolos como HTTP, FTP, SMTP, HTTPS</td>
<td style="width: 33.3333%;">O UDP é usado pelos protocolos DNS, DHCP, SNMP, RIP, TFTP</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Controle de Fluxo</td>
<td style="width: 33.3333%;">Realiza controle de fluxo</td>
<td style="width: 33.3333%;">Não realiza controle de fluxo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Comparação dos campos dos cabeçalhos dos protocolos TCP e UDP</h3>
<p><strong>Campos do cabeçalho TCP:</strong><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-16207" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cabecalho-tcp-campos-boson.jpg" alt="Campos do cabeçalho TCP" width="856" height="598" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cabecalho-tcp-campos-boson.jpg 856w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cabecalho-tcp-campos-boson-420x293.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cabecalho-tcp-campos-boson-768x537.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 856px) 100vw, 856px" />Como podemos ver na ilustração, o cabeçalho do protocolo TCP é composto de doze campos, a saber:</p>
<ul>
<li>Número de Porta de Origem</li>
<li>Número de Porta de Destino</li>
<li>Número de Sequência</li>
<li>Número de Confirmação</li>
<li>Comprimento do Cabeçalho</li>
<li>Reservado</li>
<li>Flags ECN</li>
<li>Bits de Controle</li>
<li>Tamanho da Janela</li>
<li>Checksum</li>
<li>Ponteiro de Urgente</li>
<li>Opções</li>
</ul>
<p><strong>Campos do cabeçalho UDP:</strong><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-16208" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/campos-cabecalho-protocolo-UDP-boson.png" alt="Campos do cabeçalho UDP" width="862" height="322" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/campos-cabecalho-protocolo-UDP-boson.png 862w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/campos-cabecalho-protocolo-UDP-boson-420x157.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2020/01/campos-cabecalho-protocolo-UDP-boson-768x287.png 768w" sizes="auto, (max-width: 862px) 100vw, 862px" />Já o cabeçalho do protocolo UDP é composto de apenas quatro campos, que são os seguintes:</p>
<ul>
<li>Número de Porta de Origem</li>
<li>Número de Porta de Destino</li>
<li>Comprimento</li>
<li>Checksum</li>
</ul>
<h3>Saiba Mais</h3>
<p>Para saber mais sobre os protocolos TCP e UDP leia também:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-camada-de-transporte-da-pilha-tcpip/">Camada de Transporte da pilha TCP/IP</a></li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-protocolo-udp-user-datagram-protocol/">O que é o protocolo UDP</a></li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-protocolo-tcp-transmission-control-protocol/">O que é o protocolo TCP</a></li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-protocolo-tcp-controle-de-fluxo/">Controle de Fluxo e Controle de Erros do Protocolo TCP</a></li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/curso-de-redes-protocolo-tcp-handshake-de-tres-vias/">O Handshake de Três Vias no Protocolo TCP</a></li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/quiz-basico-de-protocolo-tcpip/">Quiz Básico de Protocolo TCP/IP</a></li>
</ul>
<h3>Referências</h3>
<ul>
<li>Stevens, R. <em><strong>TCP/IP Illustrated, Volume 1</strong></em>. Ed. Addison Wesley, 2000</li>
<li>Siyan, K. S.; Parker, T. <em><strong>TCP/IP Unleashed</strong></em>. Ed. SAMS Publishing, 2002</li>
<li>Forouzan, B. A. <em><strong>TCP/IP Protocol Suite</strong></em>. 4º edição. Ed. McGraw-Hill, 2010</li>
<li>Murhammer; Atakan; Bretz; Pugh; Suzuki; Wood. <em><strong>TCP/IP Tutorial e Técnico &#8211; IBM Books</strong></em>. Makron Books.</li>
</ul>
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<ul>
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</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Qual a diferença entre LAN, MAN e WAN em Redes de Dados?</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/qual-a-diferenca-entre-lan-man-e-wan-em-redes-de-dados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 17:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes de Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diferença entre LAN, MAN e WAN As siglas LAN, MAN&#160; WAN (e outras) se referem ao que chamamos de Escopo de Redes. Um Escopo, basicamente, é uma classificação que permite determinar o alcance geográfico de uma rede de dados &#8211; por exemplo, se a rede inclui apenas máquinas próximas fisicamente entre si ou equipamentos localizados em locais distantes, como outros países ou até mesmo continentes. Além da principal diferença entre esses tipos de redes, que é seu alcance geográfico, também existem algumas diferenças relativas aos equipamentos empregados na construção das redes, além de parâmetros como velocidade de transmissão de dados e meios de transmissão empregados em cada escopo. Vejamos o que é cada um desses escopos. LAN Local Area Network, ou Rede de Área Local, ou ainda simplesmente Rede Local, geralmente está localizada em um edifício, escritório, campus ou até mesmo em sua residência. Possui conectividade em alta velocidade e sua característica principal é ser uma rede privativa, ou seja, alguém (pessoa ou organização) controla essa rede e o acesso a ela, em uma área geográfica limitada. Principais tecnologias para redes LAN: Ethernet IEEE 802.11 (WLAN – rede wireless local) É um dos escopos de redes mais populares e comuns. [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Diferença entre LAN, MAN e WAN</h2>
<p>As siglas LAN, MAN&nbsp; WAN (e outras) se referem ao que chamamos de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/escopos-de-redes-curso-de-redes-de-computadores/" target="_blank" rel="noopener">Escopo de Redes</a>. Um Escopo, basicamente, é uma classificação que permite determinar o alcance geográfico de uma rede de dados &#8211; por exemplo, se a rede inclui apenas máquinas próximas fisicamente entre si ou equipamentos localizados em locais distantes, como outros países ou até mesmo continentes.</p>
<p>Além da principal diferença entre esses tipos de redes, que é seu alcance geográfico, também existem algumas diferenças relativas aos equipamentos empregados na construção das redes, além de parâmetros como velocidade de transmissão de dados e meios de transmissão empregados em cada escopo.</p>
<p>Vejamos o que é cada um desses escopos.</p>
<h3>LAN</h3>
<p>Local Area Network, ou Rede de Área Local, ou ainda simplesmente Rede Local, geralmente está localizada em um edifício, escritório, campus ou até mesmo em sua residência.<br />
Possui conectividade em alta velocidade e sua característica principal é ser uma rede privativa, ou seja, alguém (pessoa ou organização) controla essa rede e o acesso a ela, em uma área geográfica limitada.</p>
<p>Principais tecnologias para redes LAN:</p>
<ul>
<li>Ethernet</li>
<li>IEEE 802.11 (WLAN – rede wireless local)</li>
</ul>
<p>É um dos escopos de redes mais populares e comuns.</p>
<div id="attachment_15490" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15490" class="wp-image-15490" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-lan.png" alt="Rede Local LAN" width="400" height="298" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-lan.png 626w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-lan-420x313.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-lan-174x131.png 174w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-lan-300x225.png 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-15490" class="wp-caption-text">Rede LAN</p></div>
<h3>MAN</h3>
<p>Metropolitan Area Network, ou Rede de Área Metropolitana, é um escopo de rede intermediário entre uma LAN e uma WAN.<br />
Trata-se de uma rede localizada em uma área geográfica confinada e bem definida, de tamanho médio, como por exemplo em um município ou região metropolitana.</p>
<p>Também existem redes MAN Wireless (sem fio), com no caso das redes WiMAX.</p>
<div id="attachment_15491" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15491" class="wp-image-15491" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-man.png" alt="Rede Metropolitana (MAN)" width="400" height="329" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-man.png 534w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-man-420x345.png 420w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-15491" class="wp-caption-text">Rede MAN</p></div>
<h3>WAN</h3>
<p>Wide Area Network, ou Rede de Área Ampla. Em uma WAN a comunicação se dá em uma distância relativamente (ou muito) longa.<br />
Geralmente podemos usar uma WAN para conectar uma LAN em um local a outra LAN em um local remoto, que pode estar localizada em um prédio vizinho ou do outro lado do planeta.</p>
<div id="attachment_15492" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15492" class="wp-image-15492" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-wan.png" alt="Rede WAN" width="400" height="269" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-wan.png 667w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/rede-wan-420x282.png 420w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-15492" class="wp-caption-text">Rede WAN</p></div>
<p>A tabela a seguir traz um resumo comparativo entre os três escopos apresentados:</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 96.8809%; height: 410px;" border="1">
<thead>
<tr>
<td style="width: 22.4504%; text-align: center;"><strong>Especificação</strong></td>
<td style="width: 24.8018%; text-align: center;"><strong>LAN</strong></td>
<td style="width: 25.8306%; text-align: center;"><strong>MAN</strong></td>
<td style="width: 26.9172%; text-align: center;"><strong>WAN</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Significado da Sigla</td>
<td style="width: 24.8018%;">Local Area Network</td>
<td style="width: 25.8306%;">Metropolitan Area Network</td>
<td style="width: 26.9172%;">Wide Area Network</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">O que conecta</td>
<td style="width: 24.8018%;">Computadores, impressoras e outros dispositivos em redes domésticas e corporativas (Escolas, Empresas, Redes Domésticas, etc)</td>
<td style="width: 25.8306%;">Interconecta redes em uma cidade ou município</td>
<td style="width: 26.9172%;">Conecta redes geograficamente separadas, em longa distância.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Meios de Transmissão</td>
<td style="width: 24.8018%;">Cabos de Par Trançado UTP e rede sem fio Wi-Fi predominam</td>
<td style="width: 25.8306%;">Cabos coaxiais, tecnologias de comunicação wireless (redes celulares / WiMAX) e fibras ópticas</td>
<td style="width: 26.9172%;">Fibras ópticas e comunicação via satélite</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Área de Cobertura</td>
<td style="width: 24.8018%;">Limitada a algo entre centenas de metros e poucos kilometros</td>
<td style="width: 25.8306%;">No geral, pode atingir até cerca de 100 km</td>
<td style="width: 26.9172%;">Países, continentes ou o mundo todo.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Projeto e Manutenção</td>
<td style="width: 24.8018%;">Fácil</td>
<td style="width: 25.8306%;">Difícil</td>
<td style="width: 26.9172%;">Difícil</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Taxa de Transferência de Dados</td>
<td style="width: 24.8018%;">Alta</td>
<td style="width: 25.8306%;">Baixa</td>
<td style="width: 26.9172%;">Baixa</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Quantidade de Usuários</td>
<td style="width: 24.8018%;">Baixa</td>
<td style="width: 25.8306%;">Média / Alta</td>
<td style="width: 26.9172%;">Alta / Muito Alta</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.4504%;">Custo de Manutenção</td>
<td style="width: 24.8018%;">Baixo</td>
<td style="width: 25.8306%;">Alto</td>
<td style="width: 26.9172%;">Muito Alto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além dos escopos citados anteriormente, existem outras classificações de redes, menos comuns, como os escopos:</p>
<ul>
<li>PAN(Personal Area Network)</li>
<li>CAN (Campus Area Network)</li>
<li>GAN (Global Area Network)</li>
<li>HAN (Home Area Network)</li>
<li>SAN (Storage Area Network)</li>
</ul>
<p>Estudaremos esses tipos de redes com mais detalhes em outro tutorial.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-computadores/qual-a-diferenca-entre-lan-man-e-wan-em-redes-de-dados/">Qual a diferença entre LAN, MAN e WAN em Redes de Dados?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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