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	<title>Arquivo para Segurança - Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</title>
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	<description>Artigos e Tutoriais sobre Desenvolvimento de Software, Bancos de Dados SQL, Linux, Lógica de Programação, Inteligência Artificial, Hardware, Eletrônica, Arduino, Técnicas e Teorias de Estudo e Aprendizagem, Carreira em TI, Ciências Cognitivas, e muito mais!</description>
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		<title>O que é Bluetooth</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 14:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes Wireless]]></category>
		<category><![CDATA[Bluetooth]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Wireless]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é Bluetooth Seja para ouvir músicas, conectar seus fones de ouvido, transferir arquivos ou controlar dispositivos a distância, a tecnologia Bluetooth está presente em inúmeros dispositivos que usamos diariamente. Mas você sabe como essa tecnologia funciona? Quais são as vantagens e desvantagens de usarmos Bluetooth? É seguro? É disso que trataremos neste artigo. Bluetooth: Definição Bluetooth é um padrão de comunicação por radiofrequência (comunicações sem fio / redes wireless) criado como alternativa às conexões físicas de curto alcance (como cabos USB ou seriais) entre dispositivos variados como computadores, periféricos, celulares, fones, caixas de som, teclados, etc., usado para trocar dados entre dispositivos a curtas distâncias, geralmente até 10 metros (mas podendo chegar a 100 metros com versões mais potentes). Ele opera na faixa de ondas de rádio UHF nas bandas ISM (Industrial, Scientific and Medical), de 2,402 GHz a 2,48 GHz., a mesma usada por redes Wi-Fi e fornos de micro-ondas, mas com um esquema próprio chamado salto de frequência (frequency hopping) que evita interferência com essas redes.. Logotipo do Bluetooth Em sua essência, trata-se é uma tecnologia que utiliza transmissão sem fio de curto alcance para criar uma conexão wireless entre diferentes aparelhos eletrônicos. Tecnicamente, o Bluetooth [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>O que é Bluetooth</h1>
<p>Seja para ouvir músicas, conectar seus fones de ouvido, transferir arquivos ou controlar dispositivos a distância, a tecnologia Bluetooth está presente em inúmeros dispositivos que usamos diariamente. Mas você sabe como essa tecnologia funciona? Quais são as vantagens e desvantagens de usarmos Bluetooth? É seguro?</p>
<p>É disso que trataremos neste artigo.</p>
<h2><strong>Bluetooth: Definição</strong></h2>
<p>Bluetooth é um padrão de comunicação por <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/ondas-eletromagneticas/">radiofrequência</a> (comunicações sem fio / <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/redes-wireless/qual-a-diferenca-entre-wireless-wi-fi-wimax-e-wlan/">redes wireless</a>) criado como alternativa às conexões físicas de curto alcance (como cabos USB ou seriais) entre dispositivos variados como computadores, periféricos, celulares, fones, caixas de som, teclados, etc., usado para trocar dados entre dispositivos a curtas distâncias, geralmente até 10 metros (mas podendo chegar a 100 metros com versões mais potentes).</p>
<p>Ele opera na faixa de ondas de rádio UHF nas bandas ISM (Industrial, Scientific and Medical), de 2,402 GHz a 2,48 GHz., a mesma usada por <a href="https://www.wi-fi.org/" target="_blank" rel="noopener">redes Wi-Fi</a> e fornos de micro-ondas, mas com um esquema próprio chamado salto de frequência (<em>frequency hopping</em>) que evita interferência com essas redes..</p>
<div id="attachment_20820" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20820" class="wp-image-20820 size-full" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bluetooth-logo.jpg" alt="Logotipo do Bluetooth" width="244" height="320" /><p id="caption-attachment-20820" class="wp-caption-text">Logotipo do Bluetooth</p></div>
<p>Em sua essência, trata-se é uma tecnologia que utiliza transmissão sem fio de curto alcance para criar uma conexão wireless entre diferentes aparelhos eletrônicos. Tecnicamente, o Bluetooth funciona transmitindo e recebendo ondas de rádio em uma frequência específica. Para que essa comunicação seja bem-sucedida, os dispositivos envolvidos precisam seguir um conjunto de regras e padrões, chamados <em>protocolos</em>.</p>
<p>É como se eles tivessem uma espécie de &#8216;acordo&#8217; sobre como a informação deve ser enviada e interpretada.</p>
<p>O Bluetooth foi padronizado pelo IEEE como padrão 802.15.1, mas não é mais mantido por essa organização; a tecnologia é atualmente gerenciada pelo SIG &#8211; Bluetooth Special Interest Group, grupo que possui mais de 35000 empresas associadas das áreas de tecnologia.</p>
<p>Website oficial da tecnologia: https://www.bluetooth.com/</p>
<h2>Origem do nome</h2>
<p>O nome &#8220;Bluetooth&#8221; tem uma origem curiosa e nada tecnológica a princípio.</p>
<p>Ele foi inspirado em um rei viking dinamarquês do século X chamado Harald &#8220;Bluetooth&#8221; Gormsson, ou Haroldo I da Dinamarca (911 &#8211; 985 d.C). O rei recebeu esse apelido por causa de um dente escurecido ou &#8220;azul&#8221;.</p>
<p>Mas por que um nome de rei viking para uma tecnologia de comunicação sem fio? Acontece que, durante a criação do padrão de comunicação sem fio, havia várias empresas trabalhando em tecnologias concorrentes. Em 1997, um engenheiro da Intel, Jim Kardach, estava em uma conversa informal com um colega da Ericsson, Sven Mattisson, sobre um nome provisório para o projeto.</p>
<p>Kardach estava lendo o romance histórico sobre vikings <em>A History of the Vikings</em>, de Gwyn Jones, que mencionava o Rei Harald Bluetooth, conhecido por sua habilidade de unir tribos dinamarquesas em um único reino. A analogia era que essa nova tecnologia sem fio também tinha o potencial de unificar diferentes protocolos de comunicação, como o faziam os diversos cabos para conectar dispositivos.</p>
<div id="attachment_20851" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20851" class="wp-image-20851 size-full" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/livro-a-history-of-the-vikings-gwyn-jones.jpg" alt="Livro &quot;A History of the Vikings&quot;, de Gwin Jones." width="294" height="451" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/livro-a-history-of-the-vikings-gwyn-jones.jpg 294w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/livro-a-history-of-the-vikings-gwyn-jones-274x420.jpg 274w" sizes="auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px" /><p id="caption-attachment-20851" class="wp-caption-text">Livro &#8220;A History of the Vikings&#8221;, de Gwin Jones.</p></div>
<p>&#8220;Bluetooth&#8221; era, portanto, um codinome temporário, com a expectativa de que um nome comercial mais definitivo seria escolhido antes do lançamento da tecnologia. No entanto, nenhuma alternativa conseguiu ser definida a tempo, e o nome &#8220;Bluetooth&#8221; acabou se consolidando e se tornando o nome oficial que conhecemos hoje.</p>
<p>O símbolo do Bluetooth é a união de duas runas (caracteres vikings) que remetem às iniciais de Harald Bluetooth (H: ᚼ e B: ᛒ).</p>
<h2>Emparelhamento</h2>
<p>O emparelhamento é o processo de criação de um vínculo seguro entre dois dispositivos que desejam se comunicar via Bluetooth. Ele estabelece a confiança mútua, trocando chaves criptográficas (ver mais adiante no artigo sobre criptografia) que permitem conexões futuras sem repetir o mesmo processo toda vez.</p>
<p>Os objetivos do emparelhamento são garantir que ninguém no meio da conexão possa espionar ou interferir, evitar conexões indesejadas (como por exemplo ataques do tipo <em data-start="1093" data-end="1106">Bluejacking</em> ou <em data-start="1110" data-end="1124">Bluesnarfing</em>), além de permitir que os dispositivos se reconheçam automaticamente no futuro, sem intervenção do usuário, o que simplifica o processo de conexão e comunicação entre eles.</p>
<p>Durante o emparelhamento ocorrem os seguintes processos, em sequência:</p>
<ul>
<li class="" data-start="345" data-end="465"><strong>Descoberta</strong>: um dispositivo (como um fone ou caixa de som) fica visível e o outro (como o celular) o encontra.</li>
<li class="" data-start="466" data-end="581"><strong>Negociação</strong>: ambos os dispositivos trocam informações de capacidade (versão do Bluetooth, perfis suportados).</li>
<li class="" data-start="582" data-end="690"><strong>Troca de chaves</strong>: um método de pareamento é usado para gerar e compartilhar uma chave de link (sem senha, com PIN, código, QR Code, etc.). O nível de segurança da conexão varia de acordo com o método empregado.</li>
<li class="" data-start="691" data-end="819"><strong>Armazenamento</strong>: a chave é guardada nos dois dispositivos. Nas próximas conexões, não será necessário emparelhar novamente.</li>
<li class="" data-start="820" data-end="920"><strong>Conexão segura</strong>: a chave é usada para autenticar e, se necessário, criptografar a comunicação.</li>
</ul>
<p>Também existe o processo de <strong><em>desemparelhament</em>o</strong>, ou <em><strong>despareamento</strong></em>, que consiste em romper o vínculo entre os dispositivos conectados (basicamente, desconectá-los). Para tal, é necessário remover o dispositivo emparelhado na lista do Bluetooth. Isso apaga a chave armazenada e o processo de emparelhamento precisará ser repetido se quisermos conectar novamente os dispositivos.</p>
<h2><strong>Principais características</strong></h2>
<p>Na tabela a seguir resumo as principais características técnicas do Bluetooth, incluindo sua faixa de frequência de operação, alcance e velocidade, consumo e outras mais genéricas:</p>
<table style="width: 83.9355%; height: 279px;">
<thead>
<tr style="height: 24px;">
<th style="height: 24px; width: 23.2036%;">Característica</th>
<th style="height: 24px; width: 149.102%;">Detalhes</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Faixa de operação</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">2,4 GHz (banda ISM — uso livre)</td>
</tr>
<tr style="height: 135px;">
<td style="height: 135px; width: 23.2036%;"><strong>Alcance</strong></td>
<td style="vertical-align: top; height: 135px; width: 149.102%;">
<p>Depende da classe:<br />
&#8211; Classe 1: Alcance de até 100 metros<br />
&#8211; Classe 2: Até 10 metros<br />
&#8211; Classe 3: Até 1 metro<br />
&#8211; Classe 4: Até 0,5 metro.</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Velocidade</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Varia com a versão (de 721 kbps até 2 Mbps ou mais)</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Topologia</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Redes <em>piconet</em> (um mestre e vários escravos) e <em>scatternet</em> (rede maior)</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Baixo consumo</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Ideal para dispositivos móveis e <em>wearables</em></td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px; width: 23.2036%;"><strong>Versões</strong></td>
<td style="height: 24px; width: 149.102%;">Vão da 1.0 até a atual 5.4 (Bluetooth LE Audio incluído)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Classes Bluetooth</h2>
<p>A eficácia da comunicação via Bluetooth, especialmente em termos de potência e alcance, é categorizada em diferentes classes.</p>
<p>Abaixo temos uma tabela com as classes de Bluetooth, suas potências máximas e alcances aproximados.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<th style="width: 11.6763%; text-align: center;"><strong>Classe Bluetooth</strong></th>
<th style="width: 17.6866%; text-align: center;"><strong>Potência máxima (mW)</strong></th>
<th style="width: 19.4242%; text-align: center;"><strong>Alcance da Transmissão (m)</strong></th>
<th style="width: 51.2129%; text-align: center;"><strong>Aplicações Típicas</strong></th>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 1</td>
<td style="width: 17.6866%;">100 mW (20 dBm)</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 100 metros</td>
<td style="width: 51.2129%;">Aplicações industriais, redes de longo alcance.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 2</td>
<td style="width: 17.6866%;">2,5 mW (4 dBm)</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 10 metros</td>
<td style="width: 51.2129%;">A maioria dos dispositivos de consumo, como smartphones, fones de ouvido e caixas de som.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 3</td>
<td style="width: 17.6866%;">1 mW (0 dBm)</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 1 metro</td>
<td style="width: 51.2129%;">Dispositivos de baixo consumo de energia, como sensores e alguns acessórios.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 11.6763%;">Classe 4</td>
<td style="width: 17.6866%;">0,5 mW</td>
<td style="width: 19.4242%;">Até 0,5 metro</td>
<td style="width: 51.2129%;">Aplicações que exigem proximidade extrema e baixo consumo; é menos comum.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O alcance listado na tabela acima é um valor aproximado em condições ideais. Obstáculos como paredes, interferências de outros dispositivos sem fio (que também operam na faixa de 2.4 GHz, como Wi-Fi e fornos de micro-ondas) e o design das antenas podem afetar significativamente o desempenho e a distância real de uma conexão Bluetooth.</p>
<p>Além disso, como era de se esperar, para que a conexão atinja o alcance máximo de uma determinada classe, ambos os dispositivos envolvidos na comunicação devem suportar a mesma classe de potência.</p>
<h2>Para que serve o Bluetooth? <strong>Aplicações comuns</strong></h2>
<p>Entre as principais aplicações da tecnologia temos as seguintes, todas bastante comuns:</p>
<ul>
<li>Áudio sem fio: fones de ouvido, caixas de som, viva-voz.</li>
<li>Periféricos: mouses, teclados, controles de videogame.</li>
<li>Transferência de arquivos: entre celulares, computadores, impressoras.</li>
<li>Automação e IoT: casas inteligentes, sensores, dispositivos médicos, controles remotos.</li>
<li>BLE (Bluetooth Low Energy): Esta variante é usada em pulseiras fitness, etiquetas de rastreamento, e outros dispositivos que priorizam<strong> eficiência energética.</strong></li>
</ul>
<p>Você provavelmente já usou uma ou mais delas no seu dia-a-dia, e talvez utilize algumas delas com bastante frequência.</p>
<div id="attachment_20841" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20841" class="wp-image-20841 size-full" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth.webp" alt="fones de ouvido Bluetooth" width="600" height="600" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth.webp 600w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth-420x420.webp 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2025/05/par-fones-ouvido-bluetooth-170x170.webp 170w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-20841" class="wp-caption-text">Par de fones de ouvido Bluetooth, tipo &#8220;earbuds&#8221;</p></div>
<h2><strong>Bluetooth x Wi-Fi</strong></h2>
<p>Ambos o Bluetooth e Wi-Fi compartilham a mesma faixa de frequência de operação, e são ambas tecnologias de comunicação wireless. Porém, elas tem aplicações bem distintas e seu funcionamento, como é de se esperar, também é diferente. </p>
<p>Na tabela a seguir temos um pequeno comparativo entre características selecionadas da tecnologia Bluetooth versus redes Wi-Fi comuns:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Bluetooth</th>
<th>Wi-Fi</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Uso típico</strong></td>
<td>Comunicação entre dois dispositivos</td>
<td>Acesso à internet / rede local</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alcance</strong></td>
<td>Curto</td>
<td>Médio a longo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Velocidade</strong></td>
<td>Mais lenta (até 2 Mbps no LE)</td>
<td>Muito mais rápida (100+ Mbps)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Consumo</strong></td>
<td>Muito baixo</td>
<td>Alto (em comparação)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><strong>Origem do nome &#8220;Bluetooth&#8221;</strong></h2>
<p>O nome &#8220;Bluetooth&#8221; vem de Harald &#8220;Bluetooth&#8221; Gormsson, ou ainda &#8220;Harald Dente Azul&#8221;, um rei viking do século X que unificou a Dinamarca e a Noruega. A tecnologia recebeu esse nome com a esperança de que ela unificasse os diversos protocolos de comunicação sem fio existentes na época.</p>
<h2>Os Perfis Bluetooth</h2>
<p>O Bluetooth utiliza diferentes &#8216;perfis&#8217; para realizar tarefas específicas. Alguns exemplos de perfis e suas funções estão listados a seguir:</p>
<ul>
<li>Perfil A2DP: Transmissão de áudio de alta qualidade (como em fones de ouvido e caixas de som).</li>
<li>Perfil OPP: Usado na transferência de arquivos entre dispositivos, como entre celulares.</li>
<li>Perfil HID: Empregado na conexão de periféricos como na conexão de teclados e mouses sem fio a um PC.</li>
</ul>
<p>Para cada tipo de tarefa, o Bluetooth utiliza um &#8216;perfil&#8217; específico. Podemos pensar neles como sendo diferentes &#8216;dialetos&#8217; dentro da mesma língua Bluetooth. Por exemplo, o perfil A2DP é otimizado para a transmissão de áudio, enquanto o perfil OPP facilita a troca de arquivos, e o HID permite conectar teclados e mouses sem fio, entre outros dispositivos em redes PAN.</p>
<h2>Evolução das Versões do Bluetooth</h2>
<p>Ao longo do tempo, o Bluetooth passou por diversas evoluções, cada uma trazendo melhorias significativas. A seguir temos um resumo da evolução das diversas versões da tecnologia que evoluíram ao longo do tempo, com foco nas principais melhorias e inovações técnicas de cada uma. A evolução pode ser dividida em duas linhas principais:</p>
<ul>
<li>Bluetooth Classic (voltado para áudio, transferência de dados e periféricos).</li>
<li>Bluetooth Low Energy (BLE), introduzido a partir da versão 4.0, com foco em consumo reduzido de energia.</li>
</ul>
<p>Vejamos agora a evolução do Bluetooth versão por versão, desde o lançamento da versão Bluetooth 1.0 em 1999.</p>
<h3><strong>Bluetooth 1.0 e 1.1 (1999–2001)</strong></h3>
<ul>
<li>Primeiras versões.</li>
<li>Velocidade: até 721 kbps.</li>
<li>Conexões instáveis, difícil interoperabilidade.</li>
<li>Muito limitado: apenas o começo.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 1.2 (2003)</strong></h3>
<ul>
<li>Introduziu Adaptive Frequency Hopping (AFH): evita interferência com Wi-Fi.</li>
<li>Conexão mais rápida (tempo de descoberta reduzido).</li>
<li>Ainda limitado a 721 kbps de taxa de dados.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 2.0 + EDR (2004)</strong></h3>
<ul>
<li>EDR = Enhanced Data Rate.</li>
<li>Velocidade aumentada para até 3 Mbps.</li>
<li>Menor consumo de energia por bit transmitido.</li>
<li>Tornou-se base para fones de ouvido sem fio mais estáveis.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 2.1 + EDR (2007)</strong></h3>
<ul>
<li>Secure Simple Pairing (SSP): pareamento mais fácil e seguro.</li>
<li>Melhoria na segurança da conexão.&lt;</li>
<li>Uso mais fácil com celulares e periféricos.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 3.0 + HS (High Speed) (2009)</strong></h3>
<ul>
<li>Usa Wi-Fi para transmissão rápida de arquivos, mantendo controle via Bluetooth.</li>
<li>Teoricamente até 24 Mbps, mas exigia hardware compatível.</li>
<li>Pouco adotado na prática por causa da complexidade.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 4.0 (2010)</strong> – <em>Marco importante</em></h3>
<ul>
<li>Introduz o Bluetooth Low Energy (BLE).</li>
<li>BLE = ultrabaixo consumo, ideal para sensores, relógios, pulseiras fitness.</li>
<li>Dois modos separados: Classic (para áudio) e BLE (para dados simples e esporádicos).</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 4.1 (2013)</strong></h3>
<ul>
<li>Melhor integração com LTE (evita interferência).</li>
<li>Dispositivos podem ser simultaneamente cliente e servidor (ex: um smartwatch pode receber dados do celular e enviar para outro sensor).</li>
<li>Re-conexão automática melhorada.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 4.2 (2014)</strong></h3>
<ul>
<li>Mais segurança (privacidade de endereço MAC).</li>
<li>Suporte a IPv6/6LoWPAN para IoT.</li>
<li>Transferência de dados BLE mais rápida (até 2,6x mais que 4.0).</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.0 (2016)</strong></h3>
<ul>
<li>Grande salto para BLE:
<ul>
<li>Velocidade: até 2 Mbps.</li>
<li>Alcance: até 4x maior.</li>
<li>Capacidade de broadcast: 8x mais dados em modo de transmissão sem conexão.</li>
</ul>
</li>
<li>Áudio ainda com a versão Classic.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.1 (2019)</strong></h3>
<ul>
<li>Direcionamento de localização (Angle of Arrival / Departure).</li>
<li>Melhor navegação indoor e rastreamento de objetos.</li>
<li>Aumenta precisão de localização em BLE (até cm).</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.2 (2020)</strong></h3>
<ul>
<li>Introduz o LE Audio com o novo codec LC3:
<ul>
<li>Melhor qualidade de som com menor bitrate.</li>
<li>Transmissão para vários dispositivos simultaneamente.</li>
<li>Suporte a assistência auditiva nativamente.</li>
</ul>
</li>
<li>Isochronous Channels: permite sincronização precisa de áudio via BLE.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.3 (2021)</strong></h3>
<ul>
<li>Otimizações de consumo.</li>
<li>Conexões mais estáveis.</li>
<li>Mais controle sobre permissões e notificações de conexão.</li>
</ul>
<h3><strong>Bluetooth 5.4 (2023)</strong></h3>
<ul>
<li>Introdução de Periodic Advertising with Responses (PAwR).</li>
<li>Foco em IoT em larga escala: etiquetas de supermercado, sensores industriais.</li>
<li>Expansão do suporte para Broadcast com baixa energia.</li>
</ul>
<h3><strong>Resumo das principais melhorias ao longo das versões</strong></h3>
<table style="width: 88.2209%;">
<thead>
<tr>
<th style="width: 22.7488%;">Versão</th>
<th style="width: 194.03%;">Destaques principais</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">1.0–1.2</td>
<td style="width: 194.03%;">Primeira geração, lenta, pouco confiável</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">2.0–2.1</td>
<td style="width: 194.03%;">Aumento da velocidade, mais fácil de parear</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">3.0</td>
<td style="width: 194.03%;">Transferência rápida via Wi-Fi (pouco usada)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">4.0</td>
<td style="width: 194.03%;">Introdução do BLE (baixo consumo)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">4.1–4.2</td>
<td style="width: 194.03%;">Melhorias em BLE, segurança e integração com IoT</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.0</td>
<td style="width: 194.03%;">BLE mais rápido e com maior alcance</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.1</td>
<td style="width: 194.03%;">Localização precisa</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.2</td>
<td style="width: 194.03%;">Áudio BLE com LE Audio e codec LC3</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 22.7488%;">5.3–5.4</td>
<td style="width: 194.03%;">Eficiência, estabilidade e foco em IoT de massa</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Bluetooth Low Energy (BLE)</h2>
<p>O Bluetooth Low Energy (BLE), ou Bluetooth de Baixa Energia, é uma versão do protocolo projetada para dispositivos que precisam operar por longos períodos com consumo muito baixo de bateria. É bastante utilizado em smartwatches, pulseiras fitness, sensores e outros dispositivos IoT (Internet das Coisas).</p>
<h2>Diferenças entre Bluetooth Classic e BLE</h2>
<p>Na tabela a seguir temos um comparativo que mostra as diferenças entre o Bluetooth Classic e Bluetooth Low Energy (BLE) — dois modos de funcionamento distintos dentro da especificação Bluetooth, cada um com propósitos e características técnicas diferentes.</p>
<p>Muitos dispositivos modernos suportam ambos os modos, alternando conforme necessário. Por exemplo, um smartwatch pode usar BLE para notificações, mas Bluetooth Classic para atender chamadas se tiver um alto-falante embutido.</p>
<h3>Tabela comparativa entre Bluetooth Classic e Bluetooth BLE</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th><strong>Bluetooth Classic</strong></th>
<th><strong>Bluetooth Low Energy (BLE)</strong></th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Objetivo</strong></td>
<td>Transmissão contínua de dados (áudio, arquivos)</td>
<td>Comunicação esporádica com consumo mínimo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Uso típico</strong></td>
<td>Fones de ouvido, caixas de som, teclados, carros</td>
<td>Pulseiras fitness, sensores IoT, balanças, rastreadores</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Consumo de energia</strong></td>
<td>Moderado a alto</td>
<td>Muito baixo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Velocidade de dados</strong></td>
<td>Até 3 Mbps (2.1 + EDR)</td>
<td>125 kbps a 2 Mbps (dependendo da versão)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Latência</strong></td>
<td>Baixa (estável e contínua)</td>
<td>Pode ser muito baixa, mas depende da aplicação</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Conexão contínua</strong></td>
<td>Sim – ideal para streaming</td>
<td>Opcional – conecta só quando precisa</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Parâmetros de conexão</strong></td>
<td>Mais lentos, conexões mantidas por mais tempo</td>
<td>Conexão e desligamento rápidos</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Topologia</strong></td>
<td>Um mestre, vários escravos (piconet)</td>
<td>Pode ser estrela, broadcast ou mesh</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Áudio</strong></td>
<td>Suporta (A2DP, HFP, etc.)</td>
<td>Não suportava — agora sim com LE Audio (5.2+)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Perfis suportados</strong></td>
<td>A2DP, AVRCP, HFP, SPP, etc.</td>
<td>GATT (Generic Attribute Profile)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Emparelhamento</strong></td>
<td>Clássico, com PIN ou SSP</td>
<td>Simples, mais seguro, criptografado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>Exemplos de aplicações do Bluetooth Clássico e BLE</strong></h3>
<h4><strong>Bluetooth Classic</strong></h4>
<ul>
<li>Ideal para uso contínuo e com fluxo de dados constante.</li>
<li>Ex: Um fone Bluetooth precisa de áudio contínuo, com pouca latência. Ele usa perfis como A2DP (para música) e HFP (para chamadas).</li>
<li>Também usado em transmissão de arquivos, modems Bluetooth, impressoras, etc.</li>
</ul>
<h4><strong>BLE (Bluetooth Low Energy)</strong></h4>
<ul>
<li>Ideal para transmissão ocasional de pequenos dados, com foco em eficiência energética.</li>
<li>Ex: Um sensor de batimentos cardíacos envia uma pequena leitura a cada segundo — não precisa ficar conectado o tempo todo.</li>
<li>BLE é a base de IoT, dispositivos médicos, rastreadores, beacons e agora também áudio com o Bluetooth LE Audio (5.2+).</li>
</ul>
<h3><strong>E o LE Audio?</strong></h3>
<p>Introduzido na versão 5.2 do protocolo, o LE Audio é a forma de transmitir áudio usando BLE. Essa técnica usa o codec LC3, que oferece melhor qualidade com menor bitrate, mais eficiência, e recurso de transmissão para múltiplos dispositivos simultaneamente. Até então, áudio via Bluetooth só era possível usando Bluetooth Classic com o perfil A2DP.</p>
<p>Com o Bluetooth LE Audio, passamos a ter, em teoria, áudio com qualidade superior e menor consumo de energia, agora usando BLE. Sendo assim, podemos dizer que o LE Audio é o futuro do áudio Bluetooth, substituindo gradualmente o padrão Classic.</p>
<h3><strong>Principais vantagens do LE Audio</strong></h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Recurso</th>
<th>Benefício prático</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Menor consumo de energia</strong></td>
<td>Aumenta a duração da bateria de fones, aparelhos auditivos, etc.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Qualidade superior</strong></td>
<td>Mesmo em baixas taxas de bits, a qualidade é melhor</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Transmissão para vários dispositivos</strong></td>
<td>Um único smartphone pode enviar áudio para vários fones ao mesmo tempo</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Áudio compartilhado (broadcast)</strong></td>
<td>Em locais públicos (aeroportos, cinemas), será possível ouvir o som ambiente no seu fone</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Melhor suporte a acessibilidade</strong></td>
<td>LE Audio foi projetado para funcionar com aparelhos auditivos Bluetooth</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Conexão mais rápida e estável</strong></td>
<td>O BLE tem tempos de descoberta menores e reconexão automática</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><strong>O codec LC3 (Low Complexity Communication Codec)</strong></h2>
<p>O<strong> LC3 </strong>é o codec padrão do LE Audio — substitui os antigos codecs como o SBC e o mSBC, oferecendo as seguintes:</p>
<table style="width: 68.2054%; height: 120px;">
<thead>
<tr style="height: 24px;">
<th style="height: 24px;">Característica</th>
<th style="height: 24px;">Detalhes</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Alta qualidade mesmo em baixa taxa de bits</strong></td>
<td style="height: 24px;">Ex: 96 kbps no LC3 soa melhor que 320 kbps no SBC</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Mais eficiente</strong></td>
<td style="height: 24px;">Usa menos processamento para mesma ou melhor qualidade</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Robustez</strong></td>
<td style="height: 24px;">Funciona melhor em ambientes com interferência (menos travamentos de som)</td>
</tr>
<tr style="height: 24px;">
<td style="height: 24px;"><strong>Flexível</strong></td>
<td style="height: 24px;">Pode ser ajustado para priorizar qualidade ou latência</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Podemos comparar a qualidade do áudio entre os codecs SBC e LC3, obtendo no geral as seguintes classificações, em taxas de bits distintas (bitrates):</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Bitrate (kbps)</th>
<th>Qualidade SBC</th>
<th>Qualidade LC3</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>320</td>
<td>Boa</td>
<td>Excelente</td>
</tr>
<tr>
<td>160</td>
<td>Fraca</td>
<td>Boa</td>
</tr>
<tr>
<td>96</td>
<td>Ruim</td>
<td>Aceitável</td>
</tr>
<tr>
<td>48</td>
<td>Inaudível / Cortes</td>
<td>Melhor que SBC a 160!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além do mais, o LE Audio possui recursos como o Multi-Stream Audio, que permite transmitir vários fluxos de áudio simultaneamente, de forma sincronizada. Por exemplo, u<span style="font-size: 16px;">ma caixa de som TWS (True Wireless Stereo) pode receber </span>dois fluxos separados<span style="font-size: 16px;"> (um para cada lado), melhorando sincronização, latência e qualidade.</span></p>
<p>Outro recurso interessante é o Broadcast Audio (Auracast<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />), que permite transmitir áudio abertamente para qualquer fone compatível que esteja por perto. Por exemplo, em um museu, poderíamos ouvir uma narração oficial sobre as obras em exposição conectando seu fone a um canal Auracast transmitido no ambiente.</p>
<h2 data-pm-slice="1 1 []">Segurança em conexões Bluetooth: o básico</h2>
<p>A segurança em conexões Bluetooth é um tema importante, pois o protocolo foi originalmente projetado para conveniência e mobilidade, e nem sempre teve foco prioritário em proteção contra ataques e segurança do usuário. Felizmente, com a evolução das versões, a segurança melhorou bastante. </p>
<p>Vejamos, de forma resumida, como é a segurança em uma conexão via Bluetooth.</p>
<h3><strong>Camadas de segurança</strong></h3>
<p>A segurança do Bluetooth atua em três camadas principais:</p>
<h4><strong>1. Autenticação</strong></h4>
<p>A <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/criptografia-paradigmas-e-tecnicas-de-autenticacao/">Autenticação</a> é o processo de verificar a identidade de um dispositivo antes de permitir uma conexão Bluetooth. Ela evita que dispositivos não autorizados se façam passar por legítimos.</p>
<h4 data-start="512" data-end="536"><strong data-start="519" data-end="536">Como funciona</strong></h4>
<ul data-start="537" data-end="875">
<li class="" data-start="537" data-end="608">Quando dois dispositivos tentam se conectar, ocorre o<strong> pareamento.</strong></li>
<li class="" data-start="609" data-end="734">Durante o pareamento, eles trocam chaves criptográficas que servem como uma “identidade secreta” para futuras conexões.</li>
<li class="" data-start="735" data-end="875">As versões mais recentes usam ECDH (Elliptic Curve Diffie-Hellman), que protege contra ataques de interceptação (<em data-start="854" data-end="873">man-in-the-middle</em>).</li>
</ul>
<p data-start="877" data-end="936"><strong data-start="884" data-end="936">Métodos de pareamento (exemplos de autenticação)</strong></p>
<div class="_tableContainer_16hzy_1">
<div class="_tableWrapper_16hzy_14 group flex w-fit flex-col-reverse" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="937" data-end="1654">
<thead data-start="937" data-end="1038">
<tr data-start="937" data-end="1038">
<th data-start="937" data-end="961" data-col-size="sm">Método</th>
<th data-start="961" data-end="1020" data-col-size="md">Como funciona</th>
<th data-start="1020" data-end="1038" data-col-size="sm">Segurança</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1142" data-end="1654">
<tr data-start="1142" data-end="1244">
<td data-start="1142" data-end="1167" data-col-size="sm"><strong data-start="1144" data-end="1158">Just Works</strong></td>
<td data-start="1167" data-end="1226" data-col-size="md">Sem verificação de identidade (para dispositivos simples)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1226" data-end="1244">Baixa</td>
</tr>
<tr data-start="1245" data-end="1346">
<td data-start="1245" data-end="1270" data-col-size="sm"><strong data-start="1247" data-end="1259">PIN Code</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1270" data-end="1328">Um código de 4 a 6 dígitos é usado para parear</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1328" data-end="1346">Média</td>
</tr>
<tr data-start="1347" data-end="1450">
<td data-start="1347" data-end="1372" data-col-size="sm"><strong data-start="1349" data-end="1366">Passkey Entry</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1372" data-end="1436">Um dos dispositivos mostra um código que o outro deve digitar</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1436" data-end="1450">Boa</td>
</tr>
<tr data-start="1451" data-end="1552">
<td data-start="1451" data-end="1476" data-col-size="sm"><strong data-start="1453" data-end="1475">Numeric Comparison</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1476" data-end="1534">Ambos exibem o mesmo código e o usuário confirma</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1534" data-end="1552">Alta</td>
</tr>
<tr data-start="1553" data-end="1654">
<td data-start="1553" data-end="1578" data-col-size="sm"><strong data-start="1555" data-end="1576">Out of Band (OOB)</strong></td>
<td data-col-size="md" data-start="1578" data-end="1636">Usa NFC ou QR Code para emparelhar</td>
<td data-col-size="sm" data-start="1636" data-end="1654">Muito alta</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h4><strong>2. Autorização</strong></h4>
<p class="" data-start="1703" data-end="1800">A Autorização define o que um dispositivo pode ou não fazer após estar autenticado e conectado.</p>
<h4 data-start="1802" data-end="1826"><strong data-start="1809" data-end="1826">Como funciona</strong></h4>
<p class="" data-start="1827" data-end="1944">Mesmo após a autenticação, o dispositivo precisa de permissão explícita para executar certas ações — por exemplo:</p>
<ul data-start="1945" data-end="2062">
<li class="" data-start="1945" data-end="1987">Acessar contatos, arquivos ou mensagens.</li>
<li class="" data-start="1988" data-end="2025">Controlar funções de áudio (AVRCP).</li>
<li class="" data-start="2026" data-end="2062">Ler sensores ou ativar microfones.</li>
</ul>
<p class="" data-start="2064" data-end="2113">A autorização também depende do perfil Bluetooth em uso:</p>
<ul data-start="2114" data-end="2426">
<li class="" data-start="2114" data-end="2223">Um dispositivo pareado para música (A2DP) não deve automaticamente ter acesso aos seus contatos (PBAP).</li>
<li class="" data-start="2224" data-end="2426">No BLE, usa-se o modelo GATT (Generic Attribute Profile), que permite definir níveis de acesso diferentes por serviço (ex: um app pode ler a frequência cardíaca, mas não acessar outro sensor).</li>
</ul>
<p data-start="2428" data-end="2456">Além disso, é feito um  controle granular: dispositivos modernos pedem confirmação para cada tipo de acesso — especialmente no Android/iOS, onde permissões são separadas (localização, contatos, microfone, etc.).</p>
<h4><strong>3. Criptografia</strong></h4>
<p class="" data-start="2674" data-end="2785">Já a camada de <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/introducao-a-criptografia/">criptografia</a> garante que os <strong data-start="2702" data-end="2759">dados transmitidos não possam ser lidos por terceiros</strong>, mesmo que sejam interceptados em trânsito.</p>
<h4><strong>Funcionamento</strong></h4>
<ul data-start="2812" data-end="3133">
<li class="" data-start="2812" data-end="2914">Após o pareamento, os dispositivos usam <strong data-start="2854" data-end="2886">chaves de sessão temporárias</strong> para criptografar os dados.</li>
<li class="" data-start="2915" data-end="3002">Na versão Classic, a criptografia usa o algoritmo <strong data-start="2970" data-end="2976">E0</strong> (considerado fraco hoje).</li>
<li class="" data-start="3003" data-end="3133">No BLE, usa-se <strong data-start="3020" data-end="3085">AES-CCM (Advanced Encryption Standard – Counter with CBC-MAC)</strong>, com chaves de <strong data-start="3101" data-end="3113">128 bits</strong>, muito mais seguro.</li>
</ul>
<p class="" data-start="3166" data-end="3290">As chaves de criptografia podem ser <strong data-start="3202" data-end="3230">renovadas periodicamente</strong> para evitar que sejam comprometidas durante sessões longas.</p>
<p data-start="3292" data-end="3320"><strong data-start="3299" data-end="3320">O que é protegido</strong></p>
<ul data-start="3321" data-end="3503">
<li class="" data-start="3321" data-end="3370">Dados do usuário (música, mensagens, arquivos).</li>
<li class="" data-start="3371" data-end="3411">Comandos de controle (ex: play/pause).</li>
<li class="" data-start="3412" data-end="3503">Metadados da conexão (às vezes, até endereço MAC é randomizado para evitar rastreamento).</li>
</ul>
<h4><strong>Criptografia usada</strong></h4>
<p>O Bluetooth usa o algoritmo <strong>E0</strong> para criptografia no Classic (considerado fraco atualmente). Já no BLE, usa o padrão de criptografia <strong>AES-CCM com chave de 128 bits</strong>, que é bem mais seguro.</p>
<p>O pareamento pode usar o algoritmo <strong>Elliptic Curve Diffie-Hellman (ECDH)</strong> nas versões mais recentes para gerar chaves temporárias seguras.</p>
<h2><strong>Boas práticas de segurança</strong></h2>
<p>Seguir algumas práticas é importante para diminuir riscos associados ao usar conexões via Bluetooth, e as mais simples incluem as seguinte dicas:</p>
<ul>
<li>Desative o Bluetooth quando não estiver usando.</li>
<li>Mantenha o dispositivo oculto (não visível).</li>
<li>Evite parear em locais públicos.</li>
<li>Remova dispositivos desconhecidos da lista de pareados.</li>
<li>Atualize o firmware e o sistema operacional de seu dispositivo regularmente.</li>
<li>Procure usar pareamento autenticado (e nunca aceite conexões sem verificar o código).</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A tecnologia Bluetooth permite que dispositivos se comuniquem entre si em curtas distâncias, eliminado a necessidade de fios e cabos, o que simplifica bastante o uso de equipamentos como caixas de som, fones de ouvido, teclados, mouses e outros dispositivos conectados a PCs, celulares, tablets e outros.</p>
<p>Tomando os devidos cuidados, a experiência de uso desses equipamentos é sensivelmente melhorada com o uso dessa tecnologia de comunicação sem fios. Nos próximos artigos, vamos explorar mais a fundo o funcionamento técnico da tecnologia, incluindo temas como Codecs Bluetooth, recomendação de equipamentos, segurança e ataques wireless, e muitos outros.</p>
<h2>Perguntas Frequentes sobre Bluetooth</h2>
<h4>1. O que é Bluetooth e para que serve?</h4>
<p>Bluetooth é um padrão de comunicação sem fio de curto alcance, operando na faixa de 2,4 GHz, que permite a troca de dados entre dispositivos próximos, como celulares, fones de ouvido e laptops. Ele foi projetado para eliminar cabos e facilitar conexões de curto alcance em redes pessoais (PANs).</p>
<h4>2. Qual o alcance típico do Bluetooth?</h4>
<p>Na maioria dos casos, o Bluetooth tem alcance de cerca de 10 metros, embora alguns dispositivos de classe 1 possam atingir até 100 m ou mais, dependendo da potência e sensibilidade envolvidos.</p>
<h4>3. Quem define os padrões do Bluetooth?</h4>
<p>O desenvolvimento e padronização do Bluetooth são conduzidos pelo <strong>Bluetooth Special Interest Group (SIG)</strong>, que congrega mais de 35.000 empresas de telecomunicações e eletrônicos.</p>
<h4>4. Qual a diferença entre Bluetooth Classic e Bluetooth Low Energy (BLE)?</h4>
<p>O padrão Bluetooth Classic (BR/EDR) é voltado para streaming de dados e áudio, com consumo moderado de energia.</p>
<p>Já o BLE, introduzido na versão 4.0, prioriza baixo consumo, ideal para sensores e dispositivos IoT, mantendo compatibilidade com os 2,4 GHz.</p>
<h4>5. Como o Bluetooth gerencia conexões entre dispositivos?</h4>
<p>Utiliza uma arquitetura mestre-escravo em pequenas redes chamadas <em>piconets</em>. Um dispositivo mestre pode controlar até sete escravos, trocando rapidamente pacotes de dados entre eles.</p>
<h4>6. O Bluetooth oferece segurança nas conexões?</h4>
<p>Sim. Modelos modernos como o <em>Secure Simple Pairing</em> (desde a versão 2.1) proporcionam conexão protegida com criptografia e autenticação, incluindo mecanismos como comparação numérica e PIN para evitar ataques do tipo &#8220;man-in-the-middle&#8221;.</p>
<h4>7. Quais são os usos mais comuns do Bluetooth?</h4>
<p>Entre os usos típicos do Bluetooth estão:</p>
<ul>
<li>Conexão de fones de ouvido, caixas de som e sistemas automotivos.</li>
<li>Transmissão de dados entre dispositivos como sensores, teclados, mouses, blocos IoT e gadgets.</li>
<li>Comunicação ponto a ponto em redes pessoais.</li>
</ul>
<h4>8. Bluetooth causa problemas de saúde?</h4>
<p>O Bluetooth utiliza radiação de não ionizante e níveis de potência muito baixos (até 100 mW). Até o momento, não há evidências conclusivas de risco à saúde.</p>
<h4>9. O que significa &#8220;scatternet&#8221;?</h4>
<p>Uma <em>scatternet</em> é a combinação de múltiplas <em>piconets</em> interconectadas. Nestes casos, um dispositivo pode atuar como escravo em uma rede e mestre em outra, permitindo interconectividade entre diversos dispositivos Bluetooth</p>
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<ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Como instalar o navegador Tor no Linux Mint e similares</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/como-instalar-o-navegador-tor-no-linux-mint-e-similares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 14:01:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Criptografia]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como instalar o Tor no Linux Mint e similares Neste tutorial veremos como realizar a instalação do navegador Tor no sistema operacional Linux Mint e similares, por meio de comandos do terminal. O Tor é uma ferramenta muito importante para os usuários que priorizam segurança e anonimato na Internet. O que ele faz é rotear seu tráfego web por meio da rede Tor, que consiste em milhares de servidores mantidos por voluntários ao redor do globo, criptografando os dados durante todo o processo. Assim, suas atividades na Web permanecem anônimas e seguras. A página oficial do projeto Tor é https://www.torproject.org/. Por padrão, o Mint traz como navegador instalado apenas o Mozilla Firefox, mas não traz o Tor Browser, e se você precisar utilizar essa opção de navegador (por segurança, por exemplo), deve instalá-lo manualmente no sistema. Vamos aos passos para realizar a instalação do navegador Tor no Linux. Atualizar o sistema Antes de iniciar, vamos atualizar a lista de repositórios e os pacotes do sistema, para garantir que todas as versões dos pacotes instalados sejam as mais recentes: $ sudo apt update &#38;&#38; sudo apt upgrade Dependendo da quantidade de pacotes que necessitam de atualização, o sistema pode levar algum [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Como instalar o Tor no Linux Mint e similares</h1>
<p>Neste tutorial veremos como realizar a instalação do navegador Tor no sistema operacional Linux Mint e similares, por meio de comandos do terminal.</p>
<p>O Tor é uma ferramenta muito importante para os usuários que priorizam segurança e anonimato na Internet. O que ele faz é rotear seu tráfego web por meio da rede Tor, que consiste em milhares de servidores mantidos por voluntários ao redor do globo, criptografando os dados durante todo o processo.</p>
<p>Assim, suas atividades na Web permanecem anônimas e seguras.</p>
<p>A página oficial do projeto Tor é <a href="https://www.torproject.org/" target="_blank" rel="noopener">https://www.torproject.org/</a>.</p>
<p>Por padrão, o Mint traz como navegador instalado apenas o Mozilla Firefox, mas não traz o Tor Browser, e se você precisar utilizar essa opção de navegador (por segurança, por exemplo), deve instalá-lo manualmente no sistema.</p>
<p>Vamos aos passos para realizar a instalação do navegador Tor no Linux.</p>
<h2>Atualizar o sistema</h2>
<p>Antes de iniciar, vamos atualizar a lista de repositórios e os pacotes do sistema, para garantir que todas as versões dos pacotes instalados sejam as mais recentes:</p>
<pre><strong>$ sudo apt update &amp;&amp; sudo apt upgrade</strong></pre>
<p>Dependendo da quantidade de pacotes que necessitam de atualização, o sistema pode levar algum tempo até finalizar todo o processo. Apenas aguarde.</p>
<p>Assim também evitamos que ocorra algum problema de compatibilidade entre pacotes ao instalar o Tor.</p>
<h2>Métodos de Instalação</h2>
<p>O Tor pode ser instalado de mais de uma forma distinta. Neste tutorial veremos primeiramente como instalar o Tor baixando o navegador a partir do website oficial, o que garante que tenhamos a versão mais atualizada do software para a instalação.</p>
<p>Uma outra forma de instalar o navegador é usando o comando flatpak e um repositório flathub.</p>
<h2>Baixar o pacote de instalação do Tor</h2>
<p>Para baixar o pacote de instalação mais atual do Tor, executamos o seguinte comando no terminal:</p>
<pre><strong>$ wget https://dist.torproject.org/torbrowser/14.0.3/tor-browser-linux-x86_64-14.0.3.tar.xz</strong></pre>
<p>Neste caso estamos fazendo download da versão 14.0.3 do Tor. Pode ser que haja uma versão mais recente disponível, e para verificar visite a página <a href="https://www.torproject.org/download/" target="_blank" rel="noopener">https://www.torproject.org/download/</a>.</p>
<p>Caso haja uma versão mais recente, apenas mude seu número no comando antes de executá-lo.</p>
<h2>Extrair o arquivo</h2>
<p>O instalador do Tor baixado é um arquivo compactado com extensão .xz. Devemos descompactá-lo antes de poder rodar a instalação. Podemos fazer isso com o <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/certificacao-lpic-1/arquivar-e-comprimir-arquivos-com-comando-tar-no-linux/">comando tar</a>, como segue (mude o número da versão para a que você tiver baixado):</p>
<pre><strong>$ tar -xvJf tor-browser-linux-x86_64-14.0.3.tar.xz</strong></pre>
<p>O conteúdo do arquivo será extraído para um diretório de nome <strong>tor-browser</strong> no local atual.</p>
<h2>Diretório de instalação do Tor</h2>
<p>Provavelmente você baixou e extraiu o conteúdo do pacote em seu diretório pessoal de Downloads. Porém, este não é um local adequado para armazenar os programas que baixamos e instalamos da Internet. Vamos mover a pasta descompactada do Tor para um local mais conveniente, como por exemplo o diretório /opt (ou outro de sua preferência):</p>
<pre><strong>$ sudo mv tor-browser /opt/</strong></pre>
<p>O diretório <strong>/opt</strong> é adequado para armazenar aplicativos de terceiros no sistema. Note que precisamos de privilégios de administrador (sudo) para realizar essa operação. Outro diretório comumente usado é o <strong>/usr/local/share/</strong>.</p>
<p>Entre no diretório logo a seguir:</p>
<pre><strong>$ cd /opt/tor-browser</strong></pre>
<p>Agora, vamos registrar o Tor como uma aplicação Desktop no sistema:</p>
<pre><strong>$ ./start-tor-browser.desktop --register-app</strong></pre>
<p>A opção <strong>&#8211;register-app</strong> informa ao sistema para registrar o aplicativo Tor Browser no ambiente de desktop.<br />
Isso também cria atalhos no menu do sistema e integra o navegador como uma aplicação padrão.</p>
<p>Assim, o Tor Browser será configurado no sistema para ser acessado diretamente por meio do menu de aplicativos, sem a necessidade de navegar até o diretório e executar manualmente o arquivo.</p>
<h2>Executar o Navegador Tor</h2>
<p>Para abrir o navegador Tor basta acessar o atalho criado no menu do sistema, como segue:</p>
<pre><span style="color: #800080;"><strong>Menu → Internet → Tor</strong></span></pre>
<h2>Testar o Tor</h2>
<p>Para abrir o navegador após a instalação, clique no atalho que foi criado automaticamente na GUI em <strong>Menu → Internet → Tor Browser</strong>.</p>
<p>Ao abrir o Tor pela primeira vez, você terá as opções de configurar uma conexão ou conectar à rede Tor , respectivamente nos botões &#8220;Configure a Conexão&#8230;&#8221; e &#8220;Conectar&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20677" title="Conexão à rede do Tor no Linux" src="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/12/conectar-tor-linux-1024x393.jpg" alt="Conexão à rede do Tor no Linux" width="701" height="269" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/12/conectar-tor-linux-1024x393.jpg 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/12/conectar-tor-linux-420x161.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/12/conectar-tor-linux-768x295.jpg 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/12/conectar-tor-linux.jpg 1198w" sizes="auto, (max-width: 701px) 100vw, 701px" /></p>
<p>A opção Conectar é a ideal para navegação em geral, e te conecta à rede do Tor usando configurações padrão.</p>
<p>Já a opção Configure a Conexão&#8230; é importante para locais com acesso restrito à Internet, como lugares onde há censura, ou ainda quando o usuário precisa de alguma configuração avançada de conexão, como servidores proxy e pontes Tor.</p>
<p>No geral, clicar na opção Conectar já é o suficiente para começar a usar o navegador Tor. Dependendo do local onde você está e da rede ao qual está se conectando, essa conexão pode levar até cerca de 60 segundos para ocorrer.</p>
<p>Quando o processo de conexão finalizar, você será redirecionado para a página padrão do Tor. Por padrão, o navegador usa o mecanismo de busca DuckDuckGo.</p>
<p>É isso aí! Instalação do navegador Tor realizada com sucesso no Linux Mint!</p>
<h2>Remover o Tor do Linux</h2>
<p>Caso você queira desinstalar o Tor do Linux, execute o seguinte comando no terminal:</p>
<pre><strong>$ sudo rm -r /opt/tor-browser</strong></pre>
<p>O comando apaga o diretório dos arquivos do Tor por completo.</p>
<p>Também devemos excluir o atalho da interface gráfica que foi criado ao registrar a aplicação. Para tal, executamos o comando a seguir:</p>
<pre><strong>$ sudo rm ~/.local/share/applications/start-tor-browser.desktop</strong></pre>
<h2>Instalação usando Flatpak e Flathub</h2>
<p>O <strong>Flatpak</strong> é um sistema de distribuição de aplicativos para Linux que permite aos desenvolvedores empacotar e distribuir software de forma independente da distribuição Linux utilizada pelo usuário. Ele cria um ambiente isolado (<em>sandbox</em>) para cada aplicativo, incluindo todas as suas dependências, o que garante que o software funcione de maneira consistente em diferentes sistemas.</p>
<p>Já o <strong>Flathub</strong> é um repositório central para os aplicativos distribuídos no formato Flatpak. Ele permite que os usuários instalem, atualizem e gerenciem aplicativos de forma universal, independente da distro usada.</p>
<p>Vamos habilitar o Flathub no Linux (geralmente está por padrão) rodando o seguinte comando:</p>
<pre><strong>$ sudo flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo</strong></pre>
<p>Após habilitar o Flathub, procedemos à instalação do Tor executando o comando a seguir:</p>
<pre><strong>$ flatpak install flathub org.torproject.torbrowser-launcher/x86_64/stable -y</strong></pre>
<p>Os pacotes necessários serão automaticamente baixados e instalados no sistema.</p>
<h3>Remover Tor instalado via Flatpak</h3>
<p>Para desinstalar o navegador Tor que foi instalado usando o Flaspak, basta rodar o comando a seguir:</p>
<pre><strong>$ flatpak remove --delete-data org.torproject.torbrowser-launcher/x86_64/stable -y</strong></pre>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Neste tutorial vimos como efetuar a instalação do navegador Tor no Linux, de forma bastante simples, que envolve o download do instalador e o uso de alguns comandos no terminal do sistema. Nos próximos tutoriais veremos como instalar outros navegadores no Linux, como os navegadores <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/como-instalar-o-google-chrome-no-linux-mint-e-similares/">Google Chrome</a>, Vivaldi e o Bravo, entre outros.</p>
<p>Enquanto isso, aproveite para assistir a um vídeo tutorial de instalação do navegador Tor no Linux, caso prefira esse formato de aprendizado:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AVS2jra8R3U?si=HKHLd_94P5htFvuF" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Como trabalhar com Transações em MySQL</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/mysql/como-trabalhar-com-transacoes-em-mysql/</link>
					<comments>https://www.bosontreinamentos.com.br/mysql/como-trabalhar-com-transacoes-em-mysql/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 14:37:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MySQL]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos de Dados]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Transações em MySQL Uma transação em bancos de dados configura um conjunto de declarações SQL que são combinadas em uma única unidade de trabalho, sendo executadas como se fossem uma única operação. Essa abordagem é empregada para evitar diversos problemas que podem ocorrer em um banco de dados, além de aplicar as propriedades ACID. Propósitos das transações Fornecer unidades de trabalho confiáveis e que permitam a recuperação correta de falhas Manter o banco de dados consistente em caso de falha do sistema ou de operações Fornecer isolamento entre os programas que acessam o banco de forma concorrente. Uma transação deve ser atômica, o que significa que ela deve ser executada de forma completa ou não ter nenhum efeito nas tabela envolvidas &#8211; ou seja, ou ela acontece por inteiro, ou não acontece nada. Na prática, as transações aplicam as quatro propriedades ACID às operações no banco de dados: Atomicidade: Se as operações forem confirmadas, elas acontecerão todas sem exceção. Não ocorre a execução de apenas parte das operações contidas na transação. Consistência: As alterações no banco de dados somente acontecem caso o novo estado do sistema for válido. Se uma mudança inválida for executada, ela irá falhar, e o sistema [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Transações em MySQL</h2>
<p>Uma <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/bancos-de-dados/conceitos-de-bancos-de-dados-o-que-e-uma-transacao/">transação em bancos de dados</a> configura um conjunto de declarações SQL que são combinadas em uma única unidade de trabalho, sendo executadas como se fossem uma única operação. Essa abordagem é empregada para evitar diversos problemas que podem ocorrer em um banco de dados, além de aplicar as propriedades ACID.</p>
<h4>Propósitos das transações</h4>
<ul>
<li>Fornecer unidades de trabalho confiáveis e que permitam a recuperação correta de falhas</li>
<li>Manter o banco de dados consistente em caso de falha do sistema ou de operações</li>
<li>Fornecer isolamento entre os programas que acessam o banco de forma concorrente.</li>
</ul>
<p>Uma transação deve ser atômica, o que significa que ela deve ser executada de forma completa ou não ter nenhum efeito nas tabela envolvidas &#8211; ou seja, ou ela acontece por inteiro, ou não acontece nada.</p>
<p>Na prática, as transações aplicam as quatro <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/bancos-de-dados/conceitos-de-bancos-de-dados-o-que-significa-acid/">propriedades ACID</a> às operações no banco de dados:</p>
<ul>
<li><strong>Atomicidade</strong>: Se as operações forem confirmadas, elas acontecerão todas sem exceção. Não ocorre a execução de apenas parte das operações contidas na transação.</li>
<li><strong>Consistência</strong>: As alterações no banco de dados somente acontecem caso o novo estado do sistema for válido. Se uma mudança inválida for executada, ela irá falhar, e o sistema permanece no seu estado anterior, válido.</li>
<li><strong>Isolamento</strong>: A transação não é visível a outros processos até que ela seja confirmada e persistida no banco.</li>
<li><strong>Durabilidade</strong>: Após a transação ter sido confirmada, ou seja, que suas operações tenham todas sido executadas com sucesso, as alterações são automaticamente persistidas (gravadas no banco), e não é necessário se preocupar em gravar as mudanças.</li>
</ul>
<h4>Exemplo de transação corriqueira</h4>
<p>Um exemplo clássico de transação é a transferência de dinheiro de uma conta bancária para outra, por TED, DOC ou PIX, por exemplo. Para executar a transferência, primeiro deve ser debitado o valor da conta de origem e, logo após, o dinheiro deve ser depositado na conta de destino.</p>
<p>Essa operação deve ser totalmente realizada (bem-sucedida). Se a operação for interrompida no meio do caminho, por exemplo após debitar o dinheiro da conta de origem mas antes de depositar na conta de destino, o valor transferido será perdido, o que evidentemente é um grande problema para os usuários e para a instituição financeira.</p>
<p>No MySQL, as transações são suportadas pelo motor de banco de dados InnoDB, mas não o são pelo motor MyISAM. Desta forma, este tutorial tratará exclusivamente de bancos que utilizem o InnoDB.</p>
<h3>COMMIT e ROLLBACK de transações</h3>
<p>Quando uma transação é efetuada com sucesso (todas as suas operações são bem-sucedidas), o banco de dados é alterado de forma permanente, com os dados envolvidos na transação persistidos (ou seja, salvos em disco); a essa operação damos o nome de&nbsp;<strong>COMMIT</strong>.</p>
<p>Porém, caso haja falha em qualquer uma das operações constituintes da transação, o banco de dados deverá ser retornado ao estado em que se encontrava anteriormente à execução da transação; essa operação é denominada&nbsp;<strong>ROLLBACK</strong>.</p>
<p>Desta forma, caracterizamos as transações da seguinte maneira:</p>
<ul>
<li>Todas as transações possuem início e fim</li>
<li>As transações podem ser salvas (consolidadas no banco de dados &#8211; commit) ou desfeitas (rollback)</li>
<li>Se transação falhar durante a execução de qualquer uma de suas operações constituintes, nenhuma destas operações será salva no banco de dados – nenhuma é comitada e todas são desfeitas.&nbsp;</li>
</ul>
<h3>Autocommit</h3>
<p>Por padrão, o MySQL utiliza o modo autocommit, que significa que declarações INSERT, UPDATE ou DELETE sofrem commit automaticamente quando executadas. Vamos usar transações para que o commit (ou rollback) sejam executados quando nós o quisermos, de modo a ter maior controle sobre a execução das declarações DML.</p>
<p>Podemos verificar se o autocommit está ativado no sistema, executando o comando a seguir:</p>
<pre><strong>SELECT @@autocommit;</strong></pre>
<p>Se for retornado um valor igual a 0 (zero), isso significa que o autocommit está desativado; um valor igual a 1 indica status de autocommit ativo.</p>
<p>Para trabalhar com transações devemos desativar esse comportamento padrão, para que os commits venham a ser executados somente quando for indicado na declaração SQL.</p>
<p>Para forçar MySQL a não executar commit automaticamente, usamos a seguinte declaração:</p>
<pre><strong>SET autocommit = 0;</strong>
<span style="color: #339966;"><strong># ou</strong></span>
<strong>SET autocommit = OFF</strong></pre>
<p>Para habilitar novamente o autocommit usamos a seguinte declaração:</p>
<pre><strong>SET autocommit = 1;</strong>
<span style="color: #339966;"><strong># ou</strong></span>
<strong>SET autocommit = ON;</strong></pre>
<p>Após desativar o commit automático, podemos começar a trabalhar com transações no MySQL Workbench.</p>
<h3>Declaração START TRANSACTION</h3>
<p>A declaração START TRANSACTION identifica o início de uma transação. Essa declaração desabilita temporariamente o modo autocommit, de modo que você deverá programar o momento de efetivar a transação. O modo autocommit é reativado logo após o término da transação.</p>
<p>No geral, criamos transações em procedimentos armazenados que alterem o estado do banco de dados. Vejamos um exemplo, criando uma transação.</p>
<h3>Exemplos de Transações</h3>
<p>Antes de testarmos transações no MySQL, vamos desativar o commit automático:</p>
<pre>SET @@autocommit = OFF;</pre>
<p>Conferimos o valor do autocommit atual:</p>
<pre>SELECT @@autocommit;</pre>
<p>Agora, vamos <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/mysql/mysql-criacao-de-tabelas-create-table-07/">criar um tabela</a> de testes para realizarmos transações envolvendo commits e rollbacks:</p>
<pre><span style="color: #339966;"># Criar tabela para testes</span>
CREATE TABLE Dados_Livro
SELECT NomeLivro,ISBN13, PrecoLivro
FROM tbl_livros;</pre>
<pre><span style="color: #339966;"># Visualizar conteúdo da tabela</span>
SELECT * FROM Dados_Livro;</pre>
<p>Estamos prontos para testar nossos scripts.</p>
<h4>Exemplo 01:&nbsp; Transação com rollback</h4>
<pre>START TRANSACTION;
  DELETE FROM Dados_Livro; <span style="color: #339966;"># apaga todos registros da tabela, "sem querer"</span>
  INSERT INTO Dados_Livro(NomeLivro,ISBN13, PrecoLivro)
    VALUES ('Ciência de Dados com Python','9876532145632',69.88);
  SELECT * FROM Dados_Livro; <span style="color: #339966;"># mostra tabela totalmente vazia</span>
ROLLBACK; <span style="color: #339966;"># desfaz a transação</span>

SELECT * FROM Dados_Livro; <span style="color: #339966;"># mostra os dados normalmente, pois nada foi comitado.</span></pre>
<h4>Exemplo 02: Transação com commit</h4>
<pre>START TRANSACTION;
  DELETE FROM Dados_Livro; <span style="color: #339966;"># apaga todos registros da tabela</span>
  INSERT INTO Dados_Livro(NomeLivro, ISBN13, PrecoLivro)
    VALUES('Ciência de Dados com Python','9876532145632',69.88);
  SELECT * FROM Dados_Livro; <span style="color: #339966;"># mostra tabela vazia</span>
COMMIT; # confirma a transação

SELECT * FROM Dados_Livro; <span style="color: #339966;"># agora os dados foram apagados e apenas o registro do livro "Ciência de Dados com Python" é mostrado, pois a transação foi confirmada.</span></pre>
<h4>Exemplo 03: Transação em Stored Procedure</h4>
<pre>DELIMITER //
CREATE PROCEDURE insere_dados()
BEGIN
DECLARE erro_sql TINYINT DEFAULT FALSE;
DECLARE CONTINUE HANDLER FOR SQLEXCEPTION SET erro_sql = TRUE;
START TRANSACTION;
  INSERT INTO Dados_Livro (NomeLivro, ISBN13, PrecoLivro) VALUES
    ('História da Numismática', '9789865321465', 78.60);
  INSERT INTO Dados_Livro (NomeLivro, ISBN13, PrecoLivro) VALUES
    ('Biologia Marinha', '9784233876972', 177.50);
  INSERT INTO Dados_Livro (NomeLivro, ISBN13, PrecoLivro) VALUES
    ('Química Experimental', '9789563210970', 165.32);
  INSERT INTO Dados_Livro (NomeLivro, ISBN13, PrecoLivro) VALUES
    ('Artes Plásticas', '9784523415974', 98,00); # Aqui há um erro que impedirá o COMMIT e provocará o ROLLBACK.
  IF erro_sql = FALSE THEN
    COMMIT;
    SELECT 'Transação efetivada com sucesso.' AS Resultado;
  ELSE
    ROLLBACK;
    SELECT 'Erro na transação' AS Resultado;
  END IF;
END//
DELIMITER ;</pre>
<p>Para testar, basta chamar o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/mysql/mysql-procedimentos-armazenados-stored-procedures-basico-34/">procedimento armazenado</a>:</p>
<pre>CALL insere_dados();</pre>
<p>Verificamos o conteúdo da tabela Dados_Livro após sua execução:</p>
<pre>SELECT * FROM Dados_Livro;</pre>
<p>Nenhum dado foi inserido, pois há um erro no último insert: foi usada vírgula para determinar o preço do livro &#8220;Artes Plásticas&#8221;, mas o correto seria usar ponto. Conserte esse erro, altere ou recrie o procedimento armazenado, e o execute novamente, verificando se os dados são inseridos corretamente desta vez.</p>
<h3>Aplicações das Transações</h3>
<p>Use transações sempre que:</p>
<ul>
<li>Existirem declarações DML INSERT, UPDATE ou DELETE que afetem dados que são relacionados</li>
<li>Ao mover dados de uma tabela para outra</li>
<li>E SEMPRE que a falha em uma das declarações DML puder violar a integridade dos dados e incorrer em sua perda.</li>
</ul>
<p>Observação: Após a execução de declarações DDL, como CREATE ou DROP, o commit é executado automaticamente pelo MySQL, <em>independente</em> de se usar transações com START TRANSACTION.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>Murach, J. <em><strong>Murach´s MySQL</strong></em>. 2ª Edição. Mike Murach &amp; Associates.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é Engenharia Social e como se prevenir de ataques</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-engenharia-social-e-como-se-prevenir-de-ataques/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 May 2021 14:32:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Malware]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Engenharia Social Existem várias técnicas e táticas que golpistas empregam para roubar dados, obter vantagens financeiras, prejudicar pessoas e organizações e outros fins ilícitos. Entre elas se incluem a disseminação de malwares diversos (ransomware, trojans, vírus, etc.), invasão de redes, ataques de negação de serviço, e outras. Essas técnicas tem em comum o emprego de tecnologias variadas, mesclando software com hardware, programação e protocolos rede, entre outras. Mas existem técnicas que não empregam diretamente tecnologias, mas que exploram o fator humano por trás dos sistemas. Estou me referindo às técnicas de Engenharia Social. A engenharia social lida com a manipulação de alvos humanos em vez de tecnológicos ou outros mecanismos. Definida como um tipo de ataque de natureza não-técnica, que envolve alguma forma de interação humana com o objetivo de tentar enganar ou coagir uma vítima a revelar informações sigilosas ou violar práticas de segurança normais. O termo é empregado em um contexto amplo, que inclui diversas atividades, geralmente maliciosas, realizadas por meio de interações humanas. Emprega regularmente técnicas de manipulação psicológica para enganar usuários e levá-los a cometer erros de segurança, ou ainda deixar vazar informações importantes. O interesse de um &#8220;engenheiro social&#8221; é obter informação que possa ser [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Engenharia Social</h2>
<p>Existem várias técnicas e táticas que golpistas empregam para roubar dados, obter vantagens financeiras, prejudicar pessoas e organizações e outros fins ilícitos. Entre elas se incluem a disseminação de <a href="https://youtu.be/nCU-Kwn7we4" target="_blank" rel="noopener">malwares</a> diversos (<a href="https://youtu.be/4OCtoKbMmDw" target="_blank" rel="noopener">ransomware</a>, trojans, vírus, etc.), invasão de redes, ataques de negação de serviço, e outras.</p>
<p>Essas técnicas tem em comum o emprego de tecnologias variadas, mesclando software com hardware, programação e protocolos rede, entre outras. Mas existem técnicas que não empregam diretamente tecnologias, mas que exploram o fator humano por trás dos sistemas. Estou me referindo às técnicas de <em><strong>Engenharia Social</strong></em>.</p>
<p>A engenharia social lida com a manipulação de alvos humanos em vez de tecnológicos ou outros mecanismos.</p>
<p>Definida como um tipo de ataque de natureza não-técnica, que envolve alguma forma de interação humana com o objetivo de tentar enganar ou coagir uma vítima a revelar informações sigilosas ou violar práticas de segurança normais.</p>
<p>O termo é empregado em um contexto amplo, que inclui diversas atividades, geralmente maliciosas, realizadas por meio de interações humanas. Emprega regularmente técnicas de manipulação psicológica para enganar usuários e levá-los a cometer erros de segurança, ou ainda deixar vazar informações importantes.</p>
<p>O interesse de um &#8220;engenheiro social&#8221; é obter informação que possa ser empregada para realizar ações como roubo de identidade ou de senhas, por exemplo.</p>
<p>Trata-se de um método bastante popular empregado por golpistas e fraudadores, pois o elemento humano é frequentemente a parte mais fraca de um sistema, facilmente manipulável, e mais propensa a erros.</p>
<p>Uma das formas de ataque é tentar enganar a vítima, fazendo-a pensar que o atacante é alguém que possui autoridade, levando a vítima a baixar sua guarda e liberar informações importantes. veremos outras formas mais adiante neste artigo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17753" title="Ataques de engenharia social" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-02.png" alt="Ataques de engenharia social" width="350" height="233" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-02.png 800w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-02-420x280.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-02-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /></p>
<h3>Psicologia da engenharia social</h3>
<p>Os engenheiros sociais são bons em reconhecer sinais ou comportamentos que podem ser úteis na extração de informação, como por exemplo:</p>
<ul>
<li>Obrigação moral: a vítima demonstra desejo de fornecer assistência porque se sente compelida a tal por um senso de dever</li>
<li>Confiança: Os seres humanos possuem uma tendência inerente a confiar nos outros. Por exemplo, usar uniformes, palavras técnicas ou jargão pode levar a vítima a pensar que o atacante é realmente um profissional de confiança. A tendência à confiança é uma fraqueza constantemente explorada.</li>
<li>Ameaça: Uma vítima pode ser ameaçada se não colabora com as requisições do atacante</li>
<li>Algo por Nada: O atacante pode prometer a uma vítima que, por pouco ou nenhum trabalho, ela receberá algum tipo de recompensa interessante.</li>
<li>Ignorância: A realidade dura é que muitas pessoas não percebem os perigos associados à engenharia social, e não são capazes de reconhecê-la como ameaça.</li>
</ul>
<p>E por que a engenharia social funciona?</p>
<p>Funciona por diversos motivos, sendo que o elemento humano é muito facilmente iludido. Porém, outros fatores influem para que os engenheiros sociais tenham sucesso na perpetração de seus golpes. Entre esses fatores incluem-se:</p>
<ul>
<li>Falta de tecnologias apropriadas que possa combatê-la</li>
<li>Políticas de segurança insuficientes nas organizações</li>
<li>Difícil detecção e, por conseguinte, prevenção</li>
<li>Falta de treinamento de funcionários e usuários</li>
</ul>
<p>Some-se a a isso o fato de que, no geral, funcionários não possuem treinamento adequado sobre normas de segurança digital &#8211; normalmente, nenhum treinamento &#8211; e ainda por cima algumas vezes ocorre desonestidade por parte de colaboradores, descontentes com a organização ou simplesmente querendo obter alguma vantagem financeira, e, pronto! temos a receita do sucesso de um ataque social.</p>
<p>Como dizem, &#8220;não há remédio para a estupidez humana&#8221;</p>
<h3>Técnicas de Engenharia Social</h3>
<p>Ataques de engenharia social são realizados de diversas formas, sendo realizados em qualquer lugar onde interação humana esteja envolvida. Algumas formas de ataques comuns incluem os seguintes:</p>
<ul>
<li><strong>Baiting</strong> (&#8220;isca&#8221;): Neste ataque, uma promessa falsa é feita para atiçar a curiosidade ou ganância da vítima. <br />
Por exemplo, um atacante deixa uma isca (como um pendrive infectado) e locais por onde vítimas em potencial circulam (corredores, estacionamentos, etc.).<br />
A vítima recolhe a isca e, por curiosidade, conecta a um computador, em casa ou na empresa, resultando na contaminação automática do sistema com o malware presente.<br />
Propagandas enganosas, como ads maliciosos também são considerados formas de baiting, levando os usuários a clicarem em lnks suspeitos e baixarem programas maliciosos, pensando se tratar de itens legítimos.</li>
<li><strong>Cavalos de Tróia</strong> (trojans): Classe de malware cujo princípio de operação é enganar as pessoas, levando-as a abrir e executar arquivos maliciosos em seus computadores, que acabam assim infectados.</li>
<li><strong>Scareware</strong>&nbsp;(&#8220;software que assusta&#8221;): tipo de malware projetado para assustar uma vítima, levando-a a agir quando não é necessário. A vítima é bombardeada com alarmes falsos e ameaças fictícias. Por exemplo, um antivírus falso que diz para o usuário que ele precisa instalar uma atualização ou uma versão do software para proteger o sistema, que supostamente está infectado.</li>
<li><strong>Pretexting</strong> (pretexto, alegação): Neste tipos de ataque, informação é obtida por meio de uma série de mentiras cuidadosamente inventadas. O golpe é iniciado normalmente por alguém que finge precisar de informações sensíveis ou confidenciais da vítima, para realizar tarefas (supostamente) importantes.<br />
Normalmente, o golpista começa estabelecendo uma confiança com a vítima ao fingir ser um colega de trabalho, oficial, policial, ou outras pessoas que possuam algum tipo de autoridade. Então, o atacante começa a fazer perguntas que confirmem a identidade da vítima, por meio das quais dados pessoais importantes são obtidos.<br />
Com esse tipo de ataque é possível obter dados como números de CPF, números de contas bancárias e cartões de crédito, senhas de contas e outros serviços, senhas de acesso a sistemas, e muito mais.</li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-phishing-topicos-de-seguranca-digital/"><strong>Phishing</strong></a> (&#8220;pescaria&#8221;): Este é um dos tipos de ataque mais comuns de engenharia social, que consistem em mensagens de texto ou e-mails criadas para incutir nas vítimas um senso de urgência, de medo ou de curiosidade. O ataque leva as vítimas a revelar informações importantes e confidenciais, clicar em links e visitar páginas maliciosas, ou ainda, abrir arquivos anexos que contenham infeção por malwares diversos.<br />
Um golpe comum deste tipo é o envio de e-mails que ofereçam prêmios se a vítima preencher uma pesquisa em um website. Ao entrar no website, um formulário deve ser preenchido, onde a vítima acaba por colocar seus dados pessoais e outras informações sensíveis, que são então enviadas ao atacante.</li>
<li><strong>Spear Phishing</strong> (&#8220;pesca com arpão&#8221;): Forma mais direcionada de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-phishing-topicos-de-seguranca-digital/">phishing</a>, no qual o atacante escolhe indivíduos ou empresas específicas. As mensagens então são criadas com base nas características da vítima, como dados pessoas, posição dentro da empresa e contatos, de modo a tornar o ataque mais fácil.<br />
Este tipo de ataque requer bastante esforço por parte do atacante, pois envolve todo um trabalho de pesquisa, podendo levar semanas ou até meses para ser lançado. Porém, é muito mais difícil de detectar e em uma taxa de sucesso maior do que um ataque de phishing convencional &#8211; se for bem executado.<br />
Um exemplo desse ataque é um golista que se faz passar por alguém do departamento de TI da empresa que envia um e-mail para um ou mais funcionários específicos. O e-mail é escrito exatamente da forma como seria escrito se fosse legítimo, o que permite enganar as vítimas quanto à sua proveniência. Neste e-mail podem ser solicitadas informações confidenciais, preenchimento de informações em páginas (falsas), ou ainda pedir que os usuários alterem suas senhas para um padrão específico conhecido do atacante &#8211; o que dá a ele acesso ao sistemas da empresa.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17754" title="Engenheiros sociais e ataques a sistemas" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social.png" alt="Engenheiros sociais e ataques a sistemas" width="350" height="350" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social.png 763w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-170x170.png 170w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-420x420.png 420w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /></p>
<p>Para evitar esses ataques é importante que os usuários sejam treinados em detectar e discernir esses incidentes de segurança. Bom-senso é importante aqui, e alguns dos sinais que denunciam um ataque de engenharia social incluem:</p>
<ul>
<li>Uso de autoridade pelo atacante, como por exemplo fazer referência a quem ele é ou quem ele conhece, ou mesmo fazer ameaças com base em seu suposto poder.</li>
<li>Incapacidade de fornecer informações de contato válidas, que permitiriam que o atacante fosse contatado quando necessário.</li>
<li>Fazer requisições informais ou fora de contexto, tentando encorajar a vítima a soltar informações que normalmente não seriam reveladas.</li>
<li>Usar repetidamente nomes de pessoas que o atacante supostamente conhece dentro da empresa</li>
<li>Uso excessivo de elogios, tentando bajular a vítima</li>
<li>Mostras de desconforto ou inquietação pelo atacante, quando questionado</li>
</ul>
<h3>Fases e etapas de um ataque de engenharia social</h3>
<p>Um ataque de engenharia social geralmente consiste em três fases distintas:</p>
<ol style="list-style-type: upper-roman;">
<li>Pesquisa</li>
<li>Desenvolvimento</li>
<li>Exploração</li>
</ol>
<p>Essas fases englobam as seguintes etapas:</p>
<ol>
<li>Usar footprinting (&#8220;seguir as pegadas&#8221;) e obter detalhes sobre um alvo, por meio de pesquisa e observação. Fontes de dados podem incluir ataques de phishing, websites, funcionários, dumpster diving (&#8220;vasculhar o lixo&#8221;), e outras.</li>
<li>Selecionar um indivíduo ou grupo que possa ter acesso à informação desejada. Alvos comuns são pessoas frustradas, super confiantes, arrogantes, que podem fornecer informações prontamente. A presença desse tipo de pessoa pode ser considerada uma ameaça interna em uma empresa.</li>
<li>Forjar um relacionamento com a vítima por meio de conversas, discussões, e-mails, ou outros canais.</li>
<li>Explorar o relacionamento formado com a vítima, e extrair a informação desejada.</li>
</ol>
<h3>Impactos da Engenharia Social</h3>
<p>Ataques de engenharia social podem ter efeitos diversos em uma organização, impactando-a de diversas formas (geralmente nefastas):</p>
<ul>
<li>Perdas econômicas: a empresa pode perder dinheiro de diversas formas.</li>
<li>Terrorismo: um alvo é coagido a agir por conta de ameaças de violência física</li>
<li>Perda de privacidade: informações obtidas podem ser usadas para realizar roubo de identidades</li>
<li>Processos judiciais: dependendo do grau de comprometimento, podem surgir problemas judiciais para indivíduos ou organizações.</li>
<li>Encerramento temporário ou permanente: Se um vazamento de dados for muito grave, pode levar ao encerramento catastrófico das atividades de uma empresa.</li>
<li>Perda de confiança: Os clientes podem deixar de confiar em uma marca ou empresa dependendo do grau de danos do ataque.</li>
</ul>
<h3>Alvos comuns de engenheiros sociais</h3>
<p>Atacantes costumam procurar alvos oportunos ou vitimas em potencial que tenham algo a oferecer. Alguns alvos comuns incluem:</p>
<ul>
<li>Recepcionistas</li>
<li>Pessoal de Help Desk</li>
<li>Administradores de Sistemas</li>
<li>Executivos</li>
<li>Usuários em geral</li>
</ul>
<p>Essas pessoas ocupam cargos em empresas que, geralmente, tem acesso a algum tipo de dado importante, ou ainda informações que podem dar acesso a sistemas internos e, justamente por isso, costumam ser alvos dos golpistas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17756" title="Ataque de engenharia social" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-ataque.png" alt="Ataque de engenharia social" width="600" height="400" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-ataque.png 1000w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-ataque-420x280.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/engenharia-social-ataque-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h3>Como se prevenir contra ataques de engenharia social</h3>
<p>Os engenheiros sociais enganam suas vítimas manipulando os sentimentos humanos, como o medo, ganância ou curiosidade, levando-as a cair em suas armadilhas. Assim, sempre que você se sentir alarmado ao receber um telefonema, mensagem ou um e-mail, fique alerta: é grande a possibilidade de se tratar de uma fraude.</p>
<p>Siga também as seguintes dicas para ajudá-lo a evitar esse tipo de golpes:</p>
<ul>
<li>Não abra e-mails nem tampouco anexos vindos de fontes suspeitas: Se você não conhece a pessoa que lhe enviou um e-mail, é grande a probabilidade de você sequer precisar ler esse e-mail. Mesmo que o e-mail tenha vindo de uma pessoa conhecida, fique esperto: é muito simples forjar um e-mail falso, e por isso sempre verifique se a pessoa em questão realmente te enviou a mensagem.</li>
<li>Fique esperto com ofertas muito tentadoras: Como diz o ditado, &#8220;se é muito bom para ser verdade, então não é&#8221;. Pense duas vazes antes de aceitar ofertas muito tentadoras recebidas por e-mail ou telefone, como supostos prêmios ou promoções, principalmente se envolverem o fornecimento ou confirmação de dados pessoais ou da empresa onde você trabalha. Uma pesquisa rápida em um buscador como o do Google vai te mostrar se aquela oferta é um golpe ou possivelmente não.</li>
<li>Use autenticação baseada em mais de um fator: As credenciais de acesso são o tipo de informação mais desejada por golpistas, pois elas lhes dão acesso a sistemas e dados confidenciais. Por isso, ao usar autenticação baseada em dois ou mais fatores, como o emprego concomitante de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-biometria-conceitos-e-tecnologias/">biometria</a>, você dificulta em muito o trabalho de um fraudador, ajudando a manter suas contas mais seguras.</li>
<li>Mantenha antivírus e softwares de segurança atualizados: Essa é básica, mas ainda assim muitos se esquecem de atualizar antivírus na máquina (e alguns nem tem instalado!), e para auxiliá-lo deixe sempre o esquema de atualização automática do antivírus ativo. E, obviamente, somente use antivírus original &#8211; obtido diretamente a partir do fabricante &#8211; e nunca baixado de sites diversos e torrents, pois o antivírus obtido nesses locais pode ele próprio estar infectado, e assim não funcionar como deveria.</li>
<li>Ah, e use o antivírus! Rode periodicamente as rotinas de verificação de ameaças em sua máquina, para determinar se há algum arquivo infectado presente no seu sistema.</li>
</ul>
<h3>Casos clássicos de Engenharia Social</h3>
<p>Ataques de engenharia social são muito comuns ao redor do mundo. A seguir, alguns exemplos conhecidos de ataques que resultaram em grandes prejuízos para organizações e governos (e lucro para outros).</p>
<h4>Partido Democrata dos Estados Unidos, 2016</h4>
<p>Um dos casos mais impactantes de engenharia social foi a eleição presidencial dos Estados Unidos no ano de 2016. Ataques de spear phishing levaram ao vazamento de e-mails e informações do Partido Democrata que acabaram por influenciar o resultado da eleição, levando à vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton.</p>
<p>Neste ataque, hackers russos criaram um e-mail falso do Gmail, convidando usuários, por meio de um link, a alterar suas senhas devido a atividades incomuns.</p>
<p>O alvo principal era o gerente de campanha de Hillary Clinton, John Podesta. Podesta recebeu um e-mail falso de &#8220;redefinição de conta&#8221; que parecia ser legítimo do Google, solicitando que ele fizesse login e alterasse sua senha; porém o endereço real do link fornecido, oculto por um encurtador de link bit.ly, era o link <em>myaccount.google.com-securitysettingpage.ml</em>.</p>
<p>A partir daí os fraudadores tiveram acesso a centenas de e-mails contendo informações confidenciais sobre a campanha de Clinton.</p>
<h4>Ubiquiti Networks, 2015</h4>
<p>A Ubiquiti Networks, um fabricante de tecnologia para redes, teve um prejuízo quase 40 milhões de dólares, em 2015, após sofrer um ataque de phishing.</p>
<p>Aparentemente uma conta de e-mail de um funcionário foi comprometida em Hong Kong. Os atacantes enviaram e-mails aos funcionários do departamento financeiro da subsidiária da Ubiquiti em Hong Kong, alegando ser um alto executivo, solicitando transferências eletrônicas de fundos para &#8220;terceiros&#8221; &#8211; na verdade, contas sob o controle dos criminosos. E o dinheiro foi transferido.</p>
<h4>RSA, 2011</h4>
<p>A RSA, uma das maiores empresas da área de segurança digital, perdeu cerca de US$ 66 milhões por conta de uma violação de dados, em 2011.</p>
<p>O ataque começou com um documento Excel, enviado a um pequeno grupo de funcionários por e-mail. Ao menos dois funcionários de baixo escalão abriram esse arquivo, chamado &#8220;Plano de recrutamento 2011.xls&#8221;, proveniente de um remetente desconhecido.<br />
O anexo continha um arquivo malicioso que abriu um backdoor para os hackers &#8211; ele rodou uma macro que instalou um backdoor nos computadores, compromentendo e reduzindo a eficácia do produto SecurID, o carro-chefe da RSA.</p>
<h4>As peripécias de Kevin Mitnick</h4>
<p>Kevin Mitnick foi um dos hackers mais notórios dos anos 80 e 90 da era da informática. Suas façanhas eram (de acordo com ele) motivadas pela curiosidade, e não pelo lucro, e a engenharia social era seu superpoder.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17761" title="Kevin Mitnick" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/kevin-mitnick-engenharia-social.jpg" alt="Kevin Mitnick" width="280" height="406" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/kevin-mitnick-engenharia-social.jpg 314w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/05/kevin-mitnick-engenharia-social-290x420.jpg 290w" sizes="auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px" /></p>
<p>Um exemplo do que Mitnick era capaz: em 1979, com apenas 16 anos, ele fez amizade com alguns hackers que encontraram o número de um modem dial-up para um sistema que a DEC (<em>Digital Equipment Corporation</em>) empregava para desenvolvimento de SO, mas eles disseram a Mitnick que o número não tinha serventia porque eles não tinham um nome de conta ou senha para login.</p>
<p>O que Mitnick fez? Ele simplesmente ligou para o gerente de sistema da DEC, alegou ser Anton Chernoff, um dos principais desenvolvedores da empresa, e disse que estava tendo problemas para fazer login nos sistemas; imediatamente lhe foi informado um login que fornecia acesso de alto nível ao sistema. (Mitnick, agora do lado dos &#8220;bons&#8221;, trabalha no negócio de consultoria de segurança.)</p>
<h4>Sony Pictures, 2014</h4>
<p>Após uma investigação, o FBI (<em>Federal Bureau of Investigation</em>) nos EUA apontou que o ataque cibernético à Sony Pictures, em 2014, foi de responsabilidade do governo da Coreia do Norte.</p>
<p>Milhares de arquivos, incluindo acordos comerciais, documentos financeiros e informações de funcionários, entre outros, foram roubados. A Sony Pictures foi alvo de ataques de spear phishing. Aparentemente os funcionários foram atraídos por e-mails falsos supostamente enviados pela Apple.</p>
<h3>Dicas</h3>
<p>Para aprender um pouco mais sobre engenharia social enquanto se diverte, recomendo o&nbsp;filme Prenda-Me se For Capaz (2002), que é uma dramatização das explorações de um engenheiro social do mundo real.</p>
<p>Outros filmes interessantes sobre o assunto são Os Vigaristas (2003) e Uma Saída de Mestre (2003).</p>
<h3>Referências</h3>
<ul>
<li>HADNAGY, C. <em><strong>Social Engineering: The Art of Human Hacking</strong></em>. Wiley Publishing. 1ª ed., 2011.</li>
<li>Website <em><strong>Security Through Education</strong></em>:&nbsp;<a href="https://www.social-engineer.org/" target="_blank" rel="noopener">https://www.social-engineer.org/</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-engenharia-social-e-como-se-prevenir-de-ataques/">O que é Engenharia Social e como se prevenir de ataques</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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		<title>O que é Biometria &#8211; Conceitos e Tecnologias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 15:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Biometria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é Biometria Um dos pilares da segurança digital é o reconhecimento e identificação de um indivíduo, seja para garantir ou negar seu acesso a um local físico, permitir a entrada em um sistema de computador ou o acesso a recursos a que ela tenha direito, ou ainda para impedir que pessoas não-autorizadas consigam acessar tais recursos e sistemas. As técnicas mais tradicionais de autenticação e autorização envolvem o uso de senhas ou tokens de identificação (como cartões de acesso).&#160;Em um sistema baseado em senhas, por exemplo, uma correspondência perfeita entre duas strings alfanuméricas é necessária para validar a identidade de um usuário. E para tal o usuário precisa criar essas strings e se lembrar delas &#8211; duas tarefas que podem comprometer o nível de segurança da aplicação ou do sistema, pois é comum que se empreguem senhas fáceis de memorizar (como datas de aniversário, nomes de animais de estimação, etc.) e, consequentemente, de se descobrir. Para melhorar e aumentar o nível de segurança em tais aplicações é recomendado que se empreguem tecnologias mais confiáveis, como o uso da Biometria, ou Reconhecimento Biométrico. Conceitos Básicos de Segurança Para entender e apreciar a importância da ciência biométrica, precisamos ter em [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-biometria-conceitos-e-tecnologias/">O que é Biometria &#8211; Conceitos e Tecnologias</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é Biometria</h2>
<p>Um dos pilares da <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/category/seguranca/">segurança digital</a> é o reconhecimento e identificação de um indivíduo, seja para garantir ou negar seu acesso a um local físico, permitir a entrada em um sistema de computador ou o acesso a recursos a que ela tenha direito, ou ainda para impedir que pessoas não-autorizadas consigam acessar tais recursos e sistemas.</p>
<p>As técnicas mais tradicionais de autenticação e autorização envolvem o uso de senhas ou tokens de identificação (como cartões de acesso).&nbsp;Em um sistema baseado em <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/linux/38-gerenciamento-de-usuarios-e-grupos-05-alterar-senhas-comando-passwd/">senhas</a>, por exemplo, uma correspondência perfeita entre duas strings alfanuméricas é necessária para validar a identidade de um usuário.</p>
<p>E para tal o usuário precisa criar essas strings e se lembrar delas &#8211; duas tarefas que podem comprometer o nível de segurança da aplicação ou do sistema, pois é comum que se empreguem senhas fáceis de memorizar (como datas de aniversário, nomes de animais de estimação, etc.) e, consequentemente, de se descobrir.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17740" title="Sistema de Biometria em Segurança" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/biometria-ilustracao-boson.jpg" alt="Sistema de Biometria em Segurança" width="551" height="328" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/biometria-ilustracao-boson.jpg 633w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/biometria-ilustracao-boson-420x250.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 551px) 100vw, 551px" /></p>
<p>Para melhorar e aumentar o nível de segurança em tais aplicações é recomendado que se empreguem tecnologias mais confiáveis, como o uso da <em><strong>Biometria</strong></em>, ou <em><strong>Reconhecimento Biométrico</strong></em>.</p>
<h3>Conceitos Básicos de Segurança</h3>
<p>Para entender e apreciar a importância da ciência biométrica, precisamos ter em mente dois conceitos básicos: os conceitos de <em>identidade pessoal</em> e de <em>gerenciamento de identidade</em>.</p>
<ul>
<li>Identidade Pessoal: é o conjunto de atributos físicos e comportamentais associados a uma pessoa.</li>
<li>Gerenciamento de Identidade: Técnicas empregadas para estabelecer a associação entre um indivíduo e sua identidade pessoal.</li>
</ul>
<p>Uma pessoa pode ser reconhecida com base em três métodos básicos:</p>
<ol>
<li>O que ela sabe, como as já citadas senhas ou PINs (<strong>P</strong>ersonal <strong>I</strong>dentification <strong>N</strong>umbers);</li>
<li>O que ela possui (extrinsecamente), como um token ou cartão de acesso;</li>
<li>O que ela é (intrinsecamente), ou seja, as suas características físicas e comportamentais.</li>
</ol>
<p>O gerenciamento de identidade tem papel crucial em diversas aplicações. Alguns exemplos incluem o controle do cruzamento de fronteiras internacionais, restrição de acesso físico a instalações importantes como usinas nucleares, o controle de acesso lógico a recursos compartilhados e informações, a realização remota de transações financeiras, ou a distribuição de benefícios sociais.</p>
<h3>Roubo de Identidade</h3>
<p>A grande importância do gerenciamento de identidade reside no fato de que uma identidade pode ser usurpada. O roubo ou fraude de identidade ocorre quando uma pessoa se apossa da identidade de outro indivíduo ou ainda afirma uma identidade falsa de modo a acessar recursos ou serviços para os quais ela não tem direito.</p>
<p>Por exemplo, de posse da senha de uma pessoa é possível realizar transações bancárias pela Internet sem que ela se dê conta, podendo causar prejuízos financeiros grandes.</p>
<h3>Biometria</h3>
<p>O reconhecimento biométrico pode ser definido como a ciência empregada para estabelecer a identidade de um indivíduo com base em características físicas e/ou comportamentais da pessoa, de forma total ou semi-automatizada. A palavra &#8220;biometria&#8221; é a combinação de duas palavras em grego: &#8220;<em><strong>bios</strong></em>&#8220;, que significa <strong>vida</strong>, e &#8220;<em><strong>metros</strong></em>&#8220;, que significa <strong>medição</strong>. Ou seja, a medição de características de um ser vivo.</p>
<p>As características biométricas constituem uma ligação forte e razoavelmente permanente entre uma pessoa e sua identidade. Isso significa que essas características, ou traços, podem ser associados a um indivíduo de forma a permitir que esse indivíduo seja identificado e diferenciado dos demais indivíduos com baixa probabilidade de erro, além de serem <em>imutáveis</em>, ou seja, não mudam ao longo da vida da pessoa, exceto em casos específicos.</p>
<h3>Sistema Biométrico</h3>
<p>Um sistema biométrico é essencialmente um sistema de reconhecimento ou comparação de padrões que consiste em quatro blocos básicos de construção:</p>
<ul>
<li>Sensor:&nbsp;Interface de usuário que mede ou registra os dados biométricos brutos do usuário.</li>
<li>Extrator de características:&nbsp;&nbsp;Módulo que realiza pré-processamento nos dados brutos lidos do sensor. Funções incluem a avaliação da qualidade da leitura realizada, segmentação e melhoria</li>
<li>Banco de dados:&nbsp;Repositório das informações biométricas e identidade pessoal.</li>
<li>Comparador (sistema de correspondência):&nbsp;Módulo que compara amostras&nbsp;biométricas com dados armazenados no banco,&nbsp;para efetuar validação ou recusar uma identidade alegada.</li>
</ul>
<p><em>Segmentação</em> é a separação entre dados coletados e ruído presente na leitura das características desejadas.<br />
<em>Melhoria</em> inclui processos como equalização, suavização, mais redução de ruído, etc., empregados para aumentar a qualidade dos dados adquiridos a partir do sensor biométrico.</p>
<p>Um sistema biométrico mede uma ou mais características físicas ou comportamentais, como informações de impressões digitais, rosto, íris, retina, voz, assinatura, modo de andar, DNA, e outras de um indivíduo para determinar ou verificar sua identidade.</p>
<p>Essas características são chamadas de <strong><em>traços</em></strong>, <strong><em>indicadores</em></strong>, <strong><em>identificadores</em></strong> ou <strong><em>modalidades</em></strong>. Resumiremos os principais traços biométricos mais adiante, neste artigo.</p>
<h3>Erros em sistemas de biometria</h3>
<p>A ciência do reconhecimento biométrico é baseada em duas premissas fundamentais dos traços biométricos: singularidade e permanência.&nbsp;Um identificador biométrico é único (singular) apenas se duas pessoas no mundo podem ser diferenciadas com base nesse identificador.</p>
<p>Já um traço biométrico é permanente se ele não muda ao longo do tempo de vida de um indivíduo.</p>
<p>Raramente essas duas premissas são totalmente válidas em sistemas biométricos reais, e por conta disso sempre há um componente de erro que pode acometer o sistema. Porém, a taxa de erros em leituras ou verificações em um sistema biométrico é muito menor do que em sistemas tradicionais, como os sistemas que empregam senhas para identificação pessoal.</p>
<h3>Características biométricas comuns</h3>
<p>Algumas das características biométricas mais comuns empregadas em sistemas incluem:</p>
<ul>
<li>Impressões digitais</li>
<li>Impressão da palma da mão</li>
<li>Íris</li>
<li>Rosto</li>
<li>Geometria da mão</li>
<li>Voz</li>
<li>Modo de andar</li>
<li>Retina</li>
<li>Assinatura</li>
<li>DNA</li>
</ul>
<p>Vamos ver uma breve introdução a algumas das características biométricas mais comumente empregadas.</p>
<h4>Impressão Digital</h4>
<p>Impressão digital é o padrão de cristas (papilas) e sulcos na superfície da ponta de um dedo, cuja formação é determinada durante os primeiros sete meses do desenvolvimento do feto.</p>
<p>Desde a Antiguidade é sabido que as impressões digitais são diferentes de pessoa para pessoa, e elas já vem sendo usadas em&nbsp;aplicações forenses há mais de 100 anos. Os padrões de impressão digital são diferentes até mesmo em gêmeos idênticos.</p>
<div id="attachment_17726" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17726" class="wp-image-17726" title="Leitor de impressões digitais - biometria" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/leitor-impressão-digital.png" alt="Leitor de impressões digitais - biometria" width="250" height="336" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/leitor-impressão-digital.png 396w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/leitor-impressão-digital-313x420.png 313w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /><p id="caption-attachment-17726" class="wp-caption-text">Leitor de impressões digitais</p></div>
<p>A leitura de digitais é a técnica biométrica mais difundida e comum, mas não necessariamente a mais segura ou eficiente, apesar de indiscutivelmente ser muito importante nos dias de hoje.</p>
<h4>Impressão da Palma da Mão</h4>
<p>As palmas das mãos humanas contém padrões de cristas e sulcos como as impressões digitais, e&nbsp; por isso são exploradas em aplicações de biometria.</p>
<p>A área da palma é bem maior que a área de um dedo, e, por conta disso, as impressões de palmas podem ser mais distintivas que as impressões digitais.</p>
<div id="attachment_17728" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17728" class="wp-image-17728" title="Leitura da palma da mão em biometria" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palma-da-mao-leitura.jpg" alt="Leitura da palma da mão em biometria" width="400" height="278" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palma-da-mao-leitura.jpg 526w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palma-da-mao-leitura-420x292.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-17728" class="wp-caption-text">Leitura da palma da mão com um leitor biométrico</p></div>
<p>Também é possível explorar os padrões das&nbsp;veias nas palmas das mãos, que é diferente em todas as pessoas, mesmo em gêmeos idênticos.</p>
<h4>Reconhecimento de Íris</h4>
<p>A íris é a região anular do olho que se localiza entre a pupila e a esclera (branco do olho). Trata-se da parte do olho que é colorida, sendo facilmente observável e muito utilizada em aplicações de biometria.</p>
<div id="attachment_17741" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17741" class="wp-image-17741 size-full" title="Íris em um olho humano - biometria" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/iris-olho-biometria.jpg" alt="Íris em um olho humano - biometria" width="275" height="236"><p id="caption-attachment-17741" class="wp-caption-text">Íris em um olho humano</p></div>
<p>A textura visual da íris é formada durante o desenvolvimento fetal e se estabiliza durante os dois primeiros anos de vida (a cor continua a mudar por mais tempo).&nbsp;Como essa textura é muito complexa, pode ser&nbsp;usada para reconhecimento pessoal.</p>
<div id="attachment_17729" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17729" class="wp-image-17729 size-full" title="Scanner de íris" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/scanner-de-iris.jpg" alt="Scanner de íris" width="400" height="484" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/scanner-de-iris.jpg 400w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/scanner-de-iris-347x420.jpg 347w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-17729" class="wp-caption-text">Scanner de íris</p></div>
<p>Mais de 200 pontos são analisados por um leitor de íris comum. E o uso de óculos ou lentes de contato não altera as características da íris.</p>
<h4>Scanner de Retina</h4>
<p>A vasculatura da retina (conjunto das veias no fundo do olho) é rica em estruturas e aparentemente distinta para cada indivíduo e também para cada olho.&nbsp;Alega-se que é o tipo de biometria mais seguro de todos, pois é praticamente impossível alterar ou replicar o padrão de veias na retina humana.</p>
<div id="attachment_17731" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17731" class="wp-image-17731" title="Veias na retina humana" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/retina-humana-boson.jpg" alt="Veias na retina humana" width="300" height="301" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/retina-humana-boson.jpg 323w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/retina-humana-boson-170x170.jpg 170w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-17731" class="wp-caption-text">Veias na retina humana</p></div>
<p>Porém pode revelar condições médicas, como hipertensão. A taxa de erro de um scanner de retina é de cerca de 1 em 10 milhões.</p>
<p>É impossível forjar uma retina humana, e a retina de um morto se degrada muito rapidamente, de modo que não é possível usá-la para enganar um scanner.&nbsp;A taxa de erro de um scanner de retina é de cerca de 1 em 10 milhões &#8211; compare isso à taxa de erro de leitores de impressão digital, que pode ser tão alta como 1 em 500 leituras.</p>
<div id="attachment_17732" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17732" class="wp-image-17732 size-full" title="Scanner de retina para biometria" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/scanner-de-retina-biometria.jpg" alt="Scanner de retina para biometria" width="245" height="347"><p id="caption-attachment-17732" class="wp-caption-text">Scanner de retina para biometria</p></div>
<p>Trata-se de um método indicado e apropriado para ambientes que requeiram segurança máxima, como instalações militares, governamentais ou financeiras.</p>
<h4>Reconhecimento Facial (Rosto)</h4>
<p>Reconhecimento facial é um método não-intrusivo, que leva em conta características específicas do rosto de uma pessoa, sendo que os atributos faciais são os traços biométricos mais comuns empregadas pelos humanos para se&nbsp;reconhecerem entre si.</p>
<p>Envolve a análise de características e padrões faciais para verificação e autenticação de um indivíduo.</p>
<div id="attachment_17730" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17730" class="wp-image-17730 size-full" title="Reconhecimento facial em biometria" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Reconhecimento-Facial-boson.jpg" alt="Reconhecimento facial em biometria" width="450" height="331" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Reconhecimento-Facial-boson.jpg 450w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Reconhecimento-Facial-boson-420x309.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-17730" class="wp-caption-text">Equipamento para reconhecimento facial biométrico</p></div>
<p>O reconhecimento facial comumente emprega recursos avançados de Inteligência Artificial, como algoritmos específicos que facilitam o processamento das imagens capturadas.</p>
<h4>Geometria da Mão</h4>
<p>Sistema baseado em um número de medidas tiradas da mão humana, incluindo formato, tamanho da palma, comprimentos e larguras dos dedos, entre outras.</p>
<div id="attachment_17736" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17736" class="wp-image-17736 size-full" title="Scanner de geometria das mãos" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/scanner-geometria-mão.jpg" alt="Scanner de geometria das mãos" width="300" height="364"><p id="caption-attachment-17736" class="wp-caption-text">Scanner de geometria das mãos</p></div>
<p>A geometria das mãos não é muito distintiva, e por isso não pode ser escalonada para sistemas que necessitem identificar um indivíduo em uma população grande, sendo indicada para ambientes com poucas pessoas, como pequenos escritórios ou residências.</p>
<h4>Modo de Andar</h4>
<p>O modo de andar é um dos poucos traços biométricos que pode ser usado para reconhecer uma pessoa à distância.</p>
<p>Essa técnica biométrica consiste em uma câmera de vídeo que captura imagens de uma pessoa caminhando, considerando características como ângulos entre as articulações e silhuetas do indivíduo para criar e verificar um perfil biométrico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-17737" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/modo-de-andar-biometria.jpg" alt="Modo de andar em sistemas biométricos" width="783" height="192" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/modo-de-andar-biometria.jpg 783w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/modo-de-andar-biometria-420x103.jpg 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/modo-de-andar-biometria-768x188.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 783px) 100vw, 783px" /></p>
<p>É útil em cenários de vigilância onde a identidade de um indivíduo pode ser estabelecida de forma secreta e sem a necessidade de sua colaboração.</p>
<h4>Reconhecimento de Voz</h4>
<p>O reconhecimento por voz emprega uma combinação de características biométricas físicas e comportamentais.</p>
<p>As características físicas são invariantes para um indivíduo, pois dependem da constituição de suas cordas vocais, formato da boca, nariz, etc., mas os aspectos comportamentais podem mudar ao longo do tempo, devido à idade, condição de saúde (uma gripe, por exemplo), estado emocional, etc.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17738" title="Reconhecimento de voz em biometria" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/voz-biometria.jpg" alt="Reconhecimento de voz em biometria" width="450" height="238" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/voz-biometria.jpg 475w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/voz-biometria-420x222.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>Por conta desses fatores a biometria por voz não é apropriada para identificação&nbsp;em grande escala, sendo empregada apenas em ambientes pequenos, como ambientes domésticos.</p>
<h4>Assinatura</h4>
<p>A forma como uma pessoa assina seu nome é uma característica específica de cada indivíduo.</p>
<p>Uma assinatura requer contato físico com o instrumento de escrita (e esforço do usuário), e é uma técnica amplamente aceita em transações legais, governamentais e comerciais como forma de autenticação. A assinatura pode ser realizada de forma tradicional, em papel, ou em um sistema digital, usando-se sensores e dispositivos apropriados.</p>
<div id="attachment_17743" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17743" class="size-full wp-image-17743" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/assinatura-biometria-boson.jpg" alt="Assinatura biométrica em segurança de redes" width="400" height="231"><p id="caption-attachment-17743" class="wp-caption-text">Assinatura biométrica com dispositivo digital</p></div>
<p>Porém, trata-se de um traço biométrico comportamental que pode mudar&nbsp;ao longo do tempo, e ainda ser influenciado por estados físico&nbsp;e emocional do assinante. Além disso, falsificadores profissionais são capazes de forjar uma&nbsp;assinatura, e assim enganar todo um sistema de verificação.</p>
<h4>DNA</h4>
<p>O DNA , ou <em>Ácido Desoxirribonucleico</em>, é a molécula que contém a informação genética necessária para o desenvolvimento e funcionamento de organismos vivos. Trata-se de uma espécie de código unidimensional único para cada indivíduo, sendo distinto até mesmo em gêmeos idênticos.</p>
<p>A chance de dois indivíduos compartilharem o mesmo DNA é menor do que uma em cem bilhões.&nbsp;Mesmo gêmeos idênticos não compartilham 100% do mesmo DNA, com algumas mutações diferindo entre eles.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17739 size-full" title="Reconhecimento biométrico por DNA" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/04/dna-biometria.jpg" alt="Reconhecimento biométrico por DNA" width="410" height="253"></p>
<p>A identificação por DNA é usada atualmente em aplicações forenses para identificar suspeitos e vítimas, ou para verificar a existência de laços familiares entre pessoas. É uma forma de identificação suscetível à contaminação ou degradação, necessita de métodos químicos, e pode acabar revelando informações privadas, como a existência de doenças no indivíduo.</p>
<h3>Outros tipos de biometria</h3>
<p>Existem diversos outros tipos de traços biométricos que podem encontrar aplicação em sistemas de reconhecimento, apesar de não serem muito empregados atualmente (ainda).</p>
<p>Entre eles se incluem:</p>
<ul>
<li>Termograma infravermelho das veias</li>
<li>Odor</li>
<li>Formato das Orelhas</li>
</ul>
<h3>Multibiometria</h3>
<p>Uma forma de melhorar ainda mais a precisão de um sistema biométrico é usar mais de um traço biométrico em uma aplicação de reconhecimento, tornando-os mais confiáveis devido ao emprego de múltiplas peças de evidência.</p>
<p>Esse tipo de sistema é denominado <strong><em>sistema multibiométrico</em></strong> ou ainda <strong><em>biometria multimodal</em></strong>.</p>
<p>Ao se combinar mais de uma&nbsp;forma de identificação biométrica em uma mesma aplicação, obtém-se um sistema de&nbsp;identificação ultra seguro, com aplicações geralmente nas áreas militar e governamental.</p>
<h3>Aplicações dos sistemas de biometria</h3>
<p>Estabelecer a identidade de uma pessoa com alto grau de confiabilidade é crítico em diversas aplicações. Alguns exemplos:</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;" border="1">
<thead>
<tr>
<td style="width: 33.3333%; text-align: center;"><strong>Forense</strong></td>
<td style="width: 33.3333%; text-align: center;"><strong>Governamental</strong></td>
<td style="width: 33.3333%; text-align: center;"><strong>Comercial</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Identificação de cadáveres</td>
<td style="width: 33.3333%;">Documentos para identificação de cidadãos</td>
<td style="width: 33.3333%;">Controle de acesso a edifícios, como empresas.</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Investigação criminal</td>
<td style="width: 33.3333%;">Distribuição de benefícios</td>
<td style="width: 33.3333%;">Caixas eletrônicos (ATM)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Testes de paternidade</td>
<td style="width: 33.3333%;">Controle de fronteiras</td>
<td style="width: 33.3333%;">E-commerce e e-banking</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 33.3333%;">Localização de pessoas desaparecidas</td>
<td style="width: 33.3333%;">Aplicações militares</td>
<td style="width: 33.3333%;">Login em sistemas de computador</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Sistemas de Segurança</h3>
<p>É importante perceber que um sistema de biometria é apenas um componente em uma solução geral de segurança, pois ele cuida apenas do aspecto da autenticação.</p>
<p>Outras tecnologias como <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/criptografia-paradigmas-e-tecnicas-de-autenticacao/">criptografia</a>, assinaturas digitais, etc. são necessárias para atender aos critérios de confidencialidade, integridade e disponibilidade do sistema de informação como um todo.</p>
<p>Assim, o sistema de biometria pode ser considerado como um subsistema no sistema de informação completo.</p>
<h3>Resumo</h3>
<p>A biometria traz diversas vantagens quando comparada a sistemas de autenticação baseados em tokens ou informações conhecidas:</p>
<ul>
<li>Desencoraja a fraude e aumenta a segurança</li>
<li>Detecta duplicação de identidades</li>
<li>Não pode ser transferido, esquecido, perdido ou copiado com facilidade</li>
<li>Elimina alegações de repúdio</li>
<li>Aumenta a conveniência e facilidade de uso para o usuário.</li>
</ul>
<p>Assim, os sistemas de reconhecimento por biometria são reconhecidos como uma ferramenta poderosa e necessária para o gerenciamento de identidades.</p>
<p>O reconhecimento confiável de indivíduos é parte integral do funcionamento adequado de nossa sociedade. Hoje é amplamente aceito que técnicas de reconhecimento convencionais baseadas em credenciais como documentos de identificação, passaportes, senhas, PINs, etc., não são suficientemente confiáveis para reconhecer um indivíduo, pois são vulneráveis a roubo e falsificação.</p>
<h3>Referências</h3>
<ul>
<li>JAIN, A.K.; ROSS, A.A.; NANDAKUMAR, K. <em><strong>Introduction to Biometrics</strong></em>. 1ª ed. 2001. Springer</li>
<li>JAIN, A.K.; ROSS, A.A.; NANDAKUMAR, K. <em><strong>Handbook of Multibiometrics</strong></em>. 1ª ed. 2006. Springer</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-biometria-conceitos-e-tecnologias/">O que é Biometria &#8211; Conceitos e Tecnologias</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como apagar dados de forma segura com a ferramenta nwipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2021 11:28:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ferramentas e Utilitários]]></category>
		<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[Hardware]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apagar dados de forma segura com a ferramenta nwipe De tempos em tempos nós atualizamos nossos equipamentos, muitas vezes simplesmente adquirindo um novo PC ou notebook, ou trocando componentes, como o disco rígido (HD). E o computador ou dispositivo antigo acaba sendo doado ou, quando possível, revendido para terceiros. Porém, temos um problema nesse processo: o computador geralmente está repleto de informações pessoais e sensíveis. Por exemplo, quase todos temos em nossos computadores: Fotos pessoais Documentos escaneados Senhas salvas em navegadores e softwares Dados de cartão de crédito e bancários em geral salvos no app do banco Vídeos &#8220;sensíveis&#8221; Entre outros tipos de informação. É óbvio que, antes de passar o equipamento adiante, temos de apagar essas informações em definitivo, para que não sejam vazadas e utilizadas de modo a nos prejudicar (e o prejuízo pode ser imenso!). Mas como fazer isso? Será que simplesmente apagar os arquivos e limpar a lixeira do sistema resolve? Ou limpar o histórico de navegação do navegador? Claro que não! Todos os dados presentes no disco, mesmo que apagados de forma convencional, podem ser recuperados com ferramentas especiais. Isso inclui mídias removíveis, como pendrives e cartões de memória! E justamente por conta disso é [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Apagar dados de forma segura com a ferramenta nwipe</h2>
<p>De tempos em tempos nós atualizamos nossos equipamentos, muitas vezes simplesmente adquirindo um novo PC ou notebook, ou trocando componentes, como o disco rígido (HD). E o computador ou dispositivo antigo acaba sendo doado ou, quando possível, revendido para terceiros.</p>
<p>Porém, temos um problema nesse processo: o computador geralmente está repleto de informações pessoais e sensíveis. Por exemplo, quase todos temos em nossos computadores:</p>
<ul>
<li>Fotos pessoais</li>
<li>Documentos escaneados</li>
<li>Senhas salvas em navegadores e softwares</li>
<li>Dados de cartão de crédito e bancários em geral salvos no app do banco</li>
<li>Vídeos &#8220;sensíveis&#8221;</li>
</ul>
<p>Entre outros tipos de informação. É óbvio que, antes de passar o equipamento adiante, temos de apagar essas informações em definitivo, para que não sejam vazadas e utilizadas de modo a nos prejudicar (e o prejuízo pode ser imenso!).</p>
<p>Mas como fazer isso? Será que simplesmente apagar os arquivos e limpar a lixeira do sistema resolve? Ou limpar o histórico de navegação do navegador?</p>
<p><em><strong>Claro que não!</strong></em></p>
<p>Todos os dados presentes no disco, mesmo que apagados de forma convencional, podem ser recuperados com ferramentas especiais. Isso inclui mídias removíveis, como pendrives e cartões de memória! E justamente por conta disso é que precisamos usar outras ferramentas especiais, com o propósito de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/linux/como-excluir-arquivos-e-limpar-discos-com-seguranca-no-linux-comandos-dd-e-dc3dd/" target="_blank" rel="noopener">apagar e desaparecer de vez com nossos dados particulares</a>, de forma segura, para evitar problemas (graves) futuros.</p>
<p>Diversas ferramentas existem com esse propósito, e neste artigo vou apresentar uma ferramenta leve, simples e bastante efetiva para limpar seus dados do computador: o <strong>nwipe</strong>.</p>
<h3>A ferramenta nwipe</h3>
<p>O nwipe é uma ferramenta de software livre baseada em Linux usada para apagar de forma segura o conteúdo de um disco ou mídia removível. Trata-se de um fork do comando dwipe usado no <a href="https://dban.org/" target="_blank" rel="noopener"><em>Darik´s Boot and Nuke</em> (DBAN)</a>, distribuída sob licença GNU GPL 2.0.</p>
<p>Com o nwipe é possível limpar um ou mais discos simultaneamente, e a ferramenta funciona em linha de comandos ou por meio de uma interface de texto do tipo ncurses.</p>
<p>O nwipe trabalha aplicando operações que realizam a substituição dos dados nas mídias por números pseudo-aleatórios gerados por algoritmos como o Mersenne Twister (bastante comum) ou ISAAC.</p>
<p>Além de limpar os HDs de um computador em definitivo para que ele possa ser reciclado, também podemos apagar mídias removíveis e até mesmo limpar os discos para eliminar infecções por malware, como por exemplo em máquinas infectadas por <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/nova-ferramenta-permite-descriptografar-arquivos-de-pcs-infectados-pelo-ransomware-wannacry/">ransomware</a>.</p>
<h3>Onde encontrar o nwipe</h3>
<p>O nwipe está disponível em muitos repositórios de distribuições Linux, como imagem bootável para download ou ainda como componente de ferramentas de recuperação e manutenção de sistemas, como o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/ferramentas-e-utilitarios/recuperando-arquivos-de-um-sistema-windows-que-nao-inicializa-usando-systemrescuecd/">SystemRescueCD</a>, ShredOS, <a href="https://youtu.be/amXMfZER0Iw" target="_blank" rel="noopener">Parted Magic</a> e o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/ferramentas-e-utilitarios/all-in-one-system-rescue-toolkit-aio-srt-review/">All in One System Rescue Toolkit</a>, entre ouros.</p>
<p>O projeto nwipe completo, incluindo código fonte, pode ser encontrado na página do GitHub de seu desenvolvedor, o holandês Martijn van Brummelen: <a href="https://github.com/martijnvanbrummelen/nwipe" target="_blank" rel="noopener">https://github.com/martijnvanbrummelen/nwipe</a></p>
<p>A ferramenta inclui diversos métodos de apagamento seguro de dados, como por exemplo:</p>
<ul>
<li>Zero Fill: Limpeza rápida, de um passo, que preenche o dispositivo com zeros, em uma única operação</li>
<li>DoD Short: (DoD Curto) Padrão 5220.22-M, versão curta do Departamento de Defesa Americano, com limpeza em 3 passos</li>
<li>DoD 5220.22-M: Padrão 5220.22-M completo do Departamento de Defesa Americano, com 7 passos de limpeza</li>
<li>Gutmann Wipe: Método de Peter Gutmann, que consiste em exclusão segura de dados de mídias magnéticas e de estado sólido.</li>
<li>Fluxo PRNG: Preenche o dispositivo com um fluxo de dados do PRNG (Pseudo-Random Number Generator)</li>
</ul>
<p>E outros. Os métodos de vários passos disponíveis permitem lidar com o problema de <strong>Remanescência de Dados</strong>, que basicamente significa que ainda é possível recuperar dados de uma mídia mesmo após terem sido apagados (de forma convencional).</p>
<p>O nwipe também pode executar o método Verify Only, que apenas lê e verifica se o dispositivo está totalmente preenchido com zeros.</p>
<p>Além disso, o nwipe inclui os geradores de números pseudo-aletórios Mersenne Twister e ISAAC.</p>
<h3>Como usar o nwipe</h3>
<p>A forma mais eficiente de usar o nwipe, a meu ver, é com uma distribuição de recuperação de sistemas, pois não há a necessidade de instalar nenhum software na máquina. A seguir, temos a tela principal do nwipe aberta após dar boot em um pendrive com o <a href="https://paul.is-a-geek.org/aio-srt/" target="_blank" rel="noopener">All in One System Rescue Toolkit</a>&nbsp;(mesmo procedimento para outras distros):</p>
<div id="attachment_17471" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17471" class="wp-image-17471" title="Tela inicial do nwipe modo ncurses" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-tela-inicial-apagar-dados.png" alt="Tela inicial do nwipe modo ncurses" width="701" height="340" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-tela-inicial-apagar-dados.png 773w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-tela-inicial-apagar-dados-420x204.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-tela-inicial-apagar-dados-768x373.png 768w" sizes="auto, (max-width: 701px) 100vw, 701px" /><p id="caption-attachment-17471" class="wp-caption-text">Tela inicial do nwipe com interface ncurses</p></div>
<p>De acordo com os atalhos listados no rodapé da aplicação, temos:</p>
<ul>
<li>Tecla M: alterar o método de limpeza empregado (padrão: DoD Short)</li>
<li>Tecla R: Alterar o número de rounds (execuções / &#8220;passadas&#8221;). O padrão é 1.</li>
<li>Tecla de Espaço: Selecionar as mídias a serem apagadas (setas de direção para navegar por elas)</li>
<li>Tecla B: Limpeza do disco</li>
<li>Tecla S: Iniciar a limpeza nas mídias selecionadas</li>
<li>Ctrl + C: Interromper e sair da aplicação.</li>
</ul>
<p>Por exemplo, teclando M temos acesso à tela para escolha do método de exclusão segura empregado:</p>
<div id="attachment_17472" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17472" class="wp-image-17472" title="Método de apagamento do nwipe" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-metodo-apagamento-boson.png" alt="Método de apagamento do nwipe" width="700" height="315" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-metodo-apagamento-boson.png 791w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-metodo-apagamento-boson-420x189.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-metodo-apagamento-boson-768x346.png 768w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-17472" class="wp-caption-text">Método de apagamento do nwipe</p></div>
<p>O padrão é DoD Short. Para cada método selecionado o programa mostra uma curta descrição de sua operação.&nbsp;</p>
<h3>Exemplo de uso do nwipe</h3>
<p>A tela a seguir mostra um pendrive antigo, de 1 GB, conectado ao meu sistema (Debian 10) e selecionado para apagamento total dos dados:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17476" title="Limpar dados de um pendrive com nwipe" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-01-1024x525.png" alt="Limpar dados de um pendrive com nwipe" width="700" height="359" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-01-1024x525.png 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-01-420x215.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-01-768x394.png 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-01.png 1439w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>A seguir temos a operação de exclusão definitiva de dados do pendrive em andamento. Usei o método padrão DoD Short (DoD Curto), com o algoritmo Mersenne Twister:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17477" title="Limpar dados de um pendrive com nwipe" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-02-1024x524.png" alt="Limpar dados de um pendrive com nwipe" width="701" height="359" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-02-1024x524.png 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-02-420x215.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-02-768x393.png 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-02.png 1435w" sizes="auto, (max-width: 701px) 100vw, 701px" /></p>
<p>E, após alguns minutos*, o processo está finalizado e o pendrive, totalmente zerado.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17478" title="Excluir dados de um pendrive com nwipe" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-03-1024x524.png" alt="Limpar dados de um pendrive com nwipe" width="700" height="358" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-03-1024x524.png 1024w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-03-420x215.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-03-768x393.png 768w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2021/01/nwipe-apagar-pendrive-03.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>*Como podemos ver no painel de estatísticas (<em>Statistics</em>) no lado direito da tela da aplicação, não foram apenas &#8220;alguns minutos&#8221;; foram 42 minutos e 57 segundos. Esse tipo de processo é demorado mesmo! O método Zero Fill (limpeza rápida &#8211; preencher com zeros) levou apenas 06:35 min no mesmo pendrive.</p>
<p>Caso prefira, assista a uma demonstração do nwipe em um vídeo do canal Bóson Treinamentos no YouTube (e aproveite para se inscrever no canal!):</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/5FMNJ0739OA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h3>Como instalar o nwipe no Linux</h3>
<p>Caso você prefira instalar a ferramenta em um sistema, como o Ubuntu ou Debian, use o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/linux/sistema-de-gerenciamento-de-pacotes-apt-no-linux/">gerenciador de pacotes apt</a>:</p>
<pre><strong>$ sudo apt install nwipe</strong></pre>
<p>Note que é necessário ter alguns pacotes pré-instalados no sistema, incluindo:</p>
<ul>
<li>ncurses</li>
<li>pthreads</li>
<li>parted</li>
</ul>
<p>Para rodar a aplicação após a instalação:</p>
<pre><strong>$ sudo nwipe</strong></pre>
<p>Será aberta a mesma tela mostrada anteriormente. Basta agora selecionar a mídia a apagar, ajustar as configurações de sua preferência ou necessidade, e realizar a operação &#8211; lembrando que o apagamento completo de discos pode levar um tempo considerável, várias horas inclusive!</p>
<p>É isso aí! Apresentamos neste tutorial a ferramenta <strong>nwipe</strong> para exclusão de dado segura em discos fixos e removíveis. Nos próximos tutoriais traremos mais ferramentas importantes e úteis para manutenção e recuperação de sistemas.</p>
<p>Até!</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/ferramentas-e-utilitarios/como-apagar-dados-de-forma-segura-com-a-ferramenta-nwipe/">Como apagar dados de forma segura com a ferramenta nwipe</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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		<title>O que é Rainbow Table em Criptografia</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-rainbow-table/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2019 22:17:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Criptografia]]></category>
		<category><![CDATA[Hacker]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é Rainbow Table É extremamente comum armazenarmos uma senha em um bancos de dados usando um hash criptográfico computado a partir dessas senhas. Assim, em teoria, se alguém conseguir acessar a tabela que armazena esses hashes, não poderá saber qual é a senha que o gerou, pois as funções de hash empregadas são funções de uma via (one-way), o que significa que o algoritmo não é reversível. Porém, isso não garante efetivamente que seja impossível descobrir as senhas. Existem técnicas que podem levar um indivíduo mal-intencionado a obter senhas de forma indevida, como ataques de força bruta e ataques de dicionário &#8211; mas o tipo de ataque que pode ser mais efetivo neste caso é o emprego de Rainbow Tables. Rainbow Table é um método para descobrir senhas a partir de hashes, de forma rápida. A ideia básica é pré-computar uma longa lista de senhas, com seus respectivos hashes gerados por algum algoritmo específico, e armazenar essa lista em um arquivo, no formato de uma tabela. Assim, é possível reverter uma função de hash criptográfico. Uma rainbow table pode conter muitos bilhões de hashes com as respectivas senhas que os geraram, podendo ser consultada em questão de segundos. [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-rainbow-table/">O que é Rainbow Table em Criptografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é Rainbow Table</h2>
<p>É extremamente comum armazenarmos uma senha em um bancos de dados usando um hash criptográfico computado a partir dessas senhas. Assim, em teoria, se alguém conseguir acessar a tabela que armazena esses hashes, não poderá saber qual é a senha que o gerou, pois as funções de hash empregadas são funções de uma via (one-way), o que significa que o algoritmo não é reversível.</p>
<p>Porém, isso não garante efetivamente que seja impossível descobrir as senhas. Existem técnicas que podem levar um indivíduo mal-intencionado a obter senhas de forma indevida, como ataques de força bruta e ataques de dicionário &#8211; mas o tipo de ataque que pode ser mais efetivo neste caso é o emprego de Rainbow Tables.</p>
<p><strong>Rainbow Table</strong> é um método para descobrir senhas a partir de <strong>hashes</strong>, de forma rápida. A ideia básica é pré-computar uma longa lista de senhas, com seus respectivos hashes gerados por algum algoritmo específico, e armazenar essa lista em um arquivo, no formato de uma tabela. Assim, é possível reverter uma função de hash criptográfico.</p>
<p>Uma rainbow table pode conter muitos bilhões de hashes com as respectivas senhas que os geraram, podendo ser consultada em questão de segundos. Assim, a partir de um hash, é possível retornar a senha correspondente.</p>
<h3>Exemplo</h3>
<p>Suponha que o usuário Fábio use a senha <strong>LaranjaLima</strong> para se logar em um sistema. Essa senha, após ser criptografada usando um algoritmo de hash como o MD5, fica assim:</p>
<pre><strong>58D8295B3B5966D00DFC5304544D806F</strong></pre>
<p>Este é o hash MD5 da senha fornecida, que para este exemplo gerei usando um <a href="https://passwordsgenerator.net/md5-hash-generator/" target="_blank" rel="noopener">gerador de hash online</a>, e que seria armazenado no banco de dados de senhas do sistema. A partir desse hash, não há função que permita determinar a senha original.</p>
<p>Porém, se este hash for fornecido a uma aplicação que utilize rainbow tables, pode ser possível descobrir a senha que o originou. Existem inclusive bancos de dados de hashes online para descobrir senhas de hashes comuns &#8211; vamos testar esse hash no site <a href="https://hashkiller.co.uk/Cracker" target="_blank" rel="noopener">HashKiller</a>:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15917" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/12/rainbow-table-crack-MD5-hash.png" alt="Quebrar senha hash MD5 com rainbow table" width="476" height="128" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/12/rainbow-table-crack-MD5-hash.png 476w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/12/rainbow-table-crack-MD5-hash-420x113.png 420w" sizes="auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px" /></p>
<p>Note que ao fornecer o hash da senha, o site retornou imediatamente a senha que escolhemos. Nível de segurança dessa senha com a criptografia MD5? Quase nulo, como podemos ver.</p>
<h3>Onde encontrar Rainbow Tables</h3>
<p>Muitos sites na Internet distribuem rainbow tables para download, como por exemplo o <a href="https://freerainbowtables.com/" target="_blank" rel="noopener">Free Rainbow Tables</a>, em arquivos que podem chegar a vários Terabytes (TB) de tamanho.</p>
<h3>Como se proteger contra Rainbow Tables</h3>
<p>A forma mais prática e efetiva de evitar o emprego de rainbow tables para descobrir senhas é o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-salt-em-criptografia/">uso de salt na hora de criar o hash de uma senha</a>. Isso basicamente anula o valor das tabelas, pois é praticamente impossível computar previamente os hashes de todas as combinações de caracteres gerados pela combinação de senhas com strings de salt &#8211; desde que sejam longas.</p>
<p>Além disso, alguns algoritmos são mais seguros que outros, tornando difícil o processo de criação de rainbow tables. Evite usar algoritmos de hash vulneráveis, como o MD5 e o SHA1, por exemplo.</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-rainbow-table/">O que é Rainbow Table em Criptografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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		<title>O que é Salt em criptografia</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-salt-em-criptografia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2019 22:10:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Criptografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é Salt Um salt é, basicamente, uma cadeia de caracteres aleatória concatenada com uma senha, passphrase ou arquivo antes de efetuar uma operação de hash. O salt pode ser anexado antes ou depois desses dados, e o uso do salt permite que o hash gerado seja completamente diferente toda vez que for gerado, mesmo que a senha seja idêntica. Assim, por exemplo, se dois usuários escolherem a mesma senha para login em um sistema, o hash de ambas será completamente diferente, por conta do salt adicionado (que será diferente, por ser aleatório). Chamamos comumente a essa operação de salgar a senha. O valor de salt gerado é armazenado no banco de dados juntamente com o hash, pois ele será necessário quando do processo de verificação da senha &#8211; por exemplo, quando um usuário tenta se logar em um sistema com suas credenciais. O emprego de salt inutiliza as técnicas empregadas para descobrir senhas hasheadas, como rainbow tables, tabelas de lookup e de lookup reverso, por exemplo. Como o hacker não tem como saber de antemão os valores de salts que serão empregados ao criar os hashes de senha, se torna impossível gerar tabelas de senhas com seus respectivos [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-salt-em-criptografia/">O que é Salt em criptografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é Salt</h2>
<p>Um <strong>salt</strong> é, basicamente, uma cadeia de caracteres aleatória concatenada com uma senha, passphrase ou arquivo antes de efetuar uma operação de hash. O salt pode ser anexado antes ou depois desses dados, e o uso do salt permite que o hash gerado seja completamente diferente toda vez que for gerado, mesmo que a senha seja idêntica.</p>
<p>Assim, por exemplo, se dois usuários escolherem a mesma senha para login em um sistema, o hash de ambas será completamente diferente, por conta do salt adicionado (que será diferente, por ser aleatório).</p>
<p>Chamamos comumente a essa operação de <strong><em>salgar a senha</em></strong>.</p>
<p>O valor de salt gerado é armazenado no banco de dados juntamente com o hash, pois ele será necessário quando do processo de verificação da senha &#8211; por exemplo, quando um usuário tenta se logar em um sistema com suas credenciais.</p>
<p>O emprego de salt inutiliza as técnicas empregadas para descobrir senhas hasheadas, como rainbow tables, tabelas de lookup e de lookup reverso, por exemplo. Como o hacker não tem como saber de antemão os valores de salts que serão empregados ao criar os hashes de senha, se torna impossível gerar tabelas de senhas com seus respectivos hashes (como Rainbow Tables).</p>
<p>Além disso,seu uso impede que duas senhas iguais tenham o mesmo valor de hash.</p>
<p>Os salts são gerados usando bibliotecas e funções do tipo <strong>CSPRNG</strong> (<em>Cryptographically Secure Pseudo-Random Number Generator</em>), ou Gerador de Números Pseudo-Aleatórios Criptograficamente Seguros, que estão disponíveis na maioria das linguagens de programação.</p>
<p>Exemplos dessas bibliotecas e funções em algumas linguagens de programação incluem:</p>
<ul>
<li>C &#8211;<a href="http://man7.org/linux/man-pages/man2/getrandom.2.html" target="_blank" rel="noopener"> getrandom()</a></li>
<li>Java &#8211;&nbsp;<a href="https://docs.oracle.com/javase/8/docs/api/java/security/SecureRandom.html" target="_blank" rel="noopener">java.security.SecureRandom</a></li>
<li>Python &#8211; <a href="https://docs.python.org/3/library/secrets.html#module-secrets" target="_blank" rel="noopener">secrets()</a></li>
<li>PHP &#8211; <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/php-programming/armazenando-senhas-de-forma-segura-em-php-funcoes-de-hash/">password_hash()</a>,&nbsp;<a href="https://www.php.net/manual/en/function.random-bytes.php" target="_blank" rel="noopener">random_bytes()</a></li>
<li>C# &#8211;&nbsp;<a href="https://docs.microsoft.com/en-us/dotnet/api/system.security.cryptography.rngcryptoserviceprovider?view=netframework-4.8" target="_blank" rel="noopener">RNGCryptoServiceProvider</a></li>
<li>Ruby &#8211; <a href="https://ruby-doc.org/stdlib-2.5.1/libdoc/securerandom/rdoc/SecureRandom.html" target="_blank" rel="noopener">Securerandom</a></li>
</ul>
<h3>Exemplo</h3>
<p>Suponha que um usuário deseja se cadastrar em um sistema online, criando um nome de usuário e uma senha, a saber: usuário <strong>fabio</strong> e senha <strong>a1s2d3fH</strong>. Precisamos armazenar esse par de valores em um banco de dados (BD) para permitir que o usuário seja capaz de fazer logon sempre que for necessário em sua conta.</p>
<p>Evidentemente não vamos armazenar essa senha no BD, por questões de segurança &#8211; afinal, qualquer um que tenha acesso à tabela do banco de dados poderia obter a senha instantaneamente. O que devemos armazenar é um hash dessa senha &#8211; o valor fornecido de senha será processado por um algoritmo de hash criptográfico.</p>
<p>Porém, mesmo essa técnica não é segura, pois é relativamente fácil encontrar tabelas de senhas com seus respectivos hashes pré-calculados na Internet (chamadas de <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-rainbow-table/"><em>Rainbow Tables</em></a>) &#8211; assim, de posse do hash em si é possível descobrir qual senha foi utilizada para gerá-lo.</p>
<p>Para evitar esse problema usamos o salt.</p>
<p>Geramos um salt criptográfico aleatório (que nunca deve ser reutilizado) e o concatenamos com a senha fornecida pelo usuário, antes de efetuar a operação de hashing. Assim, suponhamos que foi gerado um salt com a sequência de caracteres <strong>hfwoffw8k0*4Mj&amp;jk</strong>. Esse salt será concatenado com a senha:</p>
<pre><strong>hfwoffw8k0*4Mj&amp;jka1s2d3fH</strong></pre>
<p>E esse conjunto alimentará a função de hash:</p>
<pre><strong>hash = fHash(hfwoffw8k0*4Mj&amp;jka1s2d3fH)</strong></pre>
<p>O valor de hash retornado será armazenado no banco de dados. E o salt empregado também deve ser armazenado, para que seja possível validar a senha posteriormente, quando o usuário desejar entrar no dito sistema novamente:</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;" border="1">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 19.8015%; text-align: center;"><strong>Usuario</strong></td>
<td style="width: 48.7596%; text-align: center;"><strong>HashSenha</strong></td>
<td style="width: 31.4388%; text-align: center;"><strong>Salt</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 19.8015%; text-align: center;">fabio</td>
<td style="width: 48.7596%; text-align: center;">fhd#yrfkY6iuhUhygYGytrYT5jh&amp;)dnfnuh&amp;H.U</td>
<td style="width: 31.4388%; text-align: center;">hfwoffw8k0*4Mj&amp;jk</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Resumindo os passos para armazenar senhas de forma segura com salt</h3>
<p><strong>Como armazenar uma senha de forma segura em um banco de dados</strong></p>
<ol>
<li>Gere um salt longo e aleatório usando um CSPRNG.</li>
<li>Anexe o salt gerado à senha escolhida pelo usuário e então crie um hash usando uma função de hash de senha padrão, como <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/linux/utilitario-de-criptografia-bcrypt-no-linux/">bcrypt</a>, scrypt, PBKDF2, ou outra comum.</li>
<li>Salve tanto o hash gerado quanto o salt em campos no banco de dados.</li>
</ol>
<p><strong>Como verificar uma senha</strong></p>
<ol>
<li>Obtenha o salt e o hash armazenados no banco de dados.</li>
<li>Anexe o salt à senha fornecida pelo usuário e crie o hash usando a mesma função de hash usada ao armazenar a senha.</li>
<li>Compare o hash da senha fornecida com o hash armazenado banco de dados. Se eles forem iguais, significa que a senha fornecida está correta. Caso contrário, a senha está errada.</li>
</ol>
<h3>Conclusão</h3>
<p>O emprego de salt aumenta brutalmente a segurança ao criptografar dados usando algoritmos de hash, e é imprescindível que o utilizemos em todos os sistemas que exijam autenticação em algum ponto.</p>
<p>Leia mais sobre o <a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/linux/utilitario-de-criptografia-bcrypt-no-linux/">utilitário de criptografia bcrypt</a> aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/seguranca/o-que-e-salt-em-criptografia/">O que é Salt em criptografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como excluir arquivos e limpar discos com segurança no Linux: comandos dd e dc3dd</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/como-excluir-arquivos-e-limpar-discos-com-seguranca-no-linux-comandos-dd-e-dc3dd/</link>
					<comments>https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/como-excluir-arquivos-e-limpar-discos-com-seguranca-no-linux-comandos-dd-e-dc3dd/?noamp=mobile#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2019 14:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como excluir arquivos e limpar discos com segurança no Linux: comandos dd e dc3dd Imagine que você precisa excluir alguns arquivos confidenciais de um disco do computador ou de um pendrive conectado. Ou ainda, precisa limpar todos os dados presentes em um disco para que ele possa ser reaproveitado, reinstalado, doado, vendido ou mesmo descartado. Como proceder para que nenhuma informação contida nesse disco acabe em mãos erradas? Neste caso podemos lançar mão de algumas ferramentas muito interessantes disponíveis para o Linux. Podemos citar algumas ferramentas muito úteis para limpar dados de um disco de forma definitiva: dd dc3dd shred wipe scrub Neste artigo aprenderemos a limpar discos e partições com o uso dos utilitários dd e dc3dd. Utilitário dd O utilitário dd permite converter, formatar e copiar arquivos, sendo muito utilizado para efetuar backup de partições e discos, ou partes de discos como a área de MBR, por exemplo. Porém, também podemos limpar totalmente um disco utilizando a ferramenta dd. Suponhamos uma partição em disco, /dev/sdb1, que contenha dados confidenciais e que deva ser apagada totalmente para evitar vazamento dessas informações. Vejamos o conteúdo de um diretório hipotético neste disco, montado no diretório /confidencial: $ df -h /dev/sdb1 $ [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/como-excluir-arquivos-e-limpar-discos-com-seguranca-no-linux-comandos-dd-e-dc3dd/">Como excluir arquivos e limpar discos com segurança no Linux: comandos dd e dc3dd</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.bosontreinamentos.com.br">Bóson Treinamentos em Ciência e Tecnologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Como excluir arquivos e limpar discos com segurança no Linux: comandos dd e dc3dd</h2>
<p>Imagine que você precisa excluir alguns arquivos confidenciais de um disco do computador ou de um pendrive conectado.</p>
<p>Ou ainda, precisa limpar todos os dados presentes em um disco para que ele possa ser reaproveitado, reinstalado, doado, vendido ou mesmo descartado.</p>
<p>Como proceder para que nenhuma informação contida nesse disco acabe em mãos erradas?</p>
<p>Neste caso podemos lançar mão de algumas ferramentas muito interessantes disponíveis para o Linux.</p>
<p>Podemos citar algumas ferramentas muito úteis para limpar dados de um disco de forma definitiva:</p>
<ul>
<li>dd</li>
<li>dc3dd</li>
<li><a href="http://www.bosontreinamentos.com.br/linux/comando-shred-excluindo-arquivos-e-limpando-discos-com-seguranca-no-linux/">shred</a></li>
<li>wipe</li>
<li>scrub</li>
</ul>
<p>Neste artigo aprenderemos a limpar discos e partições com o uso dos utilitários <strong>dd</strong> e <strong>dc3dd</strong>.</p>
<h3>Utilitário dd</h3>
<p>O utilitário dd permite converter, formatar e copiar arquivos, sendo muito utilizado para efetuar backup de partições e discos, ou partes de discos como a área de MBR, por exemplo.</p>
<p>Porém, também podemos limpar totalmente um disco utilizando a ferramenta dd. Suponhamos uma partição em disco, /dev/sdb1, que contenha dados confidenciais e que deva ser apagada totalmente para evitar vazamento dessas informações. Vejamos o conteúdo de um diretório hipotético neste disco, montado no diretório /confidencial:</p>
<pre>$ df -h /dev/sdb1
$ ls /confidencial</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15056" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-01.png" alt="Comando dd no Linux 01" width="694" height="128" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-01.png 694w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-01-420x77.png 420w" sizes="auto, (max-width: 694px) 100vw, 694px" /></p>
<p>Temos um arquivo chamado top-secret no disco, e queremos limpá-lo em definitivo. Simplesmente apagar o arquivo provavelmente não irá adiantar, pois existem diversas técnicas que permitem recuperar dados de discos mesmo depois de apagados &#8211; e até mesmo depois do disco ter sido formatado!</p>
<p>Na verdade, queremos limpar o disco todo, pois ele pode ter inúmeros arquivos que não devem ser acessados por mais ninguém, mesmo que alguém consiga ter acesso físico ao disco.</p>
<p>Usaremos então a ferramenta dd para limpar totalmente o disco. Podemos usá-la para preencher o disco com zeros e sobrescrever o conteúdo atual. Para isso, basta copiar o conteúdo do arquivo especial /dev/zero para o disco sdb:</p>
<pre>$ sudo dd if=/dev/zero of=/dev/sdb</pre>
<p>O procedimento é um pouco demorado, pois o disco será totalmente preenchido com zeros. Vejamos seu conteúdo após o término da operação:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15057" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-02.png" alt="Clonar discos no Linux com dd" width="706" height="147" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-02.png 706w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-02-420x87.png 420w" sizes="auto, (max-width: 706px) 100vw, 706px" /></p>
<p>Agora o disco está cheio de zeros, e não há nenhum arquivo disponível.</p>
<p>Veja que a partição continua montada e disponível:</p>
<pre>$ df -h /dev/sdb</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15058" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-03.png" alt="apagar arquivos com segurança no linux" width="642" height="58" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-03.png 642w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dd-linux-03-420x38.png 420w" sizes="auto, (max-width: 642px) 100vw, 642px" /></p>
<p>Uma outra maneira seria copiar o conteúdo do arquivo especial /dev/urandom para o disco sdb, o que o preencheria com dados aleatórios (em vez de zeros):</p>
<pre>$ sudo dd if=/dev/urandom of=/dev/sdb</pre>
<p>Vejamos agora como podemos usar o comando dc3dd para apagar o conteúdo de partições ou discos. Antes disso, desmontarei e formatarei novamente o disco /dev/sdb1, montarei-o no diretório /confidencial e criarei novamente nosso arquivo de testes top-secret.</p>
<h3>Utilitário dc3dd</h3>
<p>O utilitário dc3dd pode ser usado para copiar e converter arquivos e clonar discos e partições, assim como o comando dd. É, na verdade, uma versão “melhorada” do comando dd.</p>
<p>Vamos primeiramente instalar o utilitário dc3dd:</p>
<pre>$ sudo apt-get install dc3dd</pre>
<p>E na sequência rodaremos o comando <strong>whereis</strong> para mostrar que ele foi instalado no sistema:</p>
<pre>$ whereis dc3dd</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15059" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-01.png" alt="Comando dc3dd no Linux" width="683" height="41" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-01.png 683w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-01-420x25.png 420w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></p>
<p>Ferramenta instalada com sucesso. Agora vamos utilizá-la. Um pouco diferente do exemplo anterior, vamos apagar todo o conteúdo da partição sdb1 e preenchê-la com um caractere qualquer, como a letra x para que os dados sejam sobrescritos.</p>
<p>Vejamos o conteúdo atual do disco e de sua partição:</p>
<pre>$ df -h /dev/sdb1
$ ls -l /confidencial</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15060" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-02.png" alt="como usar o comando dc3dd no linux" width="699" height="129" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-02.png 699w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-02-420x78.png 420w" sizes="auto, (max-width: 699px) 100vw, 699px" /></p>
<p>Vamos agora apagar todo o seu conteúdo usando o comando dc3dd:</p>
<pre>$ sudo dc3dd wipe=/dev/sdb1 tpat=x</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15061" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-03.png" alt="Comando dc3dd no linux - apagar arquivos" width="679" height="154" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-03.png 679w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-03-420x95.png 420w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /></p>
<p>Você pode acompanhar o andamento da operação no próprio terminal. Usamos as opções wipe e tpat, que significam:</p>
<ul>
<li><strong>wipe=/dev/sdb1</strong>: Apagar todo o conteúdo do dispositivo /dev/sdb1 e preenchê-lo com um padrão de caracteres; se um padrão não for fornecido com tpat ou pat, o padrão será preencher o disco ou partição com zeros.</li>
<li><strong>tpat=x</strong>: Usar como padrão de preenchimento o caractere x.</li>
</ul>
<p>Após algum tempo a operação será finalizada. Veja o resultado reportado:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15062" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-04.png" alt="apagar arquivos com segurança no linux com dc3dd" width="655" height="270" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-04.png 655w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-04-420x173.png 420w" sizes="auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px" /></p>
<p>Vamos ver agora com ficou o conteúdo da partição. Primeiramente rodaremos o comando ls -l para ver se há algum arquivo restante:</p>
<pre>$ ls -l /confidencial</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15063" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-05.png" alt="Comando dc3dd linux" width="635" height="73" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-05.png 635w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/comando-dc3dd-linux-05-420x48.png 420w" sizes="auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px" /></p>
<p>Os arquivos sumiram e agora é reportado inclusive um erro de entrada/saída.</p>
<p>Vamos ler o conteúdo dos setores da partição. Para isso copiaremos alguns bytes da partição usando o comando dd com as opções:</p>
<ul>
<li>bs=512 (tamanho dos blocos lidos = 512 bytes)</li>
<li>count=2 (número de blocos a ler = 2)</li>
<li>if=/dev/sdb1 (partição a ser lida)</li>
<li>of=/home/fabio/prova (arquivo para onde copiaremos o conteúdo encontrado na partição)</li>
</ul>
<p>Executando o comando:</p>
<pre># dd if=/dev/sdb1 of=/home/fabio/prova bs=512 count=2</pre>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15064" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/limpar-arquivos-seguro-linux.png" alt="Limpar arquivos de forma segura no linux com dd e dc3dd" width="715" height="75" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/limpar-arquivos-seguro-linux.png 715w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/limpar-arquivos-seguro-linux-420x44.png 420w" sizes="auto, (max-width: 715px) 100vw, 715px" /></p>
<p>E agora vamos ver o conteúdo do arquivo criado (/home/fabio/prova):</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15065" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/limpar-arquivos-seguro-linux-02.png" alt="Como apagar arquivos no linux em definitivo" width="721" height="275" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/limpar-arquivos-seguro-linux-02.png 721w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/06/limpar-arquivos-seguro-linux-02-420x160.png 420w" sizes="auto, (max-width: 721px) 100vw, 721px" /></p>
<p>Como previsto, recheado de caracteres “x”, que foi o caractere escolhido para preencher o disco /dev/sdb1.</p>
<p>Portanto, a partição foi totalmente apagada e sobrescrita com um caractere escolhido, usando-se o comando dc3dd.</p>
<p>Mais informações sobre as diversas opções desse comando podem ser obtidas chamando sua ajuda:</p>
<pre>$ dc3dd --help</pre>
<p>No próximo artigo continuaremos a analisar outras ferramentas úteis para apagar de forma segura partições e também arquivos individuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como fazer encaminhamento de portas com o Linux IPFire</title>
		<link>https://www.bosontreinamentos.com.br/linux/ipfire/como-fazer-encaminhamento-de-portas-com-o-linux-ipfire/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio dos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2019 00:27:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[IPFire]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encaminhamento de portas com o Linux IPFire Neste tutorial vamos mostrar como realizar Encaminhamento de Portas no Linux IPFire (Port Forwarding). Como exemplo, faremos o encaminhamento da porta 80 da interface Red ou WAN para a interface Green, onde se encontra um servidor Web, de modo a ser possível acessar um servidor Web na rede interna a partir da rede externa. O exemplo pode ser adaptado para o redirecionamento de outros serviços, com poucas modificações. Configuração do IPFire Acesse a interface administrativa do IPFire a partir de um navegador e, após logar-se como admin, clique em Firewall -&#62; Firewall Rules Na Seção Source (Origem), selecione Standard Networks, e escolha a opção RED para configurar a porta de origem da requisição de acesso ao servidor Web: Logo após, na Seção NAT, marque a caixa &#8220;Use Network Address Translation (NAT)&#8221;. Selecione na sequência a opção &#8220;Destination NAT (Port forwarding)&#8221; e em &#8220;Firewall Interface:&#8221; selecione &#8220;Automatic&#8221;: Agora vamos configurar o destino dos pacotes. Na seção Destination clique em &#8220;Destination address (IP address or network)&#8221; e então preencha com o endereço IP do servidor de destino, que no caso é o servidor Web. Neste exemplo, o IP do servidor é 192.168.100.2: Vamos agora configurar [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Encaminhamento de portas com o Linux IPFire</h2>
<p>Neste tutorial vamos mostrar como realizar Encaminhamento de Portas no Linux IPFire (Port Forwarding).</p>
<p>Como exemplo, faremos o encaminhamento da porta 80 da interface Red ou WAN para a interface Green, onde se encontra um servidor Web, de modo a ser possível acessar um servidor Web na rede interna a partir da rede externa. O exemplo pode ser adaptado para o redirecionamento de outros serviços, com poucas modificações.</p>
<h3>Configuração do IPFire</h3>
<p>Acesse a interface administrativa do IPFire a partir de um navegador e, após logar-se como admin, clique em <strong>Firewall -&gt; Firewall Rules</strong></p>
<p>Na Seção<strong> Source</strong> (Origem), selecione Standard Networks, e escolha a opção RED para configurar a porta de origem da requisição de acesso ao servidor Web:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14882" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-source-01.png" alt="Encaminhamento de Portas com IPFire - Seção Source NAT" width="577" height="273" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-source-01.png 577w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-source-01-420x199.png 420w" sizes="auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px" /></p>
<p>Logo após, na Seção <strong>NAT</strong>, marque a caixa &#8220;Use Network Address Translation (NAT)&#8221;.</p>
<p>Selecione na sequência a opção &#8220;Destination NAT (Port forwarding)&#8221; e em &#8220;Firewall Interface:&#8221; selecione &#8220;Automatic&#8221;:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14883" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-NAT-02.png" alt="Encaminhar Portas com IPFire - NAT" width="974" height="167" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-NAT-02.png 974w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-NAT-02-420x72.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-NAT-02-768x132.png 768w" sizes="auto, (max-width: 974px) 100vw, 974px" /></p>
<p>Agora vamos configurar o destino dos pacotes. Na seção <strong>Destination</strong> clique em &#8220;Destination address (IP address or network)&#8221; e então preencha com o endereço IP do servidor de destino, que no caso é o servidor Web. Neste exemplo, o IP do servidor é 192.168.100.2:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14884" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-destino-03.png" alt="Encaminhamento de Portas no IPFire Linux - Servidor de Destino" width="581" height="205" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-destino-03.png 581w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-destino-03-420x148.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-destino-03-580x205.png 580w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></p>
<p>Vamos agora configurar protocolos e portas. Na seção Protocol, escolha o protocolo apropriado no menu drop down, no caso &#8220;TCP&#8221; para um servidor web.&nbsp;<br />
Deixe a opção &#8220;Source Port&#8221; em branco. Esta é a porta de origem do cliente.&nbsp;Configure a porta de destino em &#8220;Destination port:&#8221; para o valor 80 (padrão web).</p>
<p>Deixe a opção &#8220;External port (NAT)&#8221; em branco. Esta opção permite ter uma porta externa diferente da porta interna.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14885" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-protocolo-04.png" alt="Encaminhamento de Portas no Linux IPFire - Protocolo TCP" width="971" height="146" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-protocolo-04.png 971w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-protocolo-04-420x63.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-protocolo-04-768x115.png 768w" sizes="auto, (max-width: 971px) 100vw, 971px" /></p>
<p>Finalizando: Configurações Adicionais &#8211; Seção <strong>Addtional Settings</strong><br />
Aqui é possível configurar um lembrete, que pode ser útil, mas não é obrigatório. Caso deseje, escreva algo na caixa &#8220;Remark&#8221;.</p>
<p>Quanto ao log, tome cuidado ao marcar essa opção &#8211; se a porta for muito utilizada, o log pode ficar gigantesco.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14887" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-log-05.png" alt="Encaminhando porta de servidor web com o Linux IPFire" width="973" height="293" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-log-05.png 973w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-log-05-420x126.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-log-05-768x231.png 768w" sizes="auto, (max-width: 973px) 100vw, 973px" /></p>
<p>Clique em “Add” ao terminar de preencher as configurações. Agora é só testar o encaminhamento de portas, tentando acessar o serviço encaminhado (servidor web neste tutorial) a partir de uma máquina conectada à rede externa, acessando o IP da interface Red (WAN) do IPFire:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14889" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-servidor-web-apache-06.png" alt="Encaminhamento de porta de servidor web apache com IPFire Linux" width="857" height="425" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-servidor-web-apache-06.png 857w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-servidor-web-apache-06-420x208.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-servidor-web-apache-06-768x381.png 768w" sizes="auto, (max-width: 857px) 100vw, 857px" /></p>
<p>O procedimento é similar para outros tipos de serviços, bastando para isso alterar os valores de protocolos e portas conforme o encaminhamento desejado. Por exemplo, a tela a seguir mostra o acesso ao servidor na rede interna via NAT no IPFire usando o ssh, por meio do PuTTY em uma máquina Windows externa:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14891" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-ssh-07.png" alt="Encaminhamento de portas com ipfire acesso via ssh e windows" width="752" height="523" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-ssh-07.png 752w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-ssh-07-420x292.png 420w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></p>
<p>Aqui, 10.24.87.44 é o endereço IP da interface Red do IPFire, que encaminha os pacotes ssh para a máquina 192.168.100.2 na rede interna, porta 22.</p>
<p>Veja essas duas regras criadas no IPFire na lista de regras de firewall:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14893" src="http://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-regras-criadas-08.png" alt="regras para encaminhamento de portas no IPFire" width="951" height="167" srcset="https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-regras-criadas-08.png 951w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-regras-criadas-08-420x74.png 420w, https://www.bosontreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/encaminhamento-portas-IPFire-regras-criadas-08-768x135.png 768w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></p>
<p>É isso aí!</p>
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