Robôs e automação podem eliminar até 20% de todos os empregos até 2030

Robôs e automação podem eliminar até 20% de todos os empregos até 2030

Ainda existe muita controvérsia a respeito, e fazer previsões no mundo da tecnologia comumente se mostra um erro, mas muitos estudiosos acreditam que os robôs e a automação em geral se tornarão um grande problema nos próximos anos. De acordo com um novo estudo do McKinsey Global Institute, até 800 milhões de empregos poderão ser eliminados - perdidos - por robôs nos próximos anos. Esse é um número bastante elevado, especialmente considerando que isso afetará cerca de um terço da força de trabalho em países desenvolvidos. Em escala global, o problema é "um pouco menor" atingindo cerca de 1/5 de todos os trabalhadores, incluindo países subdesenvolvidos.

Certamente haverá mais e mais estudos sobre os efeitos da robotização e automação na força de trabalho no mundo nos próximos anos. Há poucas dúvidas de que muitas tarefas de trabalho serão substituídas por robôs de uma forma ou de outra. Como é que tudo isso vai se desenrolar no grande esquema das coisas, no entanto, ninguém sabe com muita certeza. Muitos países e indústrias serão mais afetados do que outros, mas provavelmente ninguém escapará dos efeitos da automação.

De acordo com um novo estudo do McKinsey Global Institute, o futuro não parece tão claro. A partir de pesquisas realizadas em 46 países e 800 ocupações diferentes, tornou-se evidente que haverá algumas mudanças significativas e importantes nos próximos anos. Mais especificamente, o estudo indica que cerca de um quinto de toda a força de trabalho global será afetada por robôs e automação em geral.

Robôs e Automação e empregos em geral

Aparentemente, operadores de máquinas e trabalhadores na indústria alimentícia podem ser os grupos mais afetados por conta disso. Afinal, a indústria de alimentos foi amplamente automatizada já há algum tempo. Só seriam necessárias mais algumas poucas mudanças para reduzir sua força de trabalho humana ao mínimo absoluto nos próximos anos. Quanto às máquinas, muitos acreditam que elas irão se auto-operar e usar a Inteligência Artificial para tomar suas próprias decisões.

Um ponto em destaque é o fato de que países mais pobres não precisam necessariamente lidar com essa ameaça - ao menos não tão cedo. Como essas nações não possuem os recursos para aplicar automação em larga escala, os trabalhadores humanos continuarão a ser a principal fonte de trabalho. Será interessante ver se isso significa que as grandes corporações se afastarão dos países com mão-de-obra de baixo custo e passarão para a automação em seus mercados domésticos. Ainda há muita pesquisa a ser feita antes que se possa determinar qual opção pode ser mais benéfica - seja lá o que isso signifique.

A Índia, por exemplo, é um país em que as pessoas estão de olhos abertos, já que a nação ainda não está muito interessada na automação. O estudo descobriu que cerca de apenas 9% dos trabalhadores por lá serão substituídos por tecnologias emergentes, que é uma porcentagem muito menor do que a maioria das pessoas esperaria nesta fase.

Porém, a mudança para a automação em si não deve ser necessariamente considerada uma coisa ruim. Afinal, há muitos trabalhos realizados por seres humanos que estão "abaixo de nosso potencial", por assim dizer. Isso inclui corretores de imóveis, contadores, funcionários de back office e a maioria dos trabalhos com números em escritórios em geral. Qualquer indústria em que a automação tenha se tornado um grande problema nos últimos anos não sofrerá mudanças muito maiores.

No entanto, os robôs nem sempre podem substituir os humanos, o que não é surpreendente, pois muitas tarefas que necessitam de alto grau de interação entre os humanos, ou que exigem criatividade, dificilmente poderão ser realizadas por scripts de computadores ou robôs automatizados. Pelo menos por enquanto.

O futuro nesse sentido é incerto, e ainda vamos falar muito sobre esse assunto por aqui.

 

Sobre Fábio dos Reis (1198 Artigos)
Fábio dos Reis trabalha com tecnologias variadas há mais de 25 anos, tendo atuado nos campos de Eletrônica, Telecomunicações, Programação de Computadores e Redes de Dados. É um entusiasta de Unix, Linux e Open Source em geral, adora Eletrônica e Astronomia, e estuda idiomas, além de ministrar cursos e palestras sobre diversas tecnologias em São Paulo e outras cidades do Brasil.
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