Arduíno – Pinagem e Anatomia de um sketch (projeto)

Arduíno - Pinagem e Anatomia de um sketch

Arduino

 

Um projeto do Arduíno é chamado de sketch, e consiste tipicamente em duas partes (rotinas): a rotina de setup, que inicializa o sketch, e a rotina de loop, que normalmente contém o código principal do programa (é como a função main() da linguagem C).

Vamos ver como funcionam essas duas rotinas.

Rotina de setup

Antes que possamos trabalhar com o Arduíno, precisamos configurar alguns itens. Essa configuração é realizada dentro de uma rotina chamada setup(), a qual é chamada sempre que o sketch é inicializado. Geralmente inicializamos os pinos de entrada e saída digitais, e podemos também definir a taxa de transmissão serial, entre outras coisas. É comum declaramos as variáveis usadas no programa antes da definição da função setup().

Veja um exemplo da função setup:

void setup() {
 pinMode(13, OUTPUT);
 Serial.begin(9600);
}

Neste código o pino 13 é configurado como uma saída (irá escrever um nível lógico neste pino) e a comunicação serial do dispositivo é configurada com a taxa de transmissão de 9600 bauds (bits por segundo). A rotina de setup sempre é requerida nos sketches, mesmo que não haja nada a inicializar - neste caso, apenas coloque a função sem código nenhum dentro, como é mostrado abaixo:

void setup() {
 // Rotina sem nada a declarar
}

O texto que é inserido após os caracteres // é um comentário. Devemos sempre comentar nosso código, pois ele permite documentá-lo e ajuda a quem vai trabalhar com esse código posteriormente a entendê-lo com mais facilidade - inclusive nós mesmos. Não é necessário escrever uma tese como comentário - uma pequena descrição já é bastante útil.

Podemos comentar o código de duas formas:

// Comentário de uma linha

/* Comentário que

ocupa múltiplas linhas*/

Rotina de loop

A rotina de loop é onde o programa é efetivamente executado. Trata-se exatamente do que o nome sugere - um loop infinito. Os códigos contidos nessa rotina são executados eternamente - ou até que o Arduíno seja interrompido.

É na rotina de loop que escreveremos nosso programa efetivamente. Veja um exemplo de uma rotina de loop:

void loop() {
 digitalWrite(13, HIGH);
 delay(1000);
 digitalWrite(13, LOW);
 delay(1000);
}

Nesta rotina, o código é executado ininterruptamente, e um LED conectado ao pino configurado (13) acende e apaga a intervalos de um segundo (1000 milissegundos), até que o Arduíno seja desligado.

Pinagem do Arduíno

Para que possamos criar nossos sketches tirando o máximo proveito do Arduíno Uno é necessário que conheçamos as funções de seus pinos. A figura a seguir mostra a função de cada um dos pinos do Arduíno, e na sequência temos uma breve descrição de cada um:

Pinagem do Arduíno

Pinagem do Arduíno

 

Pino

Função

AREF - Analog Reference Tensão de referência para entradas analógicas.
Digital Ground Terra digital
Digital I/O Pins (2-13) Pinos de entrada e saída digitais, que operam em 5V e podem receber ou fornecer um máximo de 40mA de corrente. Os pinos 2 e 3 também podem ser usados para gerar interrupções.
Serial OUT (TX) e Serial IN (RX) Usados para transmitir e receber dados seriais TTL.
Analog In (0-5) Entradas analógicas, que fornecem uma resolução de 10 bits (1024 valores distintos); medem por padrão valores de 0 a 5V.
PWM Os pinos 3,5,6,9,10 e 11 podem ser usados como saída PWM de 8 bits.
SPI Os pinos 10.11.12 e 13 suportam comunicação SPI com o uso da biblioteca apropriada.
Reset Reseta o microcontrolador quando em nível baixo.
Voltage In Podemos fornecer tensão elétrica através desse pino ou acessá-la caso usemos uma fonte de alimentação externa.
5 Volt Power Pin Saída regulada de 5V
3.3 Volt Power Pin Fornece tensão de 3.3V a partir de um regulador on-board, com 50mA máx.

Ao longo de nosso estudo sobre Arduíno vamos entrar em muito mais detalhes sobre as funções desses pinos e como utilizá-los na prática.

No próximo artigo construiremos nosso primeiro projeto com Arduíno, envolvendo componentes eletrônicos discretos e uma breadboard.

 


 

EuSobre Fábio dos Reis

Fábio dos Reis trabalha com tecnologias variadas há mais de 25 anos, tendo atuado nos campos de Eletrônica, Telecomunicações, Programação de Computadores e Redes de Dados. É um entusiasta de Linux e Open Source em geral, Astrônomo Hobbysta e estudante de idiomas, além de ministrar cursos e palestras sobre diversas tecnologias em São Paulo.

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Fábio dos Reis trabalha com tecnologias variadas há mais de 25 anos, tendo atuado nos campos de Eletrônica, Telecomunicações, Programação de Computadores e Redes de Dados. É um entusiasta de Unix, Linux e Open Source em geral, adora Eletrônica e Astronomia, e estuda idiomas, além de ministrar cursos e palestras sobre diversas tecnologias em São Paulo e outras cidades do Brasil.
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